sexta-feira, 14 de julho de 2006

Em cena no Teatro da Trindade até 29 de Julho

"1755 O Grande Terramoto de Lisboa" é uma peça de teatro que recria ficcionalmente, a partir de figuras e acontecimentos reais, a mentalidade portuguesa na Lisboa do séc. XVIII atravessada por uma catástrofe natural que todos abala.
Lisboa antes, durante e depois do terramoto é o contexto de toda a acção dramática. Se antes do terramoto se esboçam já os conflitos entre personagens e grupos sociais (os políticos, os nobres, os religiosos, as prostitutas do Botequim da Rosa e o povo das ruas de Lisboa) na luta por privilégios, influências, interesses e poder, é o terramoto que, tudo tendo destruído, revelará, pelo poder do Marquês de Pombal e do rei D. José I, não só uma cidade nova, como uma nova mentalidade e um novo Portugal. Nos escombros do velho Portugal, supersticioso e decadente, de nobreza falida e dominado tentacularmente pelos jesuítas nasce, a ferro e fogo, uma cidade nova, geométrica, e um país moderno, burguês, sem escravos, nem cristão-novos, com escolas normais, comércio intenso, sem contestação, nem opositores.
Dois eixos dramáticos unificam toda a peça: a história de Mariana e do seu presumível incesto com o conde de Unhão, que se inscreve na Lisboa popular, e a história da ascensão ao poder do Marquês de Pombal, como ministro do reino, inscrevendo-se numa Lisboa fidalga à volta de rei D. José e do seu ministro.

LIBERDADE - FERNANDO PESSOA

Ai que prazer
não cumprir um dever.
Ter um livro para ler
e não o fazer!
Ler é maçada,
estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal
como tem tempo, não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto melhor é quando há bruma.
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

E mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças,
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa


Recitado por João Vilarett é um simplesmente fantástico...

quinta-feira, 13 de julho de 2006

"FELIZMENTE HÁ LUAR!"

"Há peças que marcam uma época. É o caso de “Felizmente há luar!” de Luís de Sttau Monteiro.
Foi escrita nos anos de brasa que foram o início dos anos 60 e no rescaldo da burla eleitoral que entronizou o medíocre marinheiro Américo Tomás no posto de Presidente da República roubando ao povo português a sua indiscutível escolha, o general Humberto Delgado.
A peça foi publicada e alcançou grande êxito, aliás previsível, dado o paralelismo entre a perseguição ao general Gomes Freire de Andrade e ao general que tinha entusiasmado o país anunciando que “Obviamente” iria demitir o Presidente do Conselho se fosse eleito.
Claro que a Censura proibiu a sua exibição e o autor passou a sofrer o anátema de ser anti-regime, venerado, atento e obrigado.
A resposta de Sttau Monteiro foi clara e sem equívocos. Não perdeu a arma que era a sua pena e não abrandou a luta nem a coragem.
E, por isso, teve a normal resposta do ditador Salazar: perseguições e prisão.
É bom lembrar a acção exemplar deste género de intelectuais, hoje espécime raro em Portugal e no mundo dito civilizado.
Na linha de Zola, Romain Roland, Stefan Zweig e tantos outros, era um intelectual comprometido com o seu tempo."


Helder Costa



Encenado por Hélder Costa, "Felizmente Há Luar!" tem nos papéis principais Maria do Céu Guerra e João D'Ávila. Este texto é hoje um clássico da literatura dramática portuguesa e confirma o posicionamento d'A BARRACA orientado para dar a conhecer os grandes autores da dramaturgia nacional e internacional. A grande relevância do autor e do tema deste espectáculo faz com que ele esteja presente no curriculum do ensino secundário e levou o Ministério da Educação a apoiar a itinerância deste espectáculo.

A digressão de "Felizmente Há Luar" decorreu entre Março e Junho de 2006, contou com 40 espectáculos em 20 cidades, com mais de 8000 espectadores. A companhia segue assim a sua filosofia de levar o teatro a todos no seguimento do pensamento de Garcia Lorca que deu nome à companhia: "A BARRACA um nome lindo. Uma coisa que se desmonta, que roda e marcha pelos caminhos do mundo…"

Ficha Técnica e Artística

Encenação: Helder Costa
Elenco: Maria do Céu Guerra, João D’Ávila, André Nunes, Luis Thomar, Patrícia Adão Marques, Pedro Borges, Ruben Garcia, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Susana Costa
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Adereços: Luís Thomar
Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Rui Mamede
Apoio Técnico: José Carlos Pontes
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Secretariado: Maria Navarro
Costureira: Inna Siryk
Montagem: Mário Dias
Bilheteira: Sandra Filipe
Cartaz: Elsa Lourenço e Rita Lello
Fotografias: MEF – Tânia Araújo
Fotografia Cartaz: Uwe R. Zimmer

O preço dos bilhetes é de 12,5€ (10€ para estudantes, grupos, menores 25 e maiores 65).

A duração do espectáculo é de 1h30 sem intervalo.

Web Site

http://www.abarraca.com

Data(s) do evento
De 16-06-2006 a 30-07-2006 - 5ª a sábado: 21h30 - Domingos: 16h00 (Excepto dias 8 e 16 de Julho)
Teatro Cinearte - Largo de Santos, 2
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa
22-06-2006 - Convívio Lusófono: 21h30
Teatro Cinearte - Largo de Santos, 2
Distrito: Lisboa
Concelho: Lisboa

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Sobre banderas y otras histerias

En un blog amigo podemos leer la historia de la bandera de Portugal, en estos tiempos en que todavía hay muchas tostándose al sol de los balcones de nuestro país vecino

terça-feira, 27 de junho de 2006

Algunos enlaces sobre el fútbol portugués

En un día como el de hoy, en el que todos están concentrados en cómo juega Francia, no viene mal distraerse con algunos datos sobre el fútbol en Portugal:

Selección Portuguesa de Fútbol
En Lisboa, hasta los perros "torcem"por Brasil cuando juega esta selección (por lo menos cuando no es contra ellos).

El GIT edita el "Laboratorio informático de Lengua Portuguesa" para practicar la fonética

CD Laboratorio Informático de Idiomas
El Laboratorio informático de lengua portuguesa, un cd elaborado por el profesor de la UEX Juan Carrasco González y editado por el GIT, permite hacer ejercicios en casa con tan sólo la ayuda del ordenador.

Diez años de práctica de portugués con sus alumnos de la Uex han desembocado en este 'Laboratorio informático de lengua portuguesa' editado por el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas y obra del profesor Juan M. Carrasco González. Se trata de un programa de apoyo a clases de portugués para alumnos de iniciación, que trata de perfeccionar la expresión oral y escrita.

Como en el laboratorio de lenguas extranjeras del instituto, o de la academia, el alumno interesado en hablar bien la lengua portuguesa puede ahora en su casa, a través de su ordenador, llevar a cabo las prácticas de escucha, repetición de palabras y nueva audición de los sonidos emitidos. Un micrófono, auriculares y unos altavoces dan más facilidad ahora a los alumnos para hacerse con la a veces esquiva pronunciación portuguesa.

En las indicaciones para la instalación del programa se especifica que cualquier ordenador personal adquirido en los últimos cuatro o cinco años posee características muy superiores a los requisitos del programa.

(Diario Hoy, 27/06/06)

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Prémio Miguel Torga para autor açoriano Cristóvão de Aguiar

O escritor açoriano Cristóvão de Aguiar venceu o Prémio Literário Miguel Torga - Cidade de Coimbra 2006, com o livro «A Tabuada do Tempo», anunciou o vereador da cultura Mário Nunes, que presidiu ao júri.

Esta é a segunda vez que o escritor da ilha de S. Miguel é galardoado com este prémio bienal, depois de ter ganho o concurso em 2002, com a obra «Trasfega».

Licenciado em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Cristóvão de Aguiar, de 65 anos, lançou o seu primeiro livro em 1965, pouco tempo antes de prestar serviço militar na guerra colonial, na Guiné.
Ao longo da sua carreira escreveu várias obras em poesia e prosa, tendo ainda recebido os prémios Ricardo Malheiros da Academia de Ciências de Lisboa e Grande Prémio da Literatura Biográfica APE.

Em 2001 foi agraciado pelo então Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique e em 2005 foi homenageado pela Faculdade de Letras em conjunto com a Reitoria da Universidade de Coimbra, que publicaram o livro «Homenagem a Cristóvão de Aguiar - 40 anos de vida literária».

Diário Digital / Lusa

terça-feira, 20 de junho de 2006

Provérbio sazonal... e leituras de verão

O célebre "Há Mar e Mar, Há Ir e Voltar" até consta de um dicionário de provérbios portugueses, mas foi criado, por Alexandre O'Neill (notável poeta ligado ao surrealismo português), no início dos anos 50, para uma campanha do Instituto de Socorros a Náufragos, povoa o imaginário de qualquer banhista português. Abre a época balnear e lá está, ano após ano, intemporal, pertinente na sua subjectividade.

O'Neill constumava dizer: "Devia ter ganho uma fortuna. Não ganhei... porque nunca o registei". "Parker preenche em silêncio o seu papel" e "A Segurança Volta Sempre" são dois dos slogans aprovados numa carreira de mais de 30 anos como ‘copywriter’. "Vai de Metro, Satanás!", "Brosh é Bom" e "No colchão Lusospuma não se dá só uma" três exemplos das (reprovadas) irreverências.

Eis uma boa sugestão para este Verão!
Recomenda tu as que gostes

Solidariedade Laboral

O mundo laboral é um excelente reflexo de relações humanas, inclusivamente culturais, creio que já lá vai o tempo do aforismo "de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento", que se note o apoio da congénere espanhola da Opel aos seus colegas trabalhadores portugueses! Uma atitude digna de nota e de coragem que do outro lado da fronteira raramente se tem. Abdicamos facilmente dos nossos direitos e da nossa dignidade. Será que esta solidariedade poderia ser reciproca?

"Os trabalhadores da fábrica da Opel da Azambuja cumprem hoje greves de duas horas por turno, luta que conta com a solidariedade dos operários das fábricas de Saragoça (Espanha) e Russelsheim (Alemanha), disse à agência Lusa fonte sindical.

Luís Figueiredo, coordenador da comissão sindical da unidade da General Motors Europa (GME) da Azambuja, disse à Lusa que o primeiro turno de greve decorreu entre as 04:00 e as 06:00, com paralisação total dos turnos de manutenção e rotativos, tendo-se iniciado às 09:30 uma greve de uma hora dos turnos A e C.

O turno A volta a paralisar entre as 13:00 e as 14:00, seguindo-se nova paralisação do turno C e do turno B entre as 15:00 e as 16:00, voltando este a paralisar entre as 17:20 e as 18:20, disse.

Segundo Luís Figueiredo, os trabalhadores das fábricas da GME de Saragoça e Russelsheim realizam também hoje paralisações de duas horas por turno em solidariedade com os trabalhadores da fábrica da Azambuja, cuja perspectiva de encerramento foi confirmada há perto de uma semana pela administração da empresa.

Os representantes dos trabalhadores foram recebidos sexta-feira ao princípio da noite pelo ministro da Economia, Manuel Pinho, que assegurou que o Governo tudo fará para manter a fábrica em Portugal, disse.

Na quarta-feira da semana passada, os trabalhadores receberam um mail da administração da GME dando conta da intenção de transferir o fabrico do Combo da Azambuja para a fábrica de Saragoça, sem contudo adiantar qualquer data.

A decisão não foi entretanto formalizada, porque o governo português pediu um prazo de cinco semanas para tentar negociar com a administração da GM, disse Luís Figueiredo, adiantando que os próprios trabalhadores estão a «estudar várias propostas» que não quis especificar.

A ideia de fabricar as componentes do Combo que actualmente vêm de Saragoça na fábrica da Autoeuropa em Palmela, lançada sexta-feira pelos representantes dos trabalhadores desta unidade da Volkswagen, vai ser formalmente apresentada à administração da empresa de Palmela, que no entanto já se mostrou contra a hipótese, adiantou Luís Figueiredo.

Quinta-feira, representantes dos trabalhadores vão ser recebidos por parlamentares europeus e membros da Comissão Europeia, estando agendadas para o mesmo dia, na Azambuja, reuniões com as euro-deputadas Jamila Madeira (PS) e Ilda Figueiredo (PCP), afirmou.

Para sexta-feira estão marcados novos plenários de trabalhadores para serem decididas novas acções de luta, adiantou."


Diário Digital / Lusa

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Cow parade em Lisboa



Portugal dá as boas vindas ao maior e mais divertido evento de arte pública do mundo. Lisboa recebeu pela primeira vez o evento de arte pública – CowParade Lisboa 2006, um espectáculo que contribui para iluminar os corações dos residentes e dos visitantes. Artistas locais decoraram e pintaram uma manada de bovinos em fibra de vidro e em tamanho real. As vacas são exibidas na ruas e espaços públicos de Lisboa, durante os meses de Junho, Julho, Agosto, Setembro e Outubro de 2006 e serão vendidas em leilão público em Outubro de 2006 revertendo o valor para o projecto MecenatoNet.

Site oficial: http://cowparadelisboa.sapo.pt/


Cursos para fazer no verão português

O Instituto Camões disponibiliza um Roteiro de PLE onde oferece toda a oferta formativa das universidades portuguesas.

Também dentro dos cursos de Verão, dos dias 10 a 14 de julho, a Universidad Complutense de Madrid vai promover o curso Diálogos Culturales entre Brasil y España, dirigido pelo prof. Dr. Antonio Maura.

domingo, 11 de junho de 2006

FESTIVAL DE CINEMA DIGITAL


A RTP apoia o Lisbon Village Festival (LVF), um festival de cinema, música e exposições dedicado à geração digital...

Acontece pela primeira vez em Lisboa, de 21 a 25 de Junho e é composto por três grandes áreas de actuação: O Village Internacional D-Cinema Festival (VIDCF); O Village Lounge e o Village Gallery.

Onde?
O VIDCF - Cinema S. Jorge, Teatro S. Luís, Teatro Maria Matos e Sala 4 do Vasco da Gama Shopping.
O Village Lounge – Jardim de Inverno do Teatro S. Luiz e mais um espaço a anunciar.
O Village Gallery – Sala do Risco, Palácio Sotto Mayor, Livraria Bulhosa, Teatro Taborda e galerias de arte parceiras.

Quando?
Nos dias 21 a 25 de Junho com extensão de programação a 26 de Junho para exibição dos filmes vencedores no VIDCF
Nos dias 21, 22 e 25 de Junho no Village Lounge
Nos dias 8 de Junho a 31 de Julho Village Gallery

O Programa
. Festa e cerimónia de abertura com a presença de Mia Farrow, Randal Kleiser e Matt Cimber
. Exibição de uma curta-metragem sobre a cidade de Lisboa comissionada pelo LVF, com argumento de Tonino Guerra e realização de Marco Martins.
. Dia do Japão (22/Junho): mostra de cinco filmes (duas longas-metragens e três curtas-metragens) seleccionados pelo Skip City Internacional D-Cinema Festival (Tóquio).
. Dia de Espanha (24/Junho): mostra de filmes de produção espanhola.
. Exibições especiais e ante-estreias de filmes seleccionados pelo LVF: “Red Riding Hood”, de Randal Kleiser, “Volver”, de Pedro Almodóvar, “Miriam”, de Matt Cimber, “The War Within”, de Joseph Castelo, “One Last Thing”, de Alex Steyermark e “Bubble”, de Steve Soderbergh.
. Competição Internacional de Longas-Metragens (estarão a concurso nove filmes).
. Competição Internacional de Curtas-Metragens (estarão a concurso 19 filmes).
. Gala de encerramento e entrega de prémios (produzida e transmitida pela RTP).
. Extensão da programação (26/Junho): exibição das obras vencedoras.

sábado, 10 de junho de 2006

"Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades" já foi no "Dia da Liberdade"

"A revolução de Abril roubou ao 10 de Junho, por dois anos, as comemorações do Dia de Portugal. Por decreto promulgado pelo primeiro-ministro Vasco Gonçalves e mandado publicar pelo Presidente da República Costa Gomes, em 17 de Abril de 1975, com entrada imediata em vigor, foi "instituído como feriado nacional obrigatório o dia 25 de Abril, considerado Dia de Portugal".

Nesse dia feriado do ano seguinte, os socialistas liderados por Mário Soares venceram as eleições legislativas e apoiaram, juntamente com o PPD/PSD e o CDS, a candidatura vencedora de Ramalho Eanes à Presidência da República. Em 1977, o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, por vontade de Eanes, voltou a ser também o Dia de Camões e celebrou-se a 10 de Junho.
A data da morte de Luís de Camões, 10 de Junho de 1580, foi comemorada pela primeira vez trezentos anos depois, mas só ganhou honras de feriado com a implantação da República, em 1910. Nessa altura foi apenas um feriado municipal em Lisboa que pretendia fazer esquecer o dia de Santo António, entretanto abolido como feriado religioso.

Em 1925, o dia foi consagrado pela primeira vez à Festa de Portugal, mas só com o Estado Novo a data passou a ser celebrada como feriado nacional. A Ditadura passou a festejar o 10 de Junho como Dia de Portugal e da Raça, dando-lhe um cunho nacionalista que vingou até à revolução de Abril.

Camões por quem se celebra o 10 de Junho cedeu, com o tempo, o protagonismo das comemorações a Portugal e mesmo às comunidades lusas que se espalham pelo mundo." Paulo Baldaia

quinta-feira, 8 de junho de 2006

TV en Internet "Arco Iris"

Arcoiris (br.arcoiris.tv) es una televisión a la que se puede acceder gratuitamente desde Internet. Pero a diferencia de una televisión tradicional, el espectador puede decidir qué cosa ver en cualquier momento sin tener que estar supeditado a horarios y días. La oferta de programas varía diariamente gracias a contribuciones externas y producciones propias. Usar Arcoiris es muy simple: Se entra en el sitio, se busca un video en “categorías” y se elige el tipo de conexión más adecuada. También la hay en español (http://es.arcoiris.tv/), en inglés (http://en.arcoiris.tv/) y en italiano (http://www.arcoiris.tv/).

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Lisboa em festas

http://www.egeac.pt/festasdelisboa/ (Programa)

Festas de Lisboa 2006


As marchas populares de Lisboa nasceram em 1932, concretizando uma ideia original de José Leitão de Barros – então director do Notícias Ilustrado, realizador de cinema, promotor cultural e homem próximo de António Ferro (responsável pela política cultural do Estado Novo) – como resposta a uma encomenda do director do Parque Mayer, Campos Figueira: era preciso criar em Junho desse ano um espectáculo capaz de mobilizar a atenção dos lisboetas.
O sucesso popular foi tal que o concurso haveria de regressar, agora em 1934. A autarquia chamou então a si a organização das marchas e integrou-as no que chamaria de Festas da Cidade. Doze bairros, cada um com uma marcha, saíram para a rua e desfilaram com música, traje e coreografia inspirados num tema que se pretendia que reconstituísse um uso ou costume local, entoando canções que recuperavam o cariz popular.
Em poucos anos, a cidade apropriou-se das marchas como símbolo de uma identidade perdida entre o rural e o urbano que, embora uma novidade enquanto celebração do santo popular de Lisboa, convivem e até potenciam a tradição dos arraiais e bailes populares.
Desde então, a autarquia lisboeta, agora em colaboração com a Egeac, tem sido responsável pela organização das festas tradicionais do mês de Junho.
Manifestação de unidade e identidade cultural, as Festas de Lisboa centram-se nos festejos dos Santos Populares – fiéis à sua vertente tradicional através das Marchas e Arraiais populares –, embora apostando também em novas experiências, redefinindo conceitos e espaços culturais, convocando para tal agentes culturais e todas as forças vivas da cidade, num movimento de rara dimensão.
As Festas de Lisboa estão classificadas, no site Local Festivities (site holandês independente que faz o ranking dos melhores festivais da Europa, segundo critérios de dimensão, continuidade, originalidade, capacidade de gestão das organizações e divertimento inerente ao evento), entre os 50 melhores festivais europeus, posicionando-se à frente de outras também importantes manifestações europeias, de que são exemplo a Feira de Abril em Sevilha ou as Festas de S. Isídro em Madrid.
Este ano, as Festas de Lisboa regressam ao coração da cidade: Castelo de São Jorge, Parque Mayer, Avenida da Liberdade e Cinema São Jorge serão palco de muitos e variados espectáculos. Durante todo o mês, a cidade estará animada pelos tradicionais arraiais e na Torre de Belém realizam-se em Julho duas grandes produções: Cesária Évora e o África Festival.
Venha às Festas. Divirta-se!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Festas dos Santos populares


13 é dia de Santo António, 24 de São João e 29 de São Pedro, três grandes pretextos para sair à rua e saber como se festejam os santos de Junho em Portugal.
São noites de grande alegria. Decoram-se as ruas com balões e arcos de papel às cores, há bailaricos nos pequenos largos e altares para os santos a pedir sorte.
Em Lisboa, celebra-se o Santo António casamenteiro de 12 para 13 de Junho. «Santo António, Santo Antoninho, Arranja-me lá um maridinho...» é um dos mais antigos pregões populares. Na Avenida da Liberdade há Marchas, um desfile dos bairros da cidade. Centenas de figurantes e muito público a aplaudir o favorito é um espectáculo a não perder. Se gostar de alguém, declare-se no calor da festa e ofereça um manjerico com uma quadra de amor.
O São João no Porto, de 23 para 24, é um momento de grande folia conhecido por todos. É para ser vivido na rua e São João permite todos os excessos. Leva-se na mão um alho-porro e dá-se com ele na cabeça do vizinho em tom de brincadeira. Para além dos bailaricos, o fogo-de-artifício no Rio Douro é o ponto alto da noite. No meio de tanta agitação, quando tiver fome, escolha a ementa da festa: Caldo Verde, Sardinha Assada, pão e vinho tinto.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

6ª Edição da Feira do Livro de Évora - De 26 Maio a 4 de Junho


A Câmara Municipal de Évora está a organizar a 6ª edição da Feira do Livro da cidade que abre ao público no próximo dia 26 de Maio às 18 horas, na Praça do Giraldo, com um espectáculo de rua pelos Gigabombos do Imaginário.

Este ano a Feira prolonga-se até 4 de Junho e conta com a presença de sete livrarias e um alfarrabista, que representam mais de 80 editoras, para além da participação de várias instituições da cidade, nomeadamente o Atelier Barahona, a Universidade de Évora, a Biblioteca Pública de Évora, o IPPAR-Instituto Português do Património Arquitectónico e a Associação para o Planeamento da Família.

A par dos livros esta Feira propõe sempre aos seus visitantes um vasto programa de animação. Este ano conta com espaços para a leitura, concertos de diversos géneros musicais e teatro de marionetas. Como de costume, os mais novos têm reservado para si o Espaço Criança, com propostas de vários ateliês de trabalhos plásticos, cujo momento alto serão as comemorações do Dia Mundial da Criança a 1 de Junho.

O projecto de dinamização cultural "3 Culturas", desenvolvido pelas câmaras municipais de Évora, Idanha-a-Nova e Mértola, também se associam a este evento de promoção literária através da organização de dois grandes espectáculos, que terão lugar já no próximo fim-de-semana. O primeiro será o "Toque do Adufe", no dia 27 de Maio, às 21:30, no Adro da Sé de Évora, que consiste num espectáculo majestoso em que participam 250 músicos e intérpretes populares; o segundo trata-se de um concerto pelo grupo "Música Antigua", de Eduardo Paniagua, que é um especialista em música espanhola medieval e tem desenvolvido de forma crescente o projecto em torno da música antiga das três culturas árabe, judia e cristã, e que actuará no dia 28 de Maio, na Praça do Giraldo, pelas 21:30.

A Feira do Livro de Évora é patrocinada pela Delta Cafés e conta com o apoio da Biblioteca Pública de Évora, Associação PédeXumbo, Centro Dramático de Évora, Projecto 3 Culturas, PIM Teatro, Museu da Música Portuguesa, Associação do Imaginário e Cabido da Sé.

O Cineclube da Universidade de Évora e o Páteo do Cinema – SOIR Joaquim António de Aguiar apresentam:


Mês de Junho 2006

Quinta-feira 1 - "Tsotsi", Gavin Hood
Sábado 3 - 15.30 - "Falar cinema Manoel de Oliveira" - por João Paulo Macedo
Terça-feira 6 - Ciclo falar cinema - "Vale Abraão" (1993), Manoel de Oliveira
Quinta-feira 8 - "Ferro 3", Ki-duk Kim
Terça-feira 13 - "Viagem ao princípio do mundo" (1997), Manoel de Oliveira
Quinta-feira 15 - "Il Gattopardo", Luchino Visconti
Terça-feira 20 - "A Carta" (1999), Manoel de Oliveira
Quinta-feira 22 - "O pesadelo de Darwin Hubert Sauper"
Terça-feira 27 - Ciclo falar cinema - "Vou para casa" (2001), Manoel de Oliveira

Local: AUDITÓRIO SOROR MARIANA

Horário: 22.OO HORAS

APOIOS:

Universidade de Évora * Câmara Municipal de Évora * ICAM / Ministério da Cultura

integrado na REDE ALTERNATIVA DE EXIBIÇÃO CINEMATOGRÁFICA

quinta-feira, 25 de maio de 2006

II Conferencias "Territorios e culturas Ibéricas".

II Conferencias "Territorios e culturas Ibéricas". Guarda, 8 de Junio de 2006.
Algunos temas: Vertebración territorial de las áreas transfronterizas. Políticas públicas, desenvolvimento e cooperação internacional. Iberia d'aquem e além fronteiras: diásporas, identidades, culturas.

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Luandino Vieira e o Prémio Camões

17/05/06
A atribuição do Prémio Camões 2006 ao escritor angolano Luandino Vieira foi anunciada hoje num hotel de Lisboa.

Luandino Vieira é o terceiro autor africano galardoado com aquele prémio, depois do moçambicano José Craveirinha (1991) e do angolano Pepetela, em 1997.

Trata-se do mais importante galardão literário da lusofonia e foi cria do em 1988 pelos governos de Portugal e Brasil para distinguir um escritor cuja obra tenha contribuído para o enriquecimento cultural e literário em português.

O júri deste ano é constituído por Agustina Bessa-Luís (Portugal), Fra ncisco No a (Moçambique), Ivan Junqueira (Brasil), Paula Morão (Portugal), José Eduardo Agualusa (Angola) e Evanildo Bechara (Brasil).

O Nobel da Literatura José Saramago afirmou-se «profundamente satisfeito» pela atribuição do Prémio Camões ao escritor angolano José Luandino Vieira, acrescentando que «demorou, mas a justiça foi feita».

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Diogo Freitas do Amaral, afirmou hoje estar muito satisfeito pelo facto de «um grande escritor de língua portuguesa» como Luandino Vieira ter ganho o prémio Camões.

«Vejo esta decisão com muita satisfação, porque Luandino Vieira é um grande escritor de língua portuguesa», disse o chefe da diplomacia portuguesa.
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24/05/06
O escritor angolano Luandino Vieira, Prémio Camões 2006, recusou aceitar o galardão, anunciou hoje o ministério português da Cultura.

O escritor invocou «razões pessoais, íntimas» para justificar a sua recusa, adianta o ministério numa nota de imprensa.

O Premio Camões 2006, no valor de cem mil euros, o maior galardão literário da língua portuguesa, foi atribuído sexta-feira passada a Luandino Vieira.

«O escritor angolano Luandino Vieira comunicou ao governo português ser sua opção não aceitar o Prémio Camões», disse o Ministério da Cultura (MC).

«Sublinhando o seu agradecimento pela distinção, o escritor Luandino Vieira justifica a decisão de não a aceitar evocando «razões pessoas, íntimas». A opção do escritor será naturalmente respeitada», adianta a nota do MC.

Luandino Vieira foi o terceiro autor africano galardoado com o Prémio Camões.
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24/05/06

O escritor Luandino Vieira vive «como um franciscano» e é «completamente despojado dos bens materiais», explicou hoje o escultor José Rodrigues, justificando assim que o autor tenha recusado o Prémio Camões 2006, no valor de 100 mil euros, escreve a Lusa.

«Não é minimamente surpreendente» que Luandino Vieira tenha recusado o prémio, disse José Rodrigues, que há mais de uma década acolhe o escritor no seu convento em Vila Nova de Cerveira.

«Ainda ontem almocei com o Luandino numa tasquinha de Caminha que apenas serve comida africana, e quando, a brincar, lhe disse que ele ia ficar rico, a sua única resposta foi um sorriso. Só hoje é que percebi o significado desse sorriso», disse à Lusa José Rodrigues.

Este escultor trata Luandino Vieira como «irmão», mas nem com esse «estatuto» conseguiu o que todos os órgãos de comunicação social procuraram ingloriamente: um comentário à atribuição do Prémio Camões.

«Nunca me disse uma única palavra sobre isso. Há muito que ele cortou, completamente, com o mundo à sua volta. Diz que já cá não está, que já se despediu deste mundo, e praticamente só fala com os animais«, acrescentou José Rodrigues.

Luandino Vieira até tem telemóvel, mas desde sexta-feira, dia em que foi anunciada a atribuição do Prémio Camões, que não é possível entrar em contacto com ele.

Quem ligar para o autor apenas pode esperar três «respostas»: ou atende e não diz nada, ou está pura e simplesmente desligado, ou então deixa chamar por tempo indefinido sem atender.
«Eu acho que ele tem telemóvel só para 'protestar' contra os telemóveis», explicou José Rodrigues.
De Portugal Diario

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Jogo do Pau Português


No Sábado que passou assisti, fazendo parte da comissão organizadora, a uma demonstração do "jogo do pau" português. Uma arte marcial "tuga", dinâmica, eficaz, brutal, mas simplesmente digna de perpetuar na nossa cultura à semelhança do que se passa com as artes marciais orientais. Infelizmente parece estar condenado à extinção, no entanto, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não, como o Mestre Paulo e o Núcleo do Jogo do Pau da Moita que nos prendou com uma manifestação cultural da qual me orgulho e que gostava que fosse divulgada.
A adesão foi pouca, ao mesmo tempo Évora estava a receber os discípulos milionários de Scolari e o Jogo do Pau nunca há-de mover interesses milionários. Este é o Portugal que temos... uma "vara no lombo" talvez não lhe fizesse mal...

Um pouco de história...
"Em muitas sociedades a espada desenvolveu-se como uma arma à qual era atribuído um carácter sagrado, sendo o seu porte apanágio apenas da classe da nobreza guerreira. Ao povo era interdito ou dificultado o seu uso, pelo que este aperfeiçoava habitualmente sistemas de combate alternativos, de mãos nuas ou com recurso às ferramentas do dia-a-dia. Quem está familiarizado com a história do surgimento do karaté (que significa “mãos nuas” em japonês) em Okinawa sabe que se desenvolveu em paralelo o kobudo, que inclui técnicas de uso de foices, paus, matracas que eram usadas como malho, etc... Era com este arsenal que o camponês ou pescador podia defrontar quando necessário os orgulhosos ocupantes samurais, armados com catanas e outras armas de guerra. Também em Portugal o povo desenvolveu um sistema de combate usando como arma o cajado que acompanhava para todo o lado, até há poucos anos, os pastores e camponeses. Este sistema veio a ser conhecido pelo nome de Jogo do Pau, tendo aqui a palavra “jogo” não o sentido de “brincadeira”, mas o de “técnica” ou “manejo”.
Já bem dentro do século XX eram ainda frequentes por Portugal inteiro, mas com destaque para o norte do país, os combates de pau nas feiras e romarias. Por vezes envolviam estas rixas aldeias inteiras, outras vezes as lutas eram individuais, ou de um jogador contra vários. Era o tempo dos “puxadores” (nome que se dava aos jogadores do Norte) e dos “varredores de feiras” (jogadores afamados que se deslocavam às feiras e romarias para desafiarem outros, provando assim o seu valor através da vitória contra todos). Mestre Monteiro, originário da região de Fafe, conta que no tempo da juventude de seu pai havia duas povoações que frequentavam ao Domingo a mesma capela, levando, como era de tradição, cada homem ou moço a sua vara, de tal forma que quando se ajoelhavam na missa se viam todos os paus em posição vertical saindo acima das cabeças. Depois da cerimónia era frequente, num largo ali perto, haver conflitos entre os rapazes das duas aldeias, que começavam por qualquer pequena razão (um piropo a uma rapariga da aldeia vizinha, os ciúmes de um enamorado preterido por outro, uma discussão por causa de canais de irrigação...) e que se resolviam à paulada.
Mas não se pense que era o combate destituído de regras. Havia um código ético, que proibia aos lutadores baterem em homem que não levasse pau, ou que estivesse por terra. Ainda se contam nos círculos da modalidade histórias antigas como a do “Manilha”, que depois de vencer e desarmar três atacantes que o haviam emboscado, atirou o pau ao chão. Ou a de um jogador de grande talento do Porto, chamado Carvalho, feirante de gado, que na Feira dos 26 em Angeja, perto de Aveiro, conseguiu aguentar-se sozinho contra um grupo que o atacava, até que tropeçou e caiu para o chão, e nessa altura o melhor jogador dos adversários saltou para o seu lado, pronto a defendê-lo, dizendo aos seus companheiros que quem pretendesse bater no valente caído tinha que lutar primeiro consigo. Também na literatura podemos encontrar histórias sobre o jogo do pau, nomeadamente em autores como Aquilino Ribeiro e Miguel Torga. A partir dos anos 30 o jogo do pau começou a perder importância. Os motivos são vários: a acção das autoridades policiais, que para evitar lutas sangrentas passaram a proibir o uso dos paus dentro dos recintos das feiras; a emigração de muitos homens para os meios urbanos ou para o estrangeiro; a generalização do uso de armas de fogo, que tornou desnecessária a aprendizagem demorada e difícil desta técnica para a defesa pessoal.
Em Lisboa, praticava-se já então, principalmente a partir do século XIX, um estilo próprio, desenvolvido nos quintais da capital e em clubes como o Ateneu Comercial de Lisboa e o Real Ginásio, que depois veio a ser o Ginásio Clube Português, nos quais ainda hoje se ensina esta arte. Surgem duas grandes Escolas, diferenciadas tecnicamente e com base em factores histórico-sociais: a Escola do Norte e a Escola de Lisboa (também praticada no Ribatejo e Estremadura). Esta última desenvolveu uma série de inovações técnicas e passou a dar menos importância ao combate contra vários adversários.
Ao longo da história do jogo do pau foram muitos os mestres que deixaram fama pelas diferentes regiões do país. Citemos alguns: Mestre António Nunes Caçador, Mestre Frederico Hopffer, Mestre Júlio Hopffer, Mestre Joaquim Baú, Mestres Calado Campos, pai e filho, Mestre Chula, Mestre Custódio Neves, Mestre Pedro Ferreira, Mestre Elias Gameiro, Mestre Nuno Russo, Mestre Manuel Monteiro, e um largo etc... O nome de Mestre Pedro Ferreira (n. 26 de Março de 1915 – f. 24 de Setembro de 1996) destaca-se pelo extraordinário desenvolvimento técnico que levou a cabo, combinando as Escolas do Norte e de Lisboa, de ambas profundo conhecedor. Foram seus discípulos muitos dos actuais mestres em actividade. Continuou a jogar o pau durante toda a sua vida, sendo considerado um dos mais exímios jogadores até ao seu falecimento. Era ele o Mestre do Ateneu Comercial de Lisboa, tendo nos últimos anos passado essa responsabilidade para o Mestre Manuel Monteiro, seu sucessor.

O Jogo do Pau começou um processo de organização a nível nacional com a fundação, em 1977, sob impulso de Mestre Pedro Ferreira, da Associação Portuguesa de Jogo do Pau. As várias escolas e clubes estão hoje organizadas numa estrutura representativa, a Federação Portuguesa de Jogo do Pau. Como testemunho da qualidade técnica deste sistema, é de mencionar que nos campeonatos abertos de lutas com pau comprido realizados em França na década de 80, com a presença de sistemas de combate do Japão, Vietname, França, e de outras nações, os jogadores do pau portugueses foram campeões absolutos, tendo ganhado todos os combates em que entraram." in Wikipédia.

domingo, 21 de maio de 2006

XII Feria Ibérica de la Alfarería y el Barro en Salvatierra


Salvatierra de los Barros y la localidad alentejana de San Pedro do Corval, pedanía de Reguengos de Monsaraz, celebrarán del 25 al 28 de mayo, en la primera, -cada año se celebra en una población- la XII Feria Ibérica de la Alfarería y el Barro, que presentaron ayer en Badajoz Juliana Naharro, alcaldesa de Salvatierra; Ana Paula Almendoira, responsable de Cultura de Reguengos; y el artesano y teniente de alcalde Cayetano Pérez.


El certamen reunirá a 75 artesanos en la única feria ibérica del sector, que este año ofrecerá como novedades dos exposiciones: sobre la cerámica de la Ruta de la Plata y sobre los elementos que figuran en los cuadros del pintor Felipe Checa, bajo el título de ARTEsanía en el ARTE .


Pérez, autor del mayor botijo del mundo, de 450 litros, afirmó que lo traerán a Salvatierra para cocerlo y después volverá a Madrid, de donde partió el encargo. También señaló que en su localidad hay 24 talleres y unos 60 alfareros trabajando.


Almendoira destacó el interés que por la feria existe en su país y el valor que le dan a la alfarería en las políticas culturales, frente al desarrollo turístico meramente economicista.

quarta-feira, 17 de maio de 2006

XXII Festival Ibérico Música en Badajoz

La vigésimo tercera edición del Festival Ibérico de Música arranca el sábado 20 en el Palacio de Congresos de Badajoz con un concierto de la Orquesta de Extremadura (OEX) y se prolongará hasta el día 27 con una amplia variedad de estilos musicales en diversos lugares de la ciudad.

El festival fue presentado ayer por el director del Consorcio López de Ayala, Miguel Murillo; la directora del Centro Dramático Música y Audiovisuales (Cedrama), María José Casado; el responsable del área de cultura de la Diputación de Badajoz, Javier Bodas; y el presidente de la Sociedad Filarmónica de Badajoz, Felipe Hernández.

Hernández realizó un recorrido por los distintos artistas y agrupaciones que participan en un programa que, según sus palabras, presenta una amplia selección de estilos entre los que se puede reconocer "música renacentista, barroca, clásica, romántica y moderna", informa Efe.

El festival se inicia de forma oficiosa el viernes 19 de mayo con un recital de guitarra a cargo de Ricardo Guillén en el patio del Colegio de Abogados de Badajoz. La inauguración oficial será al día siguiente con la actuación de la Oex, dirigida por Christopher Wilkin y con la intervención del violinista Francesco D´Orazio.

Hasta el sábado 27 de mayo se sucederán las actuaciones en los distintos escenarios previstos en el certamen, que serán, además de los ya mencionados, el salón de plenos de la diputación provincial (con el concierto Músicas del Mundo), el teatro López de Ayala (con el pianista Javier Perianes), la Biblioteca de Extremadura (con el grupo Los Guachos) y las plazas y calles de la ciudad.

Entre las representaciones musicales más destacadas, Hernández señala el Cuarteto para el final de los tiempos, de Olivier Messiaen, en un montaje diseñado por alumnos del conservatorio pacense. Por otra parte, lamentó la suspensión del recital de la soprano extremeña Carmen Solís y el pianista Lucjan Luc, por enfermedad de este último.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Feira das Escolas 2006 en Estremoz

Los días 17, 18 y 19 de mayo van a celebrarse en Estremoz, en el Parque de Férias e Exposições la Feira das Escolas 2006, donde se puede acceder a toda la oferta formativa del Concelho de Estremoz. Han programado multitud de actividades de gran interés que se pueden consultar en http://www.feiradasescolas.com/. Los centros educativos de la comarca de Zafra, cuyo Ayuntamiento acaba de hermanarse con el de Estremoz, visitarán la feria y participarán de sus actividades.

sábado, 13 de maio de 2006

Primeiro Comando da Capital


El Estado de São Paulo se enfrenta a una ola de violencia sin precedentes. Desde el 12 de mayo se han producido diversos ataques que han llevado a paralizar la vida diaria.

La Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br) tiene un enlace donde se incluyen todas las noticias aparecidas.

Para analizar mejor lo que está pasando, hay que conocer el Primeiro Comando da Capital (PCC) tristemente famoso, que ya tiene su entrada en Wilkipedia:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Primeiro_Comando_da_Capital


O Estado de Sã0 Paulo

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Festivais em Portugal

Lisboa, nos días 26 e 27 de Maio e 2, 3 e 4 de junho.
Festival de música que nasceu em Rio de Janeiro em 1985.

Parte da facturação obtida com o Rock in Rio Por um Mundo Melhor, é destinada a projectos sociais. Graças à sua iniciativa, milhares de jovens de favelas e comunidades carentes do Rio de Janeiro puderam concluir os seus estudos.
A organização do Rock in Rio-Lisboa 2006 seleccionou voluntários para as diferentes áreas do festival, em turnos de 6 horas por dia, tendo como contrapartidas a possibilidade de participar num evento de destaque a nível internacional, a oportunidade de assistir a muitos dos concertos, a oferta de uma t-shirt diferente por dia, alimentação, ajudas de custo para transportes, identificação com fotografia e um certificado no final do evento.

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O VII FIMR/XVII FIMT é o evento cultural mais prestigiado com realização em terras ribatejanas. Sendo um dos espaços de eleição por onde navegam e se cruzam os novos monges da arte e do saber dos novos tempos, a programação desta edição vai ser dedicada preferencialmente à obra do grande génio criador Wolfang Amadeus Mozart. Em perfeita sintonia com os grandes centros culturais europeus, este ano o festival vai realizar-se sob a égide do 250º Aniversário do Nascimento de W.A. Mozart. É o Ribatejo no seu melhor.

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O Fatias de Cá (criado em Tomar em 1979) tem 6 centros de produção teatral (Tomar, Barquinha, Chamusca, Constância, Coimbra e Lisboa) enquadrados pelo Fatias de Cá - Mãe. Enquanto Companhia de Teatro, desenvolve projectos de âmbito profissional e amador para o que conta com mais de 100 membros (entre permanentes, regulares e pontuais).A designação "Fatias de Cá" inspira-se no nome de um doce conventual (Fatias de Tomar) cuja receita pode ser considerada uma metáfora do acto teatral: batem-se as gemas de ovos demoradamente até obterem um aspecto cremoso e uniforme e vão a cozer em banho-maria numa panela especial até ficarem com a consistência do pão que se fatia e frita-se em calda de açúcar.A opção estética do Fatias de Cá assume três vertentes:- o património, quer o construído quer o paisagístico, é entendido como um espaço teatral privilegiado tendo em conta o cenário natural que comporta;- a partilha com o público de um momento de refeição é assumido como uma forma de sociabilização e de concentração no espaço-tempo convocado pelo espectáculo;- o acto teatral é entendido como um momento que emocione e divirta. O Fatias de Cá usa como lema uma frase atribuída a Galileu: não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho
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IX OLIVOMOURA - Maio
FEIRA NACIONAL DE OLIVICULTURA 2006 + XII FEIRA DO BOVINO MERTOLENGO

Seminários, concursos, contos, histórias com base no azeite. Passeio de cavalos, passeio equestre e prova de pratos confeccionados com azeite. Ver programa

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Centro Nacional de Cultura


Recomendamos la visita al Centro Nacional de Cultura, un portal donde encontrar variadísimas actividades en diferentes puntos de Portugal: exposiciones, publicaciones, cursos de formación, viajes culturales y un largo etc. El CNC organiza talleres infantiles, formación para jóvenes, profesores y otros colectivos. También desarrolla proyectos con socios europeos, acoge estudiantes extranjeros y becarios durante todo el año.
Como ejemplos de "Roteiros", ofrece visitas a la "Lisboa de Pessoa", "Patios y Vilas de Lisboa", "Jardins históricos do Porto", "Os caminhos dos templários", "Arqueologia no Algarve", entre otros muchos bellísimos paseos, cuyos itinerarios y programas pueden encontrar en http://www.cnc.pt/.
Destacamos también su sección "Passeios de Domingo", del que vale como muestra el siguiente:
GRANDES MESTRES DA PINTURA EUROPEIA - MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA
Sábado, 27 de Maio
Exposição de qualidade absolutamente excepcional, que reúne 95 pinturas de mestres fundamentais na história da pintura europeia, desde o início do Renascimento italiano até à década de 1940-50. Quase metade das peças inscrevem-se num arco cronológico que vai do século XV ao XVIII, distribuem-se pelas “escolas” italiana, flamenga, holandesa, alemã, francesa, espanhola e britânica e são criações de mestres como Fra Angelico, Bernardino Luini, António Solario, Fragonard, Reynolds ou Gainsborough, entre outros. As restantes pinturas são especialmente demonstrativas de autores e movimentos artísticos dos séculos XIX e XX: impressionismo, simbolismo e nabis, fauvismo, expressionismo. Corot, Courbet, Cézanne, Manet, Degas, Monet, Renoir, Pissarro, Sisley, Liebermann, Signac, Lautrec, Redon, Bonnard, Vuillard, Vlaminck, Dufy, Derain, Macke e Morandi são alguns dos artistas neste sector da exposição.
Guia: Anísio Franco
Horário: 10.30 h manhã
Limite: 50 pessoas
Local de Encontro: MNAA – Jardim 9 de Abril
Entre los cursos que tiene programados para el tercer trimestre de 2006, destaca el de cocina japonesa.
Vale la pena visitar este sitio.

Novas do Jornalismo "Tuga"


José António Saraiva (ex-director do Expresso) apresentou hoje o jornal "Sol" (nada parecido com o "The Sun" inglês), com lançamento marcado para o dia 16 de Setembro. Segundo o mentor do projecto, o semanário «é uma inevitabilidade, diferente de tudo o que se viu até hoje» e integra vários formatos jornalísticos, explicou em conferência de imprensa, como uma «ideia luminosa», como um jornalismo positivo. «Não estamos virados para o passado», afirmou o ex-director do "Expresso", não assumindo, desta forma, a concorrência directa com o actual semanário de maior destaque em Portugal.
No entanto, o semanário "Sol" reúne «a equipa que protagonizou os anos de ouro do Expresso». Gente como Felícia Cabrita, José António Lima, Mário Ramires e Vítor Rainho, entre outros ainda não revelados, dão a cara por um projecto tido como «arriscado», que estará à venda por dois euros, destacando-se pela implementação de conceitos totalmente inéditos a nível nacional e internacional, e não fosse o jornalismo português actual brilhante, isento, repleto de grandes profissionais(inconvenientes logo relegados para segundo plano.
Segundo consta, o próprio logótipo, ao invés de outros jornais, não é tipográfico, mas sim pictórico, tendo por base uma pintura de Pedro Proença em mutação consoante as estações do ano.
A baixa lisboeta, na zona do Chiado, albergará a sede desta publicação e terá, ainda, um painel luminoso exterior permanentemente actualizado com notícias (esperemos que não primem por capas como o seu homólogo britânico do qual temos uma capa publicada, e creio que não queremos ver, outra vez, Alberto João Jardim de “slips”) e terá o rés-do-chão aberto ao público, de forma a promover a interacção entre leitores e jornalistas. A edição on-line também promete novidades. Vejamos.

"A Segunda Surpresa do Amor" de Marivaux – 4 a 27 Maio

No próximo dia 4, o Cendrev (Centro Dramático de Évora) leva à cena “A Segunda Surpresa do Amor”, uma comédia de Pierre Marivaux encenada por Mário Barradas.

Com esta peça de Marivaux, Mário Barradas propõe-se “revisitar a dramaturgia de um clássico popular”, 30 anos depois de ter encenado, no Cendrev, “O Preconceito Vencido”, do mesmo autor.

“A Segunda Surpresa do Amor” é interpretada por Rosário Gonzaga, Maria Marrafa, Rui Nuno, Figueira Cid, Álvaro Corte Real e Jorge Baião.

A estreia do espectáculo terá lugar no dia 4 de Maio, pelas 21h30, no Teatro Garcia de Resende onde permanecerá em cena até ao dia 27.