quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Um Tiro no Escuro"

Eis mais uma sugestão cinematográfica (acessível a bom preço) para as nossas "videotecas" em português. Trata-se de um filme de Leonel Vieira, cujo protagonista é interpretado pelo tão conhecido Joaquim de Almeida, que, longe de ser uma grande obra, sempre pode ser visto como uma das novas "visões" do cinema português. 
 
 
SINOPSE
No aeroporto do Rio de Janeiro uma menina de dois meses é raptada por uma hospedeira da TAP. Dois anos mais tarde, a mãe inconformada encontra-se em Lisboa.
Para sobreviver trabalha num bar de 'strip-tease', mas passa a maior parte do seu tempo no aeroporto na esperança de reencontrar a hospedeira que lhe levou a filha. Quando uma noite é despedida do trabalho, sem outros recursos, acaba por ter de se juntar ao 'gang' do ex-segurança do bar que lhe dá guarida.
Envolvida numa série de assaltos a bancos, cedo vai ter no seu encalço um inspector da Polícia Judiciária que parece também ter algo a esconder...
Poderá, entre polícias e ladrões, reencontrar ainda a sua filha?

REALIZADOR
Leonel Vieira

INTÉRPRETES
Joaquim de Almeida, Vanessa Mesquita, Filipe Duarte, Ivo Canelas, Miguel Borges, Margarida Marinho, Cristina Cunha, João Lagarto, Almeno Gonçalves, Inês Costa.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Porque se come bacalhau na consoada?

De acordo com a interpretação que alguns historiadores têm desta época festiva, a consoada era a refeição com que se interrompia o jejum natalício (algo análogo ao que acontece na tradição cristã na quaresma). Daí que, na tradição que ainda hoje é evidente em Portugal, na véspera de Natal come-se (de mil maneiras!) bacalhau, o que está relacionado com os vários períodos de jejum do calendário religioso, que interditavam (ou desaconselhavam) o consumo de carne. A carne estava apenas reservada para o almoço de dia de Natal, no dia 25 de Dezembro.
Pergunto eu: Haverá por detrás desta tradição alguma influência judaica? A carne que se consome tende a ser de aves, evitando-se as carnes suínas...
Bom Natal a todos vós!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Uma Onda no Ar" - "Rádio Favela"


O cinema brasileiro tem afirmado a sua qualidade com temas que, para mim, por vezes são demasiado recorrentes. É o caso da situação social de muitos habitantes das famigeradas favelas. No entanto, há casos de filmes que se afirmam para além dessa condição e são autênticas obras de referência. É o caso deste filme de 2002, baseado numa história real, que traz para o grande ecrã um caso excepcional de desenvolvimento comunitário, a criação, bem polémica e contestada, da "Rádio Favela".
No contexto do PLE, esta é uma excelente oportunidade para abordar temas que vão para além da violência real retratada e exportada por filmes como "Tropa de Elite I e II", "Carandiru", ou a tão famosa obra de Fernando Meireles, "Cidade de Deus".
Como fã confesso que sou da rádio, foi um prazer conhecer esta história que mostra o outro lado desta realidade, infelizmente tão bem conhecida no Brasil, tal como o dinamismo da gente do morro e a denúncia de uma sociedade que a muitos não convém mudar.
Sem dúvida, um excelente filme que nos poderá ser útil!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pois pois (Alexandre O'Neill)



POIS POIS

Sobre o tampo da mesa
Rabo de Cavalo cotovelo-groselha
defronta Patilhas Grisalhas cerveja-cotovelo

Falam de dominguins versus ordoñez
de hemingways na brecha na querela
do assassino mano a mano

Falam a ouro e a sangue no ruedo de mármore

Sob o tampo da mesa
três joelhos conversam roçagantes:
o dele (sarja) entre os dela (nylon).

Rabo de Cavalo está quadrada.
Patilhas Grisalhas então entra a matar.

O sobre e o sob logo se confundem.
Que prometia (olé) o cartaz dele?

Alexandre O'Neill

(Entre a Cortina e a Vidraça, 1972)



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas, Cáceres, 29-30 noviembre y 1 diciembre



COLOQUIO INTERNACIONAL

Imagologías ibéricas: Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas


organización: Equipo del proyecto de Investigación Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas: Portugal-Extremadura-España 
(financiado por la Junta de Extremadura - código: PRI08A057)

A lo largo de la historia, la coexistencia de España y Portugal como dos realidades políticas diferenciadas compartiendo un mismo espacio geográfico ha dado lugar a javascript:void(0)movimientos pendulares de aproximación y de alejamiento. Ya sea en épocas de conflicto político y bélico, de aparente calma o de mutua ignorancia, las relaciones luso-españolas han generado, y continúan generando, imágenes del otro reconocibles en todo tipo de discursos y manifestaciones culturales. Algunas acaban fijándose en forma de estereotipos, clichés y lugares comunes sobre el vecino peninsular; muchas de ellas forman parte del imaginario colectivo identificando lo propio y lo ajeno en el difícil ejercicio de configurar una identidad nacional.

Su estudio, a partir de propuestas metodológicas provenientes de los Estudios Culturales y de la Imagología, nos permite aproximarnos a determinadas secuencias ideológicas que han influido y siguen influyendo en campos tan diversos como la cultura, la política, la enseñanza, las campañas publicitarias o el turismo. La literatura, de cualquier época y género, la historiografía, el periodismo, la publicidad, la enseñanza de la lengua extranjera, etc. serán algunos de los dominios privilegiados en la búsqueda y estudio de la representación propia y del otro, dado que identidad y alteridad se definen en continua comparación. 

Extremadura, como espacio fronterizo, ha tenido, especialmente en las últimas décadas, un papel fundamental en propagar el intercambio peninsular. Por ello, reservamos un espacio para aquellas investigaciones que focalizan la relación particular entre Extremadura y Portugal.

Finalmente, siendo tanto Extremadura como Portugal los puntos de partida de una diáspora que llevó hasta territorios lejanos las imágenes de un espacio peninsular de origen, estamos interesados en averiguar si estas imágenes se asentaron en los imaginarios isleños (Canarias, Baleares, Azores y Madeira), o en otros espacios de colonización y emigración.

Vamos a reunir a un nutrido grupo de investigadores de diferentes ámbitos que presentarán sus reflexiones sobre aspectos como:

– Teoría y práctica del abordaje imagológico de los discursos culturales

– Construcción de imagotipos de la identidad y la alteridad portuguesas y españolas en literatura, historiografía, periodismo, publicidad, Internet, etc.

– Visiones cruzadas en el discurso literario: representaciones de lo portugués y español en la literatura.

– Conflictos luso-españoles y su representación literaria, historiográfica, artística, etc.

– Estereotipia: configuración y desmontaje de los estereotipos nacionales

– Representaciones y actitudes respecto a la lengua extranjera

– Géneros imagológicos: literatura de viajes, cronística, etc.

– Caracterologías étnicas y nacionales:literatura y antropología

– Literatura infanto-juvenil y difusión del imaginario nacional

– Revisiones históricas y recreaciones nacionales.

Puede consultar aquí el listado provisional de conferencias y comunicaciones propuestas para el congreso.


DATOS PARA LA INSCRIPCIÓN
DADOS PARA A INSCRIÇÃO
precio / preço - 20€
número de cuenta / número de conta
Caja Extremadura:
2099 0295 62 0070031782
IBAN (Código Internacional de Cuenta Bancaria):
ES92 2099 0295 6200 7003 1782
B.I.C.: CECAESMM099

Para formalizar una inscripción, es necesario que nos envíen el resguardo de la entidad bancaria junto a los datos pedidos en la ficha al correo electrónico lleal@unex.es o al número de fax: 927 257 401 (a la atención de Maria Luísa Leal)
Se ha solicitado el reconocimiento de 1,5 créditos de libre elección



BOLETÍN DE INSCRIPCIÓN
FICHA DE INSCRIÇÃO
Nombre / Nome
_________________________________________________
Apellidos / Apelidos
_________________________________________________
Universidad / Universidade
_________________________________________________
Dirección / Endereço
_________________________________________________
e-mail / e-mail
_________________________________________________






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lengua Portuguesa y EUROACE

Caros amigos,

Com a última Assembleia da nossa associação, a APPEX, tomámos a decisão de divulgar um pouco mais os problemas por nós sentidos e tentar, desta forma, obter por parte dos meios de comunicação da região Extremeña algum apoio na publicação de textos nossos que fizessem pública a nossa voz.
Infelizmente não conseguimos, até à data, que a carta que vos anexo em baixo fosse publicada, nem pelo jornal Hoy, nem pelo Periódico de Extremadura.
Talvez não tenha relevância a problemática do Português para os media locais ou simplesmente não tenhamos batido à porta certa e nos falte ajuda nesse sentido pelo que, toda e qualquer sugestão vossa será bem vinda para que alcancemos este objectivo da APPEX. Um bem-haja a todos!
----------

Lengua Portuguesa y EUROACE

Extremadura ha dado los primeros pasos junto a Alentejo y a la Região Centro de Portugal en una interesante idea de euro-región de la que todos saldremos ganando. En la estrategia diseñada para la EUROACE, con el horizonte puesto en el año 2020, se establece como uno de los pilares básicos el conocimiento del idioma del país vecino, aspirándose incluso a una situación de bilingüismo. Si en Extremadura aprendemos portugués y en nuestras regiones vecinas español, estaremos abriéndonos muchas puertas en un mundo que tendrá por esas fechas más de 800 millones de hablantes de ambas lenguas. La gran similitud de las mismas aconseja que el portugués se convierta en la segunda lengua extranjera de nuestro sistema educativo, pero la realidad no es así, pese a las manifestaciones políticas en este sentido. Este año sigue sin poderse estudiar portugués en institutos rayanos como los de Alcántara, Oliva de la Frontera o Villanueva del Fresno y en otros muchos se da de forma testimonial en horarios marginales, con profesorado de escasa preparación y ninguna titulación. Tampoco se introduce en los institutos de nueva creación como hemos podido ver en las últimas convocatorias de oposiciones y de interinidades. Muchos niños aprenden algo en primaria y no pueden continuar en secundaria y son centenares las personas que se han quedado sin matricularse en las escuelas de idiomas, en las que hay grupos con un número de alumnado que hace inviable un buen aprendizaje. La Junta de Extremadura hizo el año pasado una campaña animando a aprender portugués. “Te abrirá muchas puertas” era el lema. La Asociación de Profesorado de Portugués de Extremadura se pregunta hoy quién está cerrándolas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cá está Buala!

Ilustração do livro O diário de Dandara, de Pedro Lucena

A amiga Virgínia deu-nos esta dica: Buala é um portal dedicado à cultura africana contemporânea que vale a pena conhecer. E, por sua vez, Lusofolia, dá esta dica para quem não o conheça.Há muito para ver e aprender.


BUALA é o primeiro portal multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês BUALA significa casa, aldeia, a comunidade onde se dá o encontro. A geografia do projecto responde ao desenho da proveniência das contribuições, certamente mais nómada que estanque. A língua portuguesa, celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e Áfricas, dialoga com o mundo. 
 BUALA pretende inscrever a complexidade do vasto campo cultural africano em acelerada mutação económica, política, social e cultural. Entendemos a cultura enquanto sistemas, comunidades, acontecimento, sensibilidades e fricções. Políticas e práticas culturais, e o que fica entre ambas. Problematizar questões ideológicas e históricas, entrelaçando tempos e legados. No fundo desejamos criar novos olhares, despretensiosos e descolonizados, a partir de vários pontos de enunciação da África contemporânea. 
 BUALA concentra e disponibiliza materiais, imagens, projectos, intenções, afectos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento: artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este BUALA.

(Retirado de aqui, onde se podem ler mais dados e os nomes das pessoas que fizeram possível este portal: Marta Lança, Marta Mestre, Francisca Bugalho e Guillerme Cartaxo)

E para entrar em Buala é só clicar aqui:  Buala - cultura contemporânea africana



domingo, 7 de novembro de 2010

Portugal: País Convidado, País Esquecido

Concluído o “I Congreso Internacional: Medios de Comunicación en el Aula” que teve lugar na Assembleia da Extremadura, em Mérida, durante os passados dias 5 e 6 de Novembro – ao qual compareceram alguns dos nossos colegas, professores de português – desde a APPEX gostaríamos de fazer um pequeno balanço, ressaltando alguns aspectos que nos pareceram importantes.

Por um lado a organização do evento, representada por Juan Hernández, conseguiu juntar, num mesmo espaço – amplo, imponente e agradável – não fossem as desconfortáveis cadeiras de plástico, por uns arranjos de tecido disfarçadas de cadeiras de luxo -, importantes nomes do jornalismo espanhol – Campo Vidal, Mara Torres, etc... – levando à tona temáticas bastante relevantes para o ensino em geral, tal como a representação da escola nos meios de comunicação ou os perigos e vantagens das redes sociais ou ainda, oferecendo-nos alguns espaços de intercâmbio de experiências como aulas virtuais e rádios escolares, entre outros.



Por outro lado e, com grande pena dos participantes lusófonos e “lusodefensores”, para um congresso internacional, no qual o país convidado era, supostamente Portugal, o suposto aspecto internacional e a presença do país convidado, reduziram-se à presença do Jornalista Eduardo Jorge Madureira do jornal “O Público” em duas intervenções – no primeiro dia, já pela tarde em um dos “Talleres” propostos durante aproximadamete 30 minutos e no segundo dia, numa mesa redonda com 3 minutos de palavra – o que já foi bastante agradável. Estranhou-se, de forma gritante, a presença de algum representante português na abertura oficial do evento – recordando que Portugal era o país oficialmente convidado – cujo espalhafato protocolar contou inclusive com a presença de S.A.R. a princesa de Astúrias, entre outras representações políticas da região que não podiam faltar, claro está, dadas as dimensões mediáticas das personalidades presentes.


Por isso ficámos, posta de parte a qualidade da organização do evento em geral – um bem-haja a Juan Hernández – com uma pergunta persistente e incómoda: Não devia haver, na cerimónia de abertura, um representante oficial daquele país convidado que lhe dava um certo gabarito “internacional”? Isso porque o tal país... E, já agora, que país era mesmo?

sábado, 6 de novembro de 2010

Balanço das IV Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona



No passado sábado, dia 30, encontrámo-nos em Cáceres para celebrar as IV Jornadas da APPEX, organizadas nesta ocasião pela Área de Filologia Portuguesa da UEX. Apesar da ponte, reuniram-se na Faculdade de Filosofía y Letras de Cáceres, perto de cinquenta sócios. De manhã tivemos duas interessantes conferências. Durante a primeira, a Professora Adelina Moura apresentou alguns aspectos práticos relacionados com o uso da web 2.0 no ensino, reflectindo sobre algumas das suas experiências com alunos da Escola Secundária Carlos Amarante de Braga, nomeadamente sobre o uso do telemóvel como instrumento de aprendizagem. Na segunda apresentação, revimos o Acordo Ortográfico com a professora Otília Martins, da Escola Superior de Educação de Lisboa. As professoras da UEX, Mª Jesús e Iolanda, apresentaram o novo plano de estudos do Grado de Lenguas y Literaturas Modernas (Português) e a página web da área que pretende ser um espaço de informação das actividades universitárias dirigidas a toda a comunidade de docentes e alunos de português.



Para além desta parte formativa, desfrutou-se de um dia de convívio em que encontrámos colegas, partilhámos experiências e vivências e pudemos obter notícias uns dos outros. Na assembleia da APPEX debruçámo-nos sobre os problemas da implantação do português como segunda língua no sistema educativo extremenho e desenhámos uma nova estratégia de actuação para a APPEX. A Junta Directiva foi renovada a pedido da presidente, Ana Marcelino. À frente da nova equipa estará Jacques Songy, como Presidente, Virginia Gibello, como Vice-presidente, Emilia Valares, como secretária e Mª Jesús Fernández, como Tesoureira. Entre as conclusões desta assembleia de sócios podemos destacar: a realização das V Jornadas da APPEX para o ano 2011, em Mérida, coordenadas por Virgina Gibello, com uma orientação mais cultural e e dedicada ao espaço da Lusofonia; o envio de uma carta à imprensa coincidente com a reunião em Mérida dos membros da EUROACE (região europeia Extremadura-Alentejo-Região Centro) e a realização de um relatório (mais um!) sobre os problemas dos centros educativos com o ensino de português em todos os níveis (EOI, ensino básico, secundário, actividades extraescolares, universidade, etc.), para o qual a Junta Directiva precisa da colaboração de todos os sócios. Enviem, por favor, através da Lista da APPEX ou do mail que já conhecem: appex.dir@gmail.com, toda a informação que tenham sobre casos concretos.

As jornadas acabaram com a proclamação dos alunos vencedores do concurso Conheces Portugal? Falas Português?, organizado pela Área de Filologia Portuguesa da UEX. Os campeões foram alunos e professores dos liceus Extremadura de Montijo e Domingo Cáceres de Badajoz. Estes alunos que tão lindamente exprimiram as suas ideias sobre Portugal e a sua língua animam-nos a continuar o nosso trabalho.


Concluíram-se assim mais umas Jornadas da APPEX que confirmam, pelo alto nível de participação alcançado, a necessidade de que a associação se mantenha firme e forte, pelo que, uma vez mais não deixem de colaborar com as vossas opiniões e, sempre pertinentes, informações.

Assinado: APPEX


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"



Hemos recebido la siguiente información por correo electrónico:


Con ocasión del Bicentenario de la Capitalidad de Extremadura por parte de Valencia de Alcántara, como sede de la Junta Suprema de Extremadura, durante el asedio y toma de Badajoz en la Guerra de la Independencia, el Ayuntamiento de Valencia de Alcántara en colaboración con el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas ha organizado una serie de actividades bajo la denominación de Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"

Los actos tendrán su inicio el próximo viernes, 5 de noviembre, a las 18 horas, en el Centro Cultural Conventual Santa Clara, con un coloquio homenaje a dicho Bicentenario con la participación de:

Miguel Ángel Melón Jiménez, profesor de la Universidad de Extremadura, con la ponencia La Guerra de la Independencia en Extremadura.

María Ana Bernardo, profesora de la Universidad de Évora, con la ponencia El Alentejo en la Guerra de la Independencia Española.

Manuel Moreno y Cándido Flores, historiadores e investigadores locales con la ponencia Valencia de Alcántara en la Guerra de la Independencia, estado de la cuestión y propuesta de investigación.

El evento tendrá su continuación el sábado 6 con un desfile y recreación histórica a cargo de la Asociación de Recreacionistas Voluntarios de la Batalla de la Albuera.
Inicio: 17.30 horas
Lugar de salida del desfile: Plaza de Toros, y recorrido por la carretera nacional hasta Restaurante Tabú
Recreación Histórica: Aparcamiento Restaurante Tabú, con motivo de las Jornadas Gastronómicas Parque Tajo Internacional.

Envío adjunto cartel de las jornadas

Para cualquier información pueden contactar a través del correo cultura@valenciadealcantara.es

Esperando contar con su presencia, reciba un cordial saludo

Juan Carlos Corchero
Gestor Cultural
Ayto. Valencia de Alcántara


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IV Jornadas da APPEX no dia 30 de Outubro em Cáceres



A APPEX  celebra as IV Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona no dia 30 de Outubro de 2010, no Paraninfo da Faculdade de Filosofia e Letras de Cáceres.

A organização conta com os apoios da Universidad de Extremadura, do Instituto Camões, da APP (Associação de Professores de Português de Portugal), do Gabinete de Iniciativas Transfronterizas, de Cooperación Transfronteriza/Cooperação Transfronteiriça España-Portugal e da União Europeia - Feder.



PROGRAMA

9:30h – Recepção dos participantes e entrega da documentação.

10:00h – Inauguração das Jornadas.

10:30h – Da web 2.0 à web 2.0 móvel: Implicações e potencialidades na educação. Profª. Adelina Moura, Escola Secundária Carlos Amarante, Braga.

11:30h – Intervalo para café.

11:30h – Recepção de alunos finalistas do concurso Conheces Portugal? Falas Português? e percurso pelas instalações da Faculdade.

12:00h – O acordo ortográfico: Principais modificações. Profª. Drª. Otília Costa e Sousa, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Lisboa.

13:00h – El Grado en Lenguas y Literaturas Modernas (portugués). Profª. Drª. Mª Jesús Fernández / Profª. Drª. Iolanda Ogando, Universidad de Extremadura.

14:00h – Almoço.

16:00h – Final do concurso Conheces Portugal? Falas Português?

16:30h – Assembleia da APPEX.

18:30h – Entrega de prémios do concurso e fechamento das Jornadas


FICHA DE INSCRIPCIÓN / FICHA DE INSCRIÇÃO


Nombre y apellidos / Nome e apelidos: ___________________________________

_________________________________________________________________

Dirección / Endereço: _____________________________________________________________

__________________________________________________________________________________

Teléfono / Telefone: _____________ E-mail: ______________________________

Profesión / Profissão: ________________________________________________





□ Asistiré a la comida* / Assistirei ao almoço*

* El precio de la comida se pagará en el momento de la entrega de la documentación. / O preço do almoço será pago no momento da entrega da documentação. (12€)



Cumplimentar y enviar a / Preencher e enviar a appex.dir@gmail.com


domingo, 3 de outubro de 2010

XI edição de 'Ágora, O debate peninsular', em Badajoz



Para saber tudo, tudo, sobre a  décimo-primeira edição de Ágora El debate peninsular / O debate peninsular, que se celebra pela quarta vez em Badajoz, de 18 a 24 deste mês, é só clicar aqui: Ágora. Vale a pena entrar, ver como é interessante o programa e fazer a inscrição.

Os nomes em cada uma das matérias, são de primeira fila como sempre. Podem ver no link. Eis estes assuntos para acirrar a curiosidade:

GEOMETRÍA VARIABLE. Los nacionalismos en la península ibérica


EN LA RED. Propiedad intelectual y nuevas tecnologías


¿GANA LA BANCA? Retos y oportunidades de la tormenta financiera


¿DE QUÉ SE RÍEN NUESTROS VECINOS? El humor en España y Portugal


As inscrições em todos os cursos de "Ágora, el debate peninsular" são GRATUITAS e podem ser feitas on-line na página http://www.agoraextremadura.es/pt/inscripcion/inscripcion.php


Para acabar, uma vista de olhos ao programa de Ágora Cena.


EXPOSIÇÕES:

ARTISTAS PLÁSTICOS DA RAIA IV
Exposição colectiva de artistas extremenhos e alentejanos
De 15 de Outubro a 14 de Novembro
Lugar: Sala de Exposiciones Temporales de las Casas Mudéjares
Plaza de San José, 18
Horário: Segunda-Sexta: 10 às 14h e 17 às 19h
Sábados: 10 às 14h

EXTREMADURA E PORTUGAL. A cooperação em imagens
De 18 a 24 de Outubro
Lugar: IFEBA (Institución Ferial de Badajoz)

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

Cinema
CALL GIRL (Director: António-Pedro Vasconcelos).
Versão Original Legendada
20h15. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)
Colabora: Filmoteca de Extremadura

TERÇA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO

Teatro
VASCO DAS FORÇAS
Actuação infantil para alunos das escolas
12h00 Teatro López de Ayala

QUARTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO

Concerto

JÚLIO PEREIRA

21h00 Teatro López de Ayala
Recolha de convites na bilheteira do teatro.
(Das 12 às 14h e das 18 às 21h)

QUINTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO

Encontros Literários
Escritora: TERESA RITA LOPES
20h30. Salão de Actos do MEIAC
Colabora: Associação de Escritores Extremenhos

SÁBADO, 23 DE OUTUBRO

Actuação musical
OS AZEITONAS
22:30 h. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO

Cinema
A BELA E O PAPARAZZO
Versão Original Legendada
20h00. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)
Apresentação a cargo do director António-Pedro Vasconcelos e a actriz Soraia Chaves.

OUTRAS ACTIVIDADES

18 – 24 de Outubro

Semana do Livro Português

Semana gastronómica. Sabores de Portugal


terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Aquele Querido Mês de Agosto" de Miguel Gomes

No final do mês de agosto (já de acordo com o "acordo") e com as pilhas carregadas das férias, porque não utilizarmos este mês nas aulas de setembro. Quem sabe este filme é útil?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Admirável mundo novo



Hoje percorri o bairro dos meus pais como não fazia há muito. É um bairro que não é bem um bairro, entalado que fica entre a Madragoa e outro (o Alto). Nos últimos anos transformou-se quase beyond recognition e acho que só hoje percebi quão poucas lojas são as mesmas de quando lá chegámos. Em 1984, a menos de cinco minutos de casa tínhamos uma chapelaria (agora vazia), um correeiro (tornado loja de molduras de revigrés reluzente no chão), onde ia aplicar molas e ilhoses nos empreendimentos crafty da época, um grande armazém de louças e plásticos (agora loja de quinquilharias sazonais), várias lojas de pronto-a-vestir (agora lojas chinesas e dos 300), ourivesarias, padarias, inúmeras mercearias (umas mais especializadas que outras), sapatarias, duas drogarias (a que não fechou é a única loja da zona cujo interior ainda não foi destruído), farmácias, o fotógrafo do bairro (grande resistente), carpintarias, retrosarias, um alfarrabista (outro que sobrevive), barbearias, papelarias, confeitarias, etc. Na altura só a Chapelaria Royal parecia condenada. Tento recordar cada uma das novas lojas por onde passei hoje (produtos naturais, decoração, bijuterias, agência de viagens, loja dos trezentos, loja chinesa, loja chinesa, loja dos trezentos) e das velhas também (loja de roupa de homem em liquidação total, loja de roupa a fechar, loja fechada, loja fechada, electricista empoeirado, tasca, papelaria fechada, loja de velharias feita agência imobiliária, quinquilharia, loja chinesa) e perceber como pode ser que a maior parte daquele novo comércio tradicional seja agora o do absolutamente inútil (brindes, quinquilharia, decoração, fonte a pilhas, flor de plástico, peluche piroso, pastilha elástica).


Lido no blogue a ervilha cor de rosa




domingo, 11 de julho de 2010

Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010

Caricatura do poeta brasileiro, obra de Gilmar Fraga, publicada no domingo, 06 de junho de 2010,
para a editoria de Opinião do jornal Zero Hora de Porto Alegre


O poeta brasileiro Ferreira Gullar recebeu o prémio Camões 2010 no passado dia 31 de Maio. Este prémio foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, e é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa. Gullar foi distinguido pela "nota pessoal de lirismo" e "valores universais" no seu trabalho.


Site oficial do poeta brasilero.


Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


Do seu livro Dentro da Noite Veloz (1962-1975)


sábado, 19 de junho de 2010

Os avós de Saramago

Fotografía de josesaramago.org

Não vamos recordar hoje José Saramago com algum excerto dos seus romances, mas com duas crónicas publicadas no jornal A Capital em finais dos anos 60 em que ele retratava com muito amor os seus avós

CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um ban¬quete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.

Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.

Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»

É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.



E O MEU AVÔ, TAMBÉM

Talvez o dia chuvoso seja o responsável desta melancolia. Somos uma máquina complicada, em que os fios do presente activo se enredam na teia do passado morto, e tudo isto se cruza e entrecruza de tal maneira, em laçadas e apertos, que há momentos em que a vida cai toda sobre nós e nos deixa perplexos, confusos, e subitamente amputados do futuro. Cai a chuva, o vento desmancha a compostura árida das árvores desfolhadas — e dos tempos passados vem uma imagem perdida, um homem alto e magro, velho, agora que se aproxima, por um carreiro alagado. Traz um cajado na mão, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente, caminham animais fatigados, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. Homem e bichos avançam sob a chuva. É uma imagem comum, sem beleza, terrivelmente anónima.

Mas o homem que assim se aproxima, vago, entre cordas de chuva que parecem diluir o que na memória não se perdeu, é meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de desconforto, de ignorância. E, contudo, é um homem sábio, calado e metido consigo, que só abre a boca para dizer as palavras importantes, aquelas que importam. Fala tão pouco (são poucas as palavras realmente importantes) que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende qualquer coisa como uma luz de aviso. Fora isso, tem um modo de estar sentado, olhando para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede mais próxima, que chega a ser intimidade. Não sei que diálogo mudo o mantém alheado de nós. O seu rosto é talhado a enxó, fixo mas expressivo, e os olhos, pequenos e agudos, têm de vez em quando um brilho claro como se nesse momento alguma coisa tivesse sido definitivamente compreendida. Parece uma esfinge, direi eu mais tarde, quando as leituras eruditas me ajudarem nestas comparações tão abonatórias de uma fácil cultura. Hoje digo que parecia um homem.

E era um homem. Um homem igual a muitos desta terra, deste mundo, um homem sem oportunidades, talvez um Einstein perdido sob uma camada espessa de impossíveis, um filósofo (quem sabe?), um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria, que não pôde ser nunca. Recordo agora aquela noite morna de verão, que dormimos, nós dois, debaixo da figueira — ouço-o ainda falar da vida que tivera, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia (as coisas que ele sabia do céu e das estrelas), do gado que o conhecia, das histórias e lendas que eram o seu cabedal da infância remota. Adormecemos tarde, enrolados na manta lobeira, que a madrugada refrescaria com certeza e o orvalho não caía só sobre as plantas.

Mas a imagem que me não larga é a do velho que caminha sob a chuva, obstinado e silencioso, como quem cumpre um destino que nada pode modificar. A não ser a morte. Mas, nesta altura, este velho, que é meu avô, ainda não sabe como vai morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia vai ter a premonição (perdoa a palavra, Jerónimo) de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, dos frutos que não voltará a comer, das sombras amigas. Porque terá chegado a grande sombra, enquanto a memória o não fizer ressurgir no caminho alagado ou sob o côncavo do céu e a interrogacão das estrelas. Só isto — e também o gesto que de repente me põe de pé e a urgência da ordem que enche o quarto aquecido onde escrevo.


Deste Mundo e do Outro. Crónicas, Caminho, Lisboa, 1998, 5ª edição.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Se esta rua fosse minha (OqueStrada)


Alegria para o mês de Junho que começa...

Os O'queStrada são uma banda portuguesa de som popular, delirante e atlético, formada em Almada em 2002.

SE ESTA RUA FOSSE MINHA

Se esta rua, se esta rua
Se esta rua fosse minha
Eu mandava-a, Eu mandava-a
Eu mandava-a ladrilhar

Com pedrinha de Rubi
Só para o meu amor passar

Lá porque és feia tem calma
Não te faltam seduções
Mais vale ser linda de alma
Do que linda de feições

Ai o amor, o amor
O amor é como a lua
Ora cresce
Ora mingua

Que bom ser pequenino
Ter pai ter mãe ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Ai é tão bom ser pequenino

(Letra: fragmentos de coplas populares musicados por O’QueStrada)

Pagina da banda.

sábado, 15 de maio de 2010

16 Festival Ibérico de Cine(ma) - Cortometrajes. Badajoz


La decimosexta edición del Festival Ibérico de Cine de Badajoz se celebrará del 12 al 16 de mayo y contará en su sección oficial a concurso con 22 cortometrajes de España y Portugal, trabajos que han resultado seleccionados entre los 165 recibidos, lo que supone una cifra ligeramente superior a la de certámenes anteriores.

El Festival homenajeará la trayectoria de la actriz, directora y cantante lusa Maria de Medeiros, y ofrecerá al cortometraje ganador la posibilidad de optar a los premios Goya de la Academia Española.

Página del Festival.

Página de Tragaluz, Producción audiovisual.



Maria de Medeiros cantando Anos Dourados de Chico Buarque en 2007

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Consolo na praia por Carlos Drummond de Andrade



Na voz do próprio autor, Carlos Drummond de Andrade, ouvimos o poema "Consolo na praia":

Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Bela e o Paparazzo


Mais um filme do José-Pedro Vasconcelos, desta vez uma comédia ligeira e com o Jorge Palma a pautar a banda sonora. Vale a pena e é mais uma boa oportunidade de entendermos o peculiar humor português... e não estivesse no elenco o genial Nuno Markl!
Fica a sugestão!
Abraço!

terça-feira, 9 de março de 2010

SUROESTE. Exposición en el MEIAC (Badajoz)

Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, MEIAC
(Fotografía de PLCA)


SUROESTE

Relaciones literarias y artísticas entre Portugal y España (1890-1936)

Inauguración: jueves, 11 de marzo a las 20:00 horas

(11/03/2010 - 16/05/2010)

MEIAC

Virgen de Guadalupe, 7. 06003 Badajoz


La exposición ofrece una panorámica general multidisciplinar (literatura, artes plásticas, fotografía, cine...) del curso de la modernidad en Portugal y España en el período comprendido entre 1890 y 1936, privilegiando especialmente los elementos de contacto directo entre autores de los dos países, por un lado, y la presencia de escritores y artistas olvidados por las historias canónicas, por otro. El proyecto, en su conjunto, aborda la reconstrucción crítica de un periodo artístico que marca, indudablemente, el curso cultural del siglo XX en la Península.


(De la página del MEIAC)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Homenagem à Ouro Negro - Muxima


50 anos após o início do grupo musical, é lançado "Muxima", o álbum que reúne os grandes êxitos dos Duo Ouro Negro.
"Muxima" é o nome que dá vida ao álbum de homenagem aos Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início. Este duo foi um dos projectos musicais mais carismáticos das décadas de 60 em Portugal, tendo marcado diferentes gerações com grandes sucessos como "Amanhã", "Maria Rita", "Vou Levar-te Comigo", entre outras.
Este novo projecto é formado por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami (co-director musical e baixista), os quais emprestam as suas vozes aos mais emblemáticos temas dos Duo Ouro Negro, despertando a saudade dos seus tempos áureos.
O projecto foi idealizado por Manuel D"Oliveira, que assumiu a produção e a direcção musical do álbum, juntando-se Hélder Moutinho como produtor executivo do álbum.



Amanhã - Duo Ouro Negro

Amanhã, vou acender uma vela da Muxima
Amanhã, levo para os meus santos flores de acácias
Amanhã, peço para toda gente que me estima
Amanhã, peço para o novo dia que virá (amanhã)

Amanhã,
Peço ao meu lema que faça com que eu volte
A morar na terra amada que me viu nascer

Quero chegar de madrugada
Para ver o sol raiar

Quero chegar de madrugada....... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar

Vou andar por aí com o meu violão
Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer
Por "ma curia a naqui" sou igual a toda a gente
Na linha da terra nova, só paro lá no Musseque.

Com a minha gente entre mufete e conversa
E de madrugada, com Catembe vou p'rá Puita.

Zag, zag, zag, zag ... Zanga-zuzi até cair ...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Poema de sete faces (Carlos Drummond de Andrade)



Agora, que por estas bandas está mesmo frio e chove, que tal uns versos do brasileiro Carlos Drummond de Andrade recitados por Paulo Autran, o "Poema de sete faces"? Um minutinho e trinta e oito segundos de delícia contra o frio. Com ele, Lusofolia deseja-vos Feliz Ano 2010!


POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.