terça-feira, 20 de junho de 2006

Provérbio sazonal... e leituras de verão

O célebre "Há Mar e Mar, Há Ir e Voltar" até consta de um dicionário de provérbios portugueses, mas foi criado, por Alexandre O'Neill (notável poeta ligado ao surrealismo português), no início dos anos 50, para uma campanha do Instituto de Socorros a Náufragos, povoa o imaginário de qualquer banhista português. Abre a época balnear e lá está, ano após ano, intemporal, pertinente na sua subjectividade.

O'Neill constumava dizer: "Devia ter ganho uma fortuna. Não ganhei... porque nunca o registei". "Parker preenche em silêncio o seu papel" e "A Segurança Volta Sempre" são dois dos slogans aprovados numa carreira de mais de 30 anos como ‘copywriter’. "Vai de Metro, Satanás!", "Brosh é Bom" e "No colchão Lusospuma não se dá só uma" três exemplos das (reprovadas) irreverências.

Eis uma boa sugestão para este Verão!
Recomenda tu as que gostes

2 comentários:

Anónimo disse...

Estou a lembrar-me de um poema dele intitulado "Os domingos de Lisboa" e que termina assim:

Fecha-me esse olho branco que me goza
E deixa-me sonhar como um prédio em ruína!...

Ahí queda eso, amigos.

Lusofilia - Lusofolia - Lusomania disse...

Outras leituras para a praia:
Título: Baía dos Tigres
Autor: Pedro Rosa Mendes
Editor: Publicações Dom Quixote

A literatura de viagens em Portugal nunca foi um dos géneros mais representativos. Daí a (agradável) surpresa do livro "Baía dos Tigres", do jornalista Pedro Rosa Mendes. O livro é uma incursão por vários géneros - da entrevista à poesia, passando pela crónica ou a reportagem -, resultado de uma viagem que o jornalista-escritor se propôs fazer: a travessia do continente africano por terra, de Angola à Contracosta, um século depois de Capello e Ivens lá terem pisado, muitas guerras depois, muitas minas semeadas e muitas vidas tolhidas.
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Título: Não te deixarei morrer David Crockett
Autor: Miguel Sousa Tavares
Editor: Oficina do Livro

Depois de um livro de viagem e um conto infantil, Miguel Sousa Tavares publicou "Não te deixarei morrer David Crockett", uma recolha de 38 textos de ficção escritos pelo cronista e publicados, entre outras, nas revistas "Máxima" e "Grande Reportagem". O título do livro é uma homenagem ao herói de infância do autor: o aventureiro David Crockett, um dos pioneiros do Oeste americano, imortalizado no cinema e na banda-desenhada. Trata-se de recuperar os anos da infância, da pureza e da ingenuidade.
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Título: 2001, instantâneos de Sapo
Autor: Patrícia Madeira
Editor: Oficina do Livro

Esta é história de Sapo, Pedro Sapo. Um tipo na casa dos quase trinta, com quase dois metros de altura, que é professor de semiótica. As mulheres acham-lhe piada ao nome - afinal por trás de qualquer sapo, pode sempre estar escondido um príncipe encantado que foi enfeitiçado -, mas Pedro vive sozinho. Aos poucos, numa sucessão de polaroids, Sapo vai contando o último ano e meio da sua vida, a sua relação com o mundo e com as pessoas, num registo que tem tanto de confessional, como de cómico.
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Título: Poemas de Amor
Autor: Recolha de Inês Pedrosa
Editor: Publicações Dom Quixote

Com prefácio de Inês Pedrosa, esta é uma belíssima selecção de alguns dos mais marcantes poemas de amor escritos em português. O livro reúne textos que vão desde o século XIII até hoje, passando por Camões, Bocage, Pessanha, António Ramos Rosa, Ruy Belo ou Al berto. Ideal para ler, reler e copiar para deixar em papelinhos espalhados pela casa para o/a namorado/a.