domingo, 19 de outubro de 2008

Manoel de Barros e Goga


Acho que foi por acaso que descobri os versos do brasileiro Manoel de Barros através das fotografias alojadas no Flickr pelo também brasileiro Goga. Esse Livro das ignorãças é mesmo uma maravilha.

Todas, todas as fotografias de Goga, até as tiradas cá na Europa, por exemplo, em Barcelona, vão acompanhadas de um ou dois versos do poeta mato-grossense, que, se não me engano, é vivo e deve andar pelos 92 anos.

De Goga, as palavras dele no perfil do Flickr: "Um londrinense que estudou arquitetura em Curitiba, foi ensinar em Campo Grande e agora voltou a estudar em Barcelona".

Ergo um copo, pois, à saúde de Manoel de Barros e de Goga, descobridor de poetas...


XIX

O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa

era a imagem de um vidro mole que fazia uma

volta atrás de casa.

Passou um homem depois e disse: Essa volta

que o rio faz por trás de sua casa se chama

enseada.

Não era mais a imagem de uma cobra de vidro

que fazia uma volta atrás de casa.

Era uma enseada.

Acho que o nome empobreceu a imagem.




sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Asamblea de la APPEX en Cáceres


Un saludo a todos los compañeros de la APPEX,

Recordamos que mañana, sábado día 18 de octubre, en el ámbito de las II Jornadas de Actualización Docente de Portugués (organizadas por el Instituto Camões de Cáceres, el Área de Filología Portuguesa de la UEX y el CPR), a partir de las 18:30 horas tendremos una asamblea de la asociación. Será en las dependencias de la Filmoteca de Extremadura en Cáceres (Centro Cultural San Jorge, en el Callejón de la Monja, junto a la plaza de San Jorge)

Es importante la asistencia del mayor número posible de miembros. Entre otras cosas, se procederá a la elección de una nueva Junta Directiva, para lo cual animamos al personal a que se presente.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Carlos Pinto Coelho en AULA HOY


El periodista y fotógrafo Carlos Pinto Coelho, participará en AULA HOY, los días 20 de octubre (Cáceres-Salón de Actos de Caja Extremadura) y 21 de Octubre (Badajoz-Hotel Zurbarán), a las 20’15 horas.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PROGRAMA GENERAL AGORA 2008


20 DE OCTUBRE. 13.00 h.

Palacio de Congresos y Exposiciones de Mérida

Inauguración oficial de la IX edición de ÁGORA, EL DEBATE PENINSULAR, a cargo de:

GUILLERMO FERNÁNDEZ VARA. Presidente de la Junta de Extremadura

JOSÉ BONO MARTÍNEZ. Presidente del Congreso de los Diputados

JAIME GAMA. Presidente de la Asamblea de la República

ÁGORA Academia

20-21 DE OCTUBRE

1. UN GIRO HISTÓRICO. Una visión conjunta de seguridad y defensa

Directores

GUSTAVO SUÁREZ PERTIERRA. Presidente de la Fundación Real Instituto Elcano y Profesor de la UNED.

ANTÓNIO TELO. Director del Instituto Nacional de Defensa de Portugal.

22 DE OCTUBRE

2. NUEVOS VIENTOS. El futuro de la agenda bilateral

Director

IGNACIO SÁNCHEZ AMOR. Director de Ágora, el debate peninsular

23-24 DE OCTUBRE

3. EL MONUMENTO REINVENTADO. La arquitectura como recurso turístico

Directores

ANATXU ZABALBEASCOA. Periodista especializada en arquitectura del periódico El País.

LUÍS CORREIA DA SILVA. Consultor y gestor de empresas turísticas.

ÁGORA Palestra

21 DE OCTUBRE

Palacio de Congresos y Exposiciones de Mérida

19:00 horas

CUESTIÓN DE GUSTOS. Tradición y vanguardia en la gastronomía peninsular

Coordinador

JULIO YUSTE. Ex presidente de la cofradía gastronómica de Extremadura

ÁGORA ESCENA

LA CULTURA PORTUGUESA ENVUELVE LA CIUDAD

MÉRIDA, del 9 al 26 de octubre 2008

EXPOSICIONES

21 PROYECTOS DEL SIGLO 21

Arquitectura portuguesa en la década actual

Palacio de Congresos y Exposiciones de Mérida

9 a 24 de octubre

Lunes a viernes: 16:00 – 20: 00

Del 20 al 24 podrá visitarse también en horario de mañana de 10:00 a 14:00

COCINA EXTREMEÑO-ALENTEJANA

Palacio de Congresos y Exposiciones de Mérida

20 a 24 de octubre

ARTÍSTAS PLÁSTICOS DE LA RAYA II

Palacio de Congresos y Exposiciones de Mérida 16 a 24 de octubre

16.00-20.00 horas

Del 20 al 24 podrá visitarse también en horario de mañana de 10:00 a 14:00

SEMANA DEL LIBRO PORTUGUÉS

20-25 de octubre

Varias librerías de la ciudad de Mérida expondrán al público durante la semana de Ágora diversas publicaciones sobre temáticas relacionadas con Portugal y obra de autores portugueses.

Librerías colaboradoras:

Librería ROX - C\ Felix Valverde Lillo nº 23

Librería PUNTO Y APARTE - Berzocana, 10

Librería SAN FRANCISCO - C/ San Francisco, 13

Librería CASCÓN CHITO – Rambla, 4.

SEMANA GASTRONÓMICA

Sabores de Portugal

20-26 de octubre

Semana de la cocina portuguesa en diversos restaurantes de la ciudad.

Restaurantes colaboradores:

ALTAIR - Avda. Jose Fernandez Lopez, S/N

CACHICHO - Avda. de la Libertad, 51

EL CABALLO, HOTEL LAS LOMAS - Avda.Reina Sofia 78

EL ENCINAR, HOTEL TRYP MEDEA - Avenida de Portugal, s/n

LA ALCAZABA, HOTEL VELADA - Avenida Princesa Sofia S/n

CONCORDIA, PARADOR DE TURISMO - Pza. Constitución, 3

PALACE, HOTEL MELIÁ MÉRIDA - Plaza España, 19

HOTEL ZEUS - Reina Sofia 8

MESÓN NICOLÁS - Félix Valverde Lillo, 13

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Estudiar portugués


Estudiar portugués es el título de una carta al director del diario Hoy.

Aparece en la edición del 8 de octubre de 2008. Interesante que sea un padre quien se atreva a defender públicamente la enseñanza del portugués en Extremadura. ¿Hay alguien más interesado en este asunto?

Este es el texto de la carta:

Soy el padre de una alumna del instituto San Fernando, en Badajoz. He recibido una carta informándome de que está en peligro una asignatura opcional: portugués; la misma que decían en el colegio que era tan fundamental para nuestros hijos y la que ustedes promocionaban en dicho instituto en una charla a la que yo asistí, publicitando que dada la cercanía al país vecino sería en un futuro importante para nuestros hijos. Con esta carta expreso mi total desacuerdo, mi indignación y mi protesta por si dicha medida se lleva a efecto dando al traste con el futuro de mis hijos y seguro que también de otros. Sería una irresponsabilidad obligar a nuestros hijos a pasar de una asignatura opcional a otra obligatoria diferente. El tiempo y el dinero invertido en estudiar portugués se perderían.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Suspeita


Eis uma boa oportunidade pedagógica para utilizar nas nossas aulas. São 25minutos de uma curta-metragem de animação, "made in Portugal", que valem a pena pela originalidade.
Enfim, um compartimento de comboio, quatro pessoas, um revisor, um canivete de Barcelos e um potencial assassino. Chegarão todos ao final da viagem...?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A Extremadura na Imprensa Regional Alentejana (no diário eborense "Diário do Sul")



Literatura: Autores lusófonos discutem diáspora africana em Pernambuco

São Paulo, Brasil, 29 Set (Lusa) - A diáspora africana será um dos temas de um encontro literário que reunirá escritores lusófonos e de diversos países, na região Nordeste do Brasil, em Novembro deste ano.

José Eduardo Agualusa, Pepetela, Ondjaki, Pedro Rosa Mendes, Ana Paula Tavares e José Manuel Esteves serão alguns dos escritores lusófonos que participarão no evento.

A Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto) decorrerá entre 06 e 09 de Novembro, na conhecida estância balnear, a 70 quilómetros de Recife, capital do Estado de Pernambuco.

"A Fliporto tem sempre a intenção de promover uma integração latino-americana, mas este ano faremos uma homenagem à diáspora africana", disse à agência Lusa uma das organizadoras do evento.

Lucila Nogueira realçou que o encontro "Trilhas da Diáspora: Literatura em África e América Latina" terá a participação de escritores de vários países, com destaque para os africanos de língua portuguesa.

A programação do evento inclui discussões sobre o acordo ortográfico dos países de língua portuguesa e uma homenagem ao centenário da morte do escritor Machado de Assis (1839-1908).

Entre as razões para a escolha do tema da diáspora africana, está o facto de que a estância balnear assim foi baptizada justamente por se tratar de um antigo porto de tráfico de escravos.

"Não vemos a literatura como mero entretenimento, mas como factor educacional de formação humanística, como parte da cultura", salientou outro organizador do evento, António Campos.

Entre os países representados na sexta edição da Fliporto estão Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor-Leste.

O primeiro nome confirmado para o evento deste ano foi o do angolano José Eduardo Agualusa, que já morou em Pernambuco, local que o inspirou a escrever o livro "Nação Crioula".

Outro escritor angolano já confirmado é Artur Pestana, conhecido por Pepeleta, vencedor do Prémio Camões pelo conjunto de sua obra.

Ana Paula Tavares e Ondjaki, um dos dez finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura deste ano, fecham a lista dos escritores angolanos.

A lista de participantes inclui ainda Paulina Chiziane, primeira mulher moçambicana a publicar um romance, e Marcelino dos Santos, um dos fundadores da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo).

Manuel Peles Neto, de São Tomé e Príncipe, José Manuel Esteves, de Cabo Verde, e Pedro Rosa Mendes, correspondente da Agência Lusa em Timor Leste, também vão participar do evento.

Os debates da sexta edição da Fliporto serão transmitidos em directo por meio de uma emissora de televisão e de rádio no endereço electrónico do evento na Internet.

Lusa/Fim.

Acordo Ortográfico: Assinatura em dia de centenário de Machado de Assis é "glória" para Portugal e Brasil - Embaixador

Lisboa, 29 Set (Lusa) - O embaixador brasileiro Lauro Moreira considerou hoje uma "glória" para Portugal e Brasil o facto do dia da assinatura do decreto para promulgação do Acordo Ortográfico coincidir com o centenário da morte de Machado de Assis.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, assina hoje, no Rio de Janeiro, o decreto para promulgação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Em declarações à agência Lusa, à margem do colóquio Machado de Assis, que começou hoje na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa, Lauro Moreira explicou que a data escolhida é simbólica, coincidindo com o aniversário da morte de Joaquim Maria Machado de Assis, que considera um dos escritores brasileiros mais "universais".

"O Presidente Lula da Silva aproveitou a comemoração do centenário da morte de Machado de Assis para assinar o decreto naquela que é a casa de Assis (a Academia Brasileira de Letras), fundada por ele", disse o embaixador.

Para Lauro Moreira, as resistências que ainda possam existir ao acordo ortográfico estão praticamente superadas.

"Todas as reformas ortográficas causam polémica, em qualquer época da história do nosso país, provocam reacções adversas porque terá de haver mudança", disse, referindo que o que interessa é a simplificação da língua.

Lauro Moreira lembrou à Lusa que em 1911 foi feita uma reforma ortográfica, simplificando a escrita da língua portuguesa.

"Infelizmente isso só foi comunicado ao Brasil à posteriori, ou seja, não foi negociado com o Brasil e por isso acabámos por ter uma bifurcação daquilo que foi sempre unido: a ortografia em língua portuguesa", disse.

O Brasil ficou então com uma "ortografia antiga e complicada e Portugal ficou com uma moderna", referiu o embaixador.

Lauro Moreira disse estar muito contente pelo acordo ter sido ratificado por Portugal, Brasil, Cabo Verde e S. Tomé e Príncipe.

"O que interessa é que vamos ter a terceira língua mais falada do mundo ocidental, que é uma língua de cultura, de novo a ser escrita", salientou.

Também à margem do colóquio Machado de Assis, o professor e linguista Carlos Reis disse à agência Lusa que a escolha deste dia pelo presidente Lula da Silva para assinar o acordo é "muito significativa e simbolicamente muito emotiva".

"Se Machado de Assis é um grande cultor da língua portuguesa e se nessa língua nós encontrarmos áreas de convergência linguística, cultural, literária, etc., não há melhor do que Machado de Assis para, de alguma maneira, ser o patrono deste gesto de aproximação", contou.

Sobre o colóquio, o professor Carlos Reis referiu ser um ponto de encontro de estudiosos brasileiros e portugueses em torno da obra de Machado de Assis, que considera ser mal conhecido em Portugal.

"Assis é um escritor complexo e extraordinário no sentido em que antecipou no seu tempo o que foi a grande narrativa europeia do século XX. Talvez um dos problemas de Machado de Assis tenha sido estar à frente do seu tempo", frisou.

O Acordo Ortográfico foi aprovado em Dezembro de 1990 por representantes de Portugal, Brasil, S. Tomé e Príncipe, Cabo verde, Guiné-Bissau, Angola e Moçambique, porque Timor-Leste só aderiu em 2004, após a independência da Indonésia.

Para vigorar, tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal, em Maio passado.

No Brasil o acordo será assinado hoje durante uma sessão solene na sede da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro.

Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2008-09-29 12:40:07

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

CPLP delineia estratégia para tornar português em língua oficial da ONU


Os oito Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acordaram, esta quarta-feira, pela primeira vez, em dar os passos necessários para que a língua portuguesa se torne numa língua de trabalho na Organização das Nações Unidas.

O compromisso foi assumido depois dos discursos dos Chefes de Estado dos países da CPLP na assembleia-geral da ONU desta quarta-feira, em Nova Iorque, terem merecido tradução simultânea nos oito idiomas oficiais das Nações Unidas, nomeadamente inglês, francês, chinês, russo, árabe e espanhol.

Durante um almoço, esta quarta-feira, os Chefes de Estados dos Estados-membros da CPLP brindaram à ideia do português poder vir a ser a sétima língua oficial das Nações Unidas. «Este almoço de trabalho foi uma reunião histórica», disse o Presidente da República português.

«Foi desenvolvida uma estratégia» para tornar o português numa língua oficial da ONU, que envolve um custo «de alguma dimensão», mas «a importância política é de tal monta que justifica que os países se juntem para suportar os custos», acrescentou Cavaco Silva, recusando-se a revelar os montantes envolvidos.

Tal como o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, o Chefe de Estado português preferiu destacar o impacto desta medida na expansão do português como língua internacional.

A CPLP pretende implementar «o ensino da língua portuguesa dentro da própria Organização das Nações Unidas, algo que é feito por outros países», aumentar o «número de falantes em português que trabalham» naquela organização e levar a cabo «uma maior concertação política entre os Estados-membros», avançou.

Além disso, continuou Cavaco Silva, pensa-se em envolver a «comunidade de povos da língua portuguesa» em operações de paz, «porque será mais fácil impor o português quando esta comunidade for vista como uma comunidade política e cultural».

O Chefe de Estado brasileiro também considerou «importante» o facto da língua portuguesa ser tratada «como língua oficial nas Nações Unidas», já que «não tem sentido nenhum» não o ser.

«Também acho importante que o Brasil faça parte do Conselho de Segurança da ONU, como membro efectivo, porque é um país importante e o maior da América do Sul», acrescentou, lembrando a prioridade da política externa do Brasil.

In http://tsf.sapo.pt

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Festival Islâmico Al Mossassa 2008

"O festival islâmico de Marvão Al Mossassa 2008 regressa com muitas novidades e em todo o seu esplendor, depois do verdadeiro sucesso do ano de estreia e da espectacular confirmação da segunda edição, com 7 500 visitantes em 2007.

De 3 a 5 de Outubro, a parte alta da vila transforma-se numa “deslumbrante máquina do tempo que nos transporta directamente para o século IX, para os tempos da sua fundação” – refere um comunicado da Autarquia.

Conferências, Workshops, fabulosos espectáculos, muita animação e o "Mercado das 3 Culturas" farão as delícias de todos os visitantes durante aqueles 3 “dias mágicos”.

“Mercado das 3 Culturas”

O “Mercado das 3 Culturas”, palco principal de toda esta actividade, reconstitui a ambiência das vendas daquela época e “deslumbra-nos como um espaço aberto à imaginação e à história”. Para além de estar repleto de fabulosas recriações e animações que interagem com os visitantes, lá se poderá encontrar tudo e mais alguma coisa que se possa imaginar e tenha a ver com o Islão e a sua cultura.
O público feminino certamente se deixará encantar pela enorme variedade de brincos, pulseiras e colares em prata; pelas pedras semi-preciosas, pelos trabalhos em osso, madeira e demais adereços; pelas jarras, lâmpadas, flores secas, velas, espelhos, vidros, incensos e outros elementos de decoração; pelos sapatos, túnicas, véus, cintos para dança do ventre, peles e tecidos coloridos; pelos sabonetes e perfumes, pelas tatuagens temporárias, pelas louças e tapetes orientais, pelo artesanato egípcio, de Marrocos, dos Himalaias e da Tunísia”.
Artesãos ao vivo

Por outro lado, “os homens adorarão ver os artesãos que trabalham ao vivo, como o ferreiro e o escultor de areia”. “A escrita árabe, a leitura da sina nas mãos, as massagens orientais, o stand de chás e ervas medicinais, os fósseis, as carteiras, malas, cintos e sapatos em pele com design exclusivo e fabricados à mão, as antiguidades e as réplicas de armas serão outros pontos de interesse”. Finalmente, “a oportunidade de tomar uma bebida com os amigos numa envolvente de encantar e com um cenário natural único constituirá outro forte aliciante”.
Espaço infantil

As crianças vão adorar os livros em miniatura, os tão diferentes e coloridos brinquedos de madeira feitos à mão, a exposição permanente de aves, os passeios de burro e a quinta com animais exóticos e do campo”. “Os fatinhos de dançarina do ventre e os lenços árabes para a cabeça são sempre dos produtos mais procurados”. “Certamente não se esquecerão das gomas, dos torrões, dos chocolates, das tortas e doces de fabrico caseiro”. “Melhor que isto tudo, só mesmo um dia inteiro para brincar no espaço infantil propositadamente criado a pensar neles” – lê-se no referido comunicado autárquico.

Tenda árabe gigante

Todos juntos, em família, vão visitar a tenda gigante para tomar o verdadeiro chá árabe e por ali provarão gostos e sabores de outras paragens como os kebabs e o polvo assado. Destaque também para os crepes e as tâmaras, o fabrico de fogaças e pão, e a já famosa tenda dos cristãos locais com o suculento porco assado no espeto”.Para arrematar, uma ginginha ou um licor e a sempre excelsa doçaria conventual”.

No Al Mossassa de Marvão haverá mais de 70 pontos de venda seleccionados “a pensar em si, para que viva a história e a cultura como nunca antes”. in Notícias de Castelo de Vide © NCV

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Educación potencia el portugués

Podemos ler no jornal

Educación potencia el portugués, formará a docentes en inglés y francés y aumenta las secciones bilingües. La Consejería dispone de 13 profesores dedicados a niños extranjeros, la mayoría en Badajoz capital...

Ninguém é capaz de responder? Acham que a língua portuguesa está a ser "potenciada"?


Feira de S. Mateus em Elvas

Para dizer a verdade, não é que goste muito do cartaz e dos artistas convidados, mas é sempre uma boa sugestão para ouvir cantar ao vivo em português!
O concerto de Ana Moura é capaz de ser interessante!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

"LÍNGUA" - post 2

Recomendo, principalmente para níveis avançados no idioma. Ideal para o ensino de adultos e para todos os amantes da língua de Camões, que, segundo o documentário, poderá no futuro ser conhecida como a língua de Jorge Amado... ou mesmo do Carlinhos Brown (vem a Cáceres em breve!).
Uma boa oportunidade pedagógica, actual e pertinente no contexto do PLE.

"LÍNGUA - VIDAS EM PORTUGUÊS" DE VICTOR LOPES

"No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas"

Mia Couto

"Não há uma língua portuguesa, há línguas em português"

José Saramago

"Língua - Vidas em Português" é um documentário de 105 minutos co-produzido por Brasil e Portugal e filmado em seis países (Brasil, Moçambique, Índia, Portugal, França e Japão). Dirigido por Victor Lopes, o longa-metragem é um mergulho nas muitas histórias das língua portuguesa e na sua permanência entre culturas variadas do planeta. Em "Língua", a lusofania é sobretudo fala, surpreendida do cotidiano de personagens ilustres e anônimos de quatro continentes. Em cada um deles, o português amalgamou deuses, melodias, climas, ritmos. Misturou-se aos alimentos e às paisagens. Foi reinventado centenas de vezes e alimentado por sucessivas de colonizadores, imigrantes e descendentes.

Em Portugal e Moçambique, no Brasil e em Goa, desenham-se os quadrantes de uma herança portuguesa, sempre surpreendente e permanentemente renovada. Acompanhando as trajetórias de seus personagens, e ouvindo suas experiências e sensações, suas memórias e esperanças diante do futuro, o documentário reproduz o movimento de uma língua que ganhou o mundo e que refaz seus caminhos na expectativa de se reencontrar.

Por isso, o filme é um documentário permanentemente em trânsito. Ao entrar e sair da vida dos personagens, o filme desvia-se das suas rotas cotidianas para encontrar cerimônias, casais, locais de trabalho, esquinas e paisagens, traçando retratos reveladores da cultura de cada um dos países visitados.

Entrevistados: José Saramago, Mia Couto, João Ubaldo Ribeiro, Martinho da Vila e Madredeus.

in:http://www.almacarioca.com.br/lingua.htm

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Português no Mundo

O amigo Javier Figueiredo já tinha enviado ao pessoal, mas em pdf, pode ser que seja útil para o início deste novo ano lectivo. Temos de elevar o português à sua verdadeira importância política e global!
Votos de bom trabalho!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Podia ser "Sport Lisboa e Redondela"...

Quando pensamos em relações transfronteiriças apenas nos lembramos de aspectos políticos, linguísticos, culturais e económicos. É verdade! É raro darmos o devido valor ao desporto que por vezes temos como algo intelectualmente inferior e longe da importância dos outros aspectos referidos.
Este é um claro exemplo como o desporto pode ser um meio útil e eficaz nas relações transfronteiriças. Veja-se que a galega "Redondela Escola Fútbol Base" conta com a colaboração do clube português (o "glorioso" para mim, mas deixemos clubismos!) do Sport Lisboa e Benfica. É curioso, não é? Nesta zona de influência esperaríamos, quem sabe, o F.C. do Porto ou algum outro clube do norte de Portugal, ou, simplesmente, de nenhuma instituição desportiva lusa.
O futuro está nestas relações amplas, mais completas e, quem sabe, vamos ver o Real Madrid a apoiar o Sport Lisboa e Évora...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Andamento Holandês (Vitorino Nemésio)


Num poema datado em 1969, “A caminho do Corvo”, Vitorino Nemésio (1901-1978) escreveu:

A minha vida está velha
Mas eu sou novo até aos dentes.


Em 1963, numa viagem à Holanda, Nemésio conheceu uma rapariga holandesa por quem se apaixonou e fruto desse amor é a série de 14 poemas intitulada "Andamento holandês", que foi publicada em 1976 (Sapateia Açoriana, Andamento Holandês e Outros Poemas). Reproduzimos aqui o primeiro e o sexto desses poemas.

Numa entrevista à professora Fátima Freitas Morna perguntam-lhe: "Num momento em que se fala tanto da poesia da experiência e do real, não deixa de ser curioso reflectir-se sobre essa espécie de 'mito comum'...", ao que ela responde: "Se calhar a indagação metafísica surge num ou dois dos poetas Nemésio, mas seguramente está ausente em muitos outros que se interessam pelo tempo real, tempo de coisas. Nemésio tem aquela modernidade espantosa de escrever nos anos 60 como poetas dos anos 80 virão a escrever, captando o pormenor da dimensão voluntariamente prosaica, na experiência de vazar o quotidiano. O Andamento Holandês é, nesse sentido, profundamente prosaico."


1.

Desenho a Holanda cor de Delft
E é minha a água simples de uma mão
De quem não digo nem às aves a maneira
Nem nome ou osso:
Só que a conheço pelo azul que posso.

Um dia (ou «era uma vez», dizia o outro),
Um dia me levaram minhas mágoas,
Como já Bernardim, às longes terras,
Renovado Camões a Guardafui:
E um aceno bastou de porcelana
Já para alguns jacintos alinhados
Na janela fechada do que fui.

Esperam rosa ou estrada os que adormecem,
O sono é sua forma a linho em branco:
Só eu tiro de mim a flor de Holanda
Com a força da graça recebida
E um pouco de bretanha ensanguentada:
Não por tristeza aprendida
Ou maneira de enfermagem,
Mas por que sangre em copa esta Tulipa
Na neve diluída da viagem.

29.1.1963


6.

Comprei um chapéu na Frízia,
Uma garrafa em Utreque...
(Mas esta quadra não tem braços!
O amor voou).

Comprei um frasco em Utreque,
Rum de Jamaica na Frízia...
(Mas esta quadra tem asas,
Que o amor voltou!).

Genebra! Dêem-me genebra!
Quero esquecer, feliz que eu sou!

3.2.1963


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Para ouvir "Essa nega Fulô"


Já lemos aqui "Essa nega Fulô", poema de Jorge de Lima . Clicando no título podemos ouvir desta vez esse clássico poema da literatura brasileira.

domingo, 24 de agosto de 2008

"Encalhado no fado estou"


Na trilha do filme "Terra estrangeira" (1995), co-dirigido por Walter Salles e Daniela Thomas, encontra-se uma bela música com o mesmo título do filme.


Em "Terra Estrangeira" vemos a história de Paco (Fernando Alves Pinto) e sua mãe espanhola (Laura Cardoso), que desejam conhecer a terra de seus antepassados, a mítica San Sebastián. Sem dinheiro após o confisco promovido por Collor de Mello, Paco aceita entregar um pacote misterioso - a pedido do também misterioso Igor (Luís Melo)-, em Portugal em troca do custeio da viagem. Após perder o pacote ele encontra-se com a Alex (Fernanda Torres), brasileira que trabalha como garçonete em Portugal e que vive com Miguel (Alexandre Borges), um músico-contrabandista viciado em heroína. Em fuga para a Espanha, Paco, é perseguido por bandidos interessados atrás do pacote, que trazia um violino com diamantes escondidos. (resenha completa).

A trilha sonora do filme foi escrita por José Miguel Wisnik, e a canção do mesmo título podemos ouvi-la no disco dele Rio São Paulo (2002), mas interpretada por Jussara Silveira. Já sei que o film tem uns anitos, e apesar de não ser a melhor obra de Walter Salles, vale a pena vê-lo e procurar esse disco de Wisnik para ouvir tudo, tudo, e essa maravilha de Jussara Silveira a cantar.


TERRA ESTRANGEIRA


Muito além ou aquém da saudade
sou ninguém ou alguém além da dor
que chegou até onde vai o mar e voltou,
encalhado no fado estou.

Viajante adiante da viagem
a levar todo mar e Atlântida,
sou curare de uma tribo sem margem ,
sem mais terra, sem mal a buscar.

Portugal do tamanho de um mundo,
Cabo Verde apontando pra lá ,
há um lugar (onde está?),
há um lugar (sei que há),

um lugar que faltei achar,
há um lugar (há de vir),
só faltou descobrir
um lugar e ainda quero ir.



quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Espanhol ainda é desvalorizado no turismo

Hoje, no Diário de Notícias

A par do Reino Unido, Espanha é já o principal país de origem dos turistas que visitam Portugal. Quanto aos excursionistas, visitantes que não se demoram mais de um dia, o domínio é completo. O DN foi saber se o mercado já se adaptou a esta realidade ou se basta o 'portunhol'

Espanhol ainda é desvalorizado no turismo

São cada vez mais os espanhóis que cruzam a fronteira para fazer turismo em Portugal. A par do Reino Unido, Espanha é já o país com maior número de entradas. Mas enquanto o inglês é considerado língua franca, o espanhol ainda fica muitas vezes atrás do francês e do alemão no ensino, mesmo nos cursos de turismo, e sobretudo nas informações disponibilizadas aos turistas.

Que os espanhóis são fundamentais, ninguém na área tem dúvidas. O secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, considera que se trata de "um mercado estratégico prioritário". É o segundo em termos de número de hóspedes, o terceiro a nível de dormidas - de Janeiro a Junho de 2008 registaram-se mais de um milhões de dormidas de espanhóis -, e o primeiro no excursionismo (cerca de 16 milhões de visitas por ano). O secretário de Estado salienta ainda que é um mercado com um elevado potencial de crescimento e com "particular importância na redução da sazonalidade da procura", já que os turistas do resto da Europa concentram-se sobretudo na época estival.

Para Carlos Costa, especialista em turismo da Universidade de Aveiro, o mercado espanhol é "muito, muito importante e não tem sido tratado como deve ser". Se, por um lado, a língua não funciona como barreira porque a proximidade entre o português e o espanhol torna a comunicação oral relativamente fácil, diz, quanto à informação escrita é fundamental disponibilizar material em espanhol. "Eles têm muita dificuldade em entender--nos, por isso, ao nível da informação escrita, é fundamental que seja dada em espanhol", diz.

A Secretaria de Estado diz que tem havido um "cuidado particular na comunicação, através da adaptação dos meios de promoção e no atendimento, quer telefónico, quer escrito, ao turista espanhol, no respectivo idioma", mas em muitos locais, como museus, ainda é difícil encontrar informação em espanhol.

Quanto ao ensino da língua nos cursos de turismo, Carlos Costa afirma que a principal razão para o espanhol não ser valorizado, ficando atrás do inglês e mesmo do francês e do alemão, é a semelhança com o português . "Nunca coloquei o ensino do espanhol como prioridade porque mesmo que os portugueses não saibam falar a língua, conseguem comunicar com os espanhóis". O professor explica que os alunos preferem escolher o francês ou o alemão, porque "sem aprendizagem não entenderiam nada".

Paulo Vaz, director da Escola de Hotelaria e Turismo de Lamego, salienta que a proximidade originou uma certa desvalorização do espanhol. "A ideia de que todos falamos a língua tem prejudicado a procura e consequentemente a oferta nos cursos de turismo", reconhece. No entanto, considera que o "portunhol" não basta, se queremos ter uma oferta de excelência.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Botellón" na ilha de Tavira abre polémica

"O presidente da Câmara de Tavira diz que a legislação espanhola empurrou para o Algarve o fenómeno de jovens a beber em grupo na rua. A Região de Turismo considera perigoso acusar especificamente o segundo maior cliente da região.

Vandalismo, desacatos, barulho a altas horas da noite e uma mão-cheia de comas alcoólicos pela manhã são as razões que levaram o presidente da Câmara de Tavira, Macário Correia, a apontar, ontem, o dedo aos milhares de jovens espanhóis que durante os meses de Verão rumam até ao Algarve - com particular incidência na ilha de Tavira - para a prática do "botellón", que consiste em comprar bebidas de alto teor alcoólico em supermercados e cafés e depois consumi-las em grupo e ao ar livre. "Todos as noites há vandalismo na ilha de Tavira", queixou-se, ao JN, Macário Correia

Mas já o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), António Pina, pede alguma contenção no tipo de acusações aos jovens espanhóis. "Percebo o problema do presidente da Câmara de Tavira, mas nunca faria uma acusação tão direccionada, até porque não será um problema exclusivo de determinada nacionalidade ou etnia". Nem será, também, uma questão que apenas afecte Tavira, acrescentou, dando exemplos de cidades como Portimão e Albufeira, ou mesmo outras ilhas da ria Formosa. Para António Pina, é preciso também "ter algum cuidado com o tipo de acusações que se faz aos turistas que vêm cá gastar dinheiro". A verdade é que os espanhóis são o segundo maior cliente (em dormidas) do Algarve, a seguir aos britânicos. E a promoção turística do Algarve em Espanha é uma aposta declarada: dos 6,8 milhões de euros disponíveis para promover, em 2008, a região pelo mundo, 750 mil euros (11%) estão a ser gastos no país vizinho.

"A verdade não pode significar qualquer penalização e o bom comportamento não escolhe nacionalidades", contrapõe Macário Correia. "Todos nós conhecemos a língua espanhola e todos os dias os serviços de recolha de lixo da Câmara, quando vão limpar a ilha de Tavira, deparam-se com vários jovens espanhóis em coma alcoólico, com o material de apoio à praia partido frequentemente, entre muitas outras situações", enumerou.

Muitos empresários de restauração da ilha de Tavira não concordam com as críticas aos jovens do país vizinho. Um responsável do restaurante "Zé Maria", que recusou identificar-se, explicou ao JN que "só estão a estragar o negócio na ilha, por causa da imposição de fecho à meia-noite, quando antes estávamos abertos até às duas". Diz a mesma fonte que "os espanhóis são os melhores clientes e não levantam qualquer problema".

Na ilha de Tavira, ninguém quis dar a cara por este assunto. Um cliente de um bar optou pelo anonimato para confirmar as queixas de Macário Correia: "A ilha está a bater no fundo por causa deles". "Os espanhóis que cá vêm nem podem ser chamados turistas. São antes uns invasores, pois trazem tudo com eles, não gastam dinheiro, fazem lixo e tristes figuras, e aproveitam para vender bebidas alcoólicas durante a noite", justifica.

Macário Correia atribui a causa desta vaga de espanhóis adeptos do "botellón" ao endurecimento da lei espanhola contra este fenómeno. Em 2006, foi aprovada a "Ley Antibotellón" na Andaluzia, que proíbe o uso de muitos locais para "botellón". O impacto em Espanha é tal que, em 2004, cerca de 70 mil jovens reuniram-se em Sevilha para um "macrobotellón". Já em Madrid, no ano passado, o bairro de Malasaña esteve dois dias em pé de guerra entre adeptos do "botellón" e a polícia, do que resultaram dezenas de feridos".

In Jornal de Notícias On-line

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Palavras do último livro de Mia Couto


Aos 10 anos todos nos dizem que somos espertos mas que nos faltam ideias próprias.

Aos 20 anos dizem que somos muito espertos mas que não venhamos com ideias.

Aos 30 anos pensamos que mais ninguém tem ideias.

Aos 40 achamos que as ideias dos outros são todas nossas.

Aos 50 anos pensamos com suficiente sabedoria para já não ter ideias.

Aos 60 anos ainda temos ideias mas esquecemos do que estávamos a pensar.

Aos 70 anos só pensar já nos faz dormir.

Aos 80 anos só pensamos quando dormimos.


(Bartolomeu Sozinho, personagem de Venenos de Deus, Remédios do Diabo, de Mia Couto)