terça-feira, 8 de abril de 2008
domingo, 6 de abril de 2008
Portugal en el nuevo Estatuto de Extremadura
Cooperación con Portugal
La Comunidad Autónoma fomentará la cooperación transfronteriza, la creación de organismos y servicios de interés común y el desarrollo de acciones y programas compartidos y participará en las instituciones hispano-portuguesas en las que se formulen o desarrollen políticas relativas a las competencias asumidas.
Son instrumentos de la colaboración con Portugal, entre otros:
a) La creación de un órgano específico de la Comunidad Autónoma encargado de las relaciones con Portugal y sus entidades territoriales.
b) La difusión y promoción del portugués en Extremadura y la difusión y promoción del español, mediante los correspondientes acuerdos, en las regiones portuguesas.
c) La celebración de los acuerdos que correspondan con el gobierno o con las entidades territoriales de la República portuguesa de acuerdo con la ley.
d) La participación de la Junta de Extremadura en las reuniones gubernamentales hispano-portuguesas de carácter periódico.
As árvores se descabelam?
Numa Agenda Arte curitibana de 2001 lemos:... E João Gilberto, observando o vento bater na copa das árvores, disse à sua psicanalista:
-E você não tem poesia.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Aprender português num “Portugal Pequenito”!
E assim foi que, no passado dia 2 de Abril, logo depois do “dia das mentiras”, o instituto “extremeño” Loustau-Valverde de Valencia de Alcántara visitou a Escola Secundária Infanta D. Maria em Coimbra.
A excursão, derivada de um projecto de intercâmbio entre as duas instituições, serviu para aproximar os estudantes dos dois países e, acima de tudo, promover e divulgar o idioma português que cada vez apresenta mais estudantes nesta região espanhola fronteiriça com o Alentejo e, também, mostrar como funciona o sistema educativo português.
Para além de todas as motivações pedagógicas, esta actividade promovida por o departamento de língua portuguesa desse instituto da Extremadura e pelo GIT (“Gabinete de Iniciativas Transfronterizas”), contou com bastante animação e interesse por parte dos alunos
intervenientes, com especial destaque para as visitas à Universidade de Coimbra e ao parque temático “Portugal dos Pequenitos”, onde puderam ver um Portugal e uma lusofonia à escala!
Espera-se agora uma visita lusa ao instituto raiano onde poderão desfrutar do melhor desta região e também algo do norte Alentejo que é o principal motor de interesse pelo idioma de Camões por parte destes alunos motivados!
Carpool - Poupe dinheiro e poupe o ambiente
Lembra-se do De Boleia? Pois bem, o Carpool é como um primo mais sofisticado que faz uso de Google Maps para melhor ilustrar os conteúdos e facilitar as acções do utilizador.
Para os que não estão recordados do conceito do De Boleia fica, numa versão curta, que: consiste num site que lista todas as ofertas e pedidos de boleia (leia-se partilha de transporte). Se, por exemplo, vai regularmente do Porto a Lisboa à 5ª feira porque não partilhar o transporte com alguém que esteja disposto a partilhar também as despesas? Se sabe de alguém vai para os seus lados porque não oferecer-se para partilhar a viagem?
Foi a pensar no seu bolso mas acima de tudo no meio ambiente que projectos como o Carpool surgiram.
O processo de utilização do Carpool é simples mas obedece a algumas particularidades e formalidades que tornam os conteúdos menos susceptíveis de spam ou falsificação. Para começar e de forma a poder aceder a algo mais do que um mapas com linhas de cor, terá que efectuar o seu registo de utilizador. Tal, após a activação da sua conta, dá-lhe o direito de aceder a um painel de controlo a partir do qual poderá editar o seu perfil, definir o(s) seu(s) trajecto(s) e fazer uso de uma interessante calculadora financeira e ambiental que lhe devolve valores de poupança que resultam do carpooling.
O Carpool foi desenvolvido pelo Paulo Gingão (que deve também conhecer do Formactiva), pelo Roberto Carvalho e pela Selma Fernandes, também envolvida no Formactiva.
Para ficar a conhecer melhor o Carpool nada melhor do visitar a página de “Perguntas Frequentes” ou a página de “Ajuda“. Os autores prepararam excelentes textos de apresentação e esclarecimento que deve consultar.
O Carpool está também listado no Web 2.0 Portugal.
Boas poupanças.
In 2.o Webmania
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Antes de começar, de Almada Negreiros

Agora é mais fácil montar uma obra de teatro com os alunos, mesmo sem ser profissional. Com as aplicações da Web 2.0 podemos fazer coisas como esta:
Encontrar num podcast como Era uma vez o audio
E ainda encontrar estudos críticos como este: José Almada Negreiros.
Florbela Espanca - Podcast
Fizeram-se ruínas todas as minhas ilusões, e, como todos os corações verdadeiramente sinceros e meigos, despedaçou-se o meu para sempre. Podiam hoje sentar-me num trono, canonizar-me, dar-me tudo quanto na vida representa para todos a felicidade, que eu não me sentiria mais feliz do que sou hoje. Falta-me o meu castelo cheio de sol entrelaçado de madressilvas em flor; falta-me tudo o que eu tinha dantes e que eu nem sei dizer-te o que era... É a história da minha tristeza. História banal como quase toda a história dos tristes.
terça-feira, 1 de abril de 2008
"Clube de Leitura Portuguesa” até Maio na Biblioteca Pública de Cáceres
A Biblioteca Pública de Cáceres está a organizar desde Fevereiro e até Maio um “Clube de Leitura Portuguesa” todas as terças-feiras ao final da tarde para fomentar o conhecimento do idioma português na capital da vizinha Extremadura.Para além de promover uma aproximação à leitura da língua portuguesa a intenção desta iniciativa – coordenada por Sandra Celia Hurtado Cardoso - é também a de dar a conhecer a cultura e a história de Portugal na Extremadura.Estas jornadas são gratuitas e têm lugar na Biblioteca Pública "Antonio Rodríguez Moñino/María Brey" sendo dirigidas a jovens com mais de 18 anos e com um nível de conhecimento médio ou médio alto da língua portuguesa, que lhes permita ler e praticar o idioma. Para aceder a estas jornadas apenas é necessário que os participantes possuam cartão de leitor/a da biblioteca. As sessões quinzenais são práticas e participativas e a biblioteca proporciona gratuitamente os livros escolhidos para cada sessão e uma série de textos adicionais que permitam conhecer a história, a cultura e a forma de vida do nosso país. © NCV
Obter mais informação AQUI
segunda-feira, 31 de março de 2008
Curso interactivo de português
Clic na imagem
sábado, 29 de março de 2008
Mário Dionísio e as formas de tratamento

Andei tantos anos lá por fora! Foram tantos, na verdade, que quase me esqueci de alguns usos e costumes da terra onde nasci, a minha pátria.
Com efeito! Os franceses governam-se com um tu e um vous, um Monsieur, um Madame, um Mademoiselle e já está. No dia-a-dia, digo eu. Os povos de língua inglesa (esses então!) resolvem tudo com um bendito you. Ou pouco mais. Até os espanhóis, tão dados ao saracoteio, além do tu, se ficam normalmente por um bom e expressivo usted, como um remate de frenéticas castanholas: chega bem. Só nós - pobres de nós!, ruminando ou escoicinhando, salvo seja, nesta terrinha esguia entre a Europa e o mar -, nos agarramos a uma ensarilhada gama de fórmulas obsoletas, ou que assim me parecem, no nosso convívio diário. Gama tão subtil e caprichosa que nem sempre nós próprios sabemos qual escolher. Será preciso dizer mais? Além do «tu», que é da ordem natural das coisas, há o «vós» (o solene e untuoso «vós»: pensastes, quiserdes, julgaríeis), já quase morto, o coitado, mas ainda estrebuchando com vigor, o «vocemecê» ou «vomecê», o agora universal «você», ainda não há muito recebido à patada: «Você é estrebaria!»
E o «Senhor», o «Senhora», o «Menina», o «Dona», o «Senhora Dona», o «Vossa Excelência» ou «Vocelência» ou «Vossência», o «Excelentíssimo Senhor », o «Excelentíssima Senhora». E, ainda, o «Excelentíssima Senhora Dona», o «Ilustríssimo Senhor», o «Vossa Senhoria». Estará a lista completa? O «Senhora», «Senhora Dona» ou só «Dona» já me puseram, e por mais de uma vez, em situações embaraçosas. Que sempre corrigi a tempo por uma espécie de intuição que só posso atribuir a profundas ligações de consaguinidade. A vendedeira de hortaliça do mercado onde cá em casa se abastecem normalmente é a senhora Josefa. Claro. Não a D. Josefa. E nunca por nunca ser senhora D. Josefa. A proprietária da lojeca onde compro os jornais e os cigarros, já não poderei eu tratá-la por senhora Margarida (incorrecção das grandes), mas por D. Margarida, prova de distinção, ainda que modesta. Um est modus in rebus. Longe, portanto, de senhora Margarida, mas também de senhora D. Margarida, tratamento a que ela não tem de aspirar. E a sua vizinha do lado, esposa dum funcionário das Finanças ou lá que é, só legitimamente pode ser senhora D. Catarina. Não trabalha. Só D. Catarina implicaria excessiva ou menor consideração. E senhora Catarina, nem brincando. Isso era grosseria de se levar com a porta na cara.
Toda a gente me diz que nos últimos anos (de algo terá servido o 25 de Abril) está em curso uma certa evolução. Muito lenta, claro está. Nisto, como em tudo, um sonolento arrastar de caracol. [ ... ]
E o «doutor», meu Deus! Esse banal e tão português «senhor doutor»? Essa leitura da abreviatura por contracção («dr.») do grau de licenciado, que meio país continua a cobiçar? Quem não quer ser «doutor», ainda que só «dr.» - vantagens do código oral sobre o código escrito? Quem não fará tudo para isso, os pais empenhando o que têm e não têm, os filhos estudando, claro, ou inventando mil processos de irem fazendo cadeiras e mais cadeiras, até obterem o sagrado diploma que da jus ao desejado tratamento? Porque —isto me espanta mais que tudo—, no país de que estive ausente tanto tempo mas é o meu país (a gente pode andar lá por fora a vida inteira mas não quer outra pátria), tal título continua a proporcionar benesses que o simples “senhor” nunca deu nem dará. A pesar —é notável!— da abundância já inflaionária daqueles que o usam. Facilita coisas, abre portas, encurta ou alarga prazos. [...]
quinta-feira, 27 de março de 2008
Valter Hugo Mãe en Cáceres
Nacido en Angola en 1971, es licenciado en Derecho y Posgraduado en Literatura Portuguesa Moderna y Contemporánea. Ha publicado varios libros de poemas, como Libro de maldiciones , Pornografía erudita y Bruno , este último publicado en el sello extremeño Littera Libros, de Villanueva de la Serena, y la novela Nuestro reino .
Dirigida a un público amplio, la conferencia lleva por título "De Fernando Pessoa a José Saramago. La literatura portuguesa del siglo XX" y en ella se hará un recorrido por los principales autores y movimientos de la literatura del país vecino en el siglo pasado.
Ambas conferencias darán comienzo a las 20"15 horas.
terça-feira, 25 de março de 2008
Solicitan que el idioma Portugués ingrese al sistema educativo formal
segunda-feira, 24 de março de 2008
"Nascido em Portugal, de pais portugueses, / e pai de brasileiros no Brasil..."

I
e pai de brasileiros no Brasil,
serei talvez norte-americano quando lá estiver.
Coleccionarei nacionalidades como camisas se despem,
se usam e se deitam fora, com todo o respeto
necessário à roupa que se veste e que prestou serviço.
Eu sou eu mesmo a minha pátria. A pátria
de que escrevo é a língua em que por acaso de gerações
nasci. E a do que faço e de que vivo é esta
raiva que tenho de pouca humanidade neste mundo
quando não acredito em outro, e só outro quereria que
este mesmo fosse. Mas, se um dia me esquecer de tudo,
espero envelhecer
tomando café em Creta
com o Minotauro,
sob o olhar de deuses sem vergonha.
II
Tem cornos, como os sábios e os inimigos da vida.
É metade boi e metade homem, como todos os homens.
Violava e devorava virgens, como todas as bestas.
Filho de Pasifaë, foi irmão de um verso de Racine,
que Valery, o cretino, achava um dos mais belos da «langue».
Irmão também de Ariadne, embrulharam-no num novelo de que se lixou.
Teseu, o herói, e, como todos os gregos heróicos, um filho da puta,
riu-lhe no foucinho respeitável.
O Minotauro compreender-me-á, tomará café comigo, enquanto
sol serenamente desce sobre o mar, e as sombras,
cheias de ninfas e de efebos desempregados,
se cerrarão dulcíssimas nas chávenas,
como o açúcar que mexeremos com o dedo sujo
de investigar as origens da vida.
III
a vida pelo mundo em pedaços repartida, como dizia
aquele pobre diabo que o Minotauro não leu, porque,
como toda a gente, não sabe português.
Também eu não sei grego, segundo as mais seguras informações.
Conversaremos em volapuque, já
que nenhum de nós o sabe. O Minotauro
não falava grego, não era grego, viveu antes da Grécia,
de toda esta merda douta que nos cobre há séculos,
cagada pelos nossos escravos, ou por nós quando somos
os escravos de outros. Ao café,
diremos um ao outro as nossas mágoas.
IV
de pátrias que se vendam suficientemente caras para haver vergonha
de não pertenecer a elas. Nem eu, nem o Minotauro,
teremos nenhuma pátria. Apenas o café,
aromático e bem forte, não da Arábia ou do Brasil,
da Fedecam, ou de Angola, ou parte alguma. Mas café
contudo e que eu, com filial ternura,
verei escorrer-lhe do queixo de boi
até aos joelhos de homem que não sabe
de quem herdou, se do pai, se da mãe,
os cornos retorcidos que lhe ornam a
nobre fronte anterior a Atenas, e quem sabe,
à Palestina, e outros lugares turísticos
imensamente patrióticos.
V
sem versos e sem vida,
sem pátrias e sem espírito,
sem nada, nem ninguém,
que não o dedo sujo,
hei-de tomar em paz o meu café.
Jorge de Sena, Peregrinatio ad loca infecta (1969)
quarta-feira, 19 de março de 2008
Atenção!!! O novo acordo ortográfico! O que vai mudar na grafia do português!
Não entrem em “stress” amigos e amantes do idioma luso! O “Novo Acordo Ortográfico” apenas afeta (reparem que já estou de acordo com o acordo, grande redundância!) a grafia da escrita e não interfere de modo nenhum nem nas diferenças orais, nem nas variações gramaticais ou lexicais.
Já podemos encontrar dicionários no mercado segundo esta nova norma, no entanto recomendo um documento sucinto mas eficaz redigido por João Malaca Casteleiro e Pedro Dinis Correia, editado pela “Texto”.
A partir de agora não vai haver tantas diferenças entre a variante europeia, brasileira e africana. Se é uma medida positiva, ainda não posso opinar, mas como diz Camões, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”…
quinta-feira, 13 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
Brasil 'cumple' dos siglos
Poco antes de las 12 del mediodía de ayer el presidente Luiz Inácio Lula da Silva llegó al Gabinete Real de Lectura, una magnífica edificación de casi dos siglos de vida en pleno centro de Río. Fue recibido por su colega portugués, Aníbal Cavaco Silva, bajo un sol inclemente. Una banda militar ejecutó los himnos nacionales de los dos países, hubo breves y protocolares discursos de Lula da Silva y del mandatario portugués, y en seguida empezó el almuerzo ofrecido por Cavaco Silva. Fue el cierre de la agenda de los dos presidentes, en el marco de las conmemoraciones de los 200 años de la llegada de la familia real portuguesa a Río de Janeiro el 8 de marzo de 1808, tras una estancia de 45 días en Salvador de Bahia.Artículo completo de Eric Nepomuceno en El País
Mais na RTP Notícias
sábado, 8 de março de 2008
Jorge Mateus de Lima e a negra Fulô
Fotografia de Willy MielESSA NEGRA FULÔ
Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no bangué dum meu avô
uma negra bonitinha
chamada a negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
– vai forrar a minha cama,
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!
Essa negra Fulô!
Essa negrinha Fulô
ficou logo pra mucama,
pra vigiar a Sinhá
pra engomar pro Sinhô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
vem me ajudar, ó Fulô,
vem abanar o meu corpo
que eu estou suada, Fulô!
Vem coçar minha coceira,
vem me catar cafuné,
vem balançar a minha rede,
vem me contar uma história,
que eu estou com sono, Fulô!
Essa negra Fulô!
«Era um dia uma princesa
que vivia num castelo
que possuía um vestido
com os peixinhos do mar.
Entrou na perna dum pato
saiu na perna dum pinto
o Rei-Sinhô me mandou
que vos contasse mais cinco.»
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô! Ó Fulô!
Vai botar para dormir
esses meninos, Fulô!
«Minha mãe me penteou
minha madrasta me enterrou
pelos figos da figueira
que o Sabiá beliscou.»
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
(Era a fala da Sinhá
chamando a negra Fulô.)
Cadê meu frasco de cheiro
que teu Sinhô me mandou?
– Ah! foi você que roubou!
– Ah! foi você que roubou!
O Sinhô foi ver a negra
levar couro do feitor.
A negra tirou a roupa.
O Sinhô disse: Fulô!
(A vista se escureceu
que nem a negra Fulô.)
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê meu lenço de rendas
cadê meu cinto, meu broche,
cadê meu terço de ouro
que teu Sinhô me mandou?
– Ah! foi você que roubou!
– Ah! foi você que roubou!
O Sinhô foi açoitar
sozinho essa negra Fulô.
A negra tirou a saia
e tirou o cabeção,
de dentro dele pulou
nuinha a negra Fulô.
Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!
Ó Fulô? Ó Fulô?
Cadê, cadê teu Sinhô
que nosso Senhor me mandou?
Ah! foi você que roubou,
foi você, negra Fulô?
Essa negra Fulô!
domingo, 2 de março de 2008
El paso 16 de la Raya es un azud en Zarza
Fafa. Es decir, María Fátima, saca unos vasos y nos sirve un oporto exquisito. «Es de mi familia. Mi abuela materna es la propietaria de las bodegas Ramos Pinto». Hemos llegado a Salvaterra do Extremo a la hora de comer, pero es imposible comer. En la churrasquería de Elías, la señora parece asustada. «No, no puedo encender la parrilla para prepararles un poco de pollo o de bacalao». Como insistimos: «Un pedazo de queso, algo de embutido», la señora se esconde en el lavabo.Es extraño este pueblo. La mañana de niebla colabora en la extrañeza. En la plaza, media docena de personas aguardan algo. «Esperamos un cadáver», informan añadiendo inquietud a la escena. Resulta que hoy llegan de Lisboa los restos de Francisco Serra, benefactor de Salvaterra. «Tenía contactos en Lisboa y consiguió la carretera que lleva a la frontera. Se acabó hace ocho años», informa Fafa. Después se apiada del hambriento y nos invita a conocer su casa y a tomar un plato de sopa.
Estamos en Salvaterra do Extremo, un pueblecito portugués fronterizo que desde el año pasado está unido a España por un puente que oficialmente no existe y cruza el río Erjas para llegar al pueblo cacereño de Zarza la Mayor. Visitamos una de las zonas menos pobladas de la Península Ibérica. Comparemos: la comarca menos habitada de España está en Soria: 9 habitantes por kilómetro cuadrado, los mismos que tiene el municipio de Zarza la Mayor. Lo de Salvaterra es más espectacular: dos habitantes y medio por cada kilómetro cuadrado.
Para llegar a este pueblo neblinoso, misterioso y bello, donde la gente espera cadáveres en la plaza, hemos circulado por una carretera no indicada y hemos cruzado un puente que no existe. Es la Raya hispano-lusa, la frontera más pobre y fascinante de la vieja Unión Europea, un espacio que están descubriendo los medios de comunicación germánicos, los mismos que quedaron prendados de Canarias, Mallorca o Finisterre. Este mes de marzo, la radio televisión pública de Suiza dedica programas semanales de una hora ('Le dromedaire') a la Raya extremeña.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lobo Antunes, prémio José Donoso
O Prémio José Donoso é outorgado anualmente, desde 2001, à obra de um destacado escritor ibero-americano, de acordo com um júri internacional, constituído por cinco personalidades distintas do mundo literário e académico ibero-americano.
António Lobo Antunes é o primeiro escritor ibérico a receber este Prémio, que lhe foi atribuído em 2006, mas que só agora lhe será entregue.
O júri elogiou a grande variedade de temas, linguagens e estruturas na obra do consagrado escritor, bem como o amor ao seu país de origem e o talento para captar “o papel das culturas periféricas no mundo”.
Coordenado por Javier Pinedo (Universidade de Talca, Chile) fizeram ainda parte do júri Alfonso García Morales (Universidade de Sevilha, Espanha), Thomas Bremer (Universdade de Halle, Alemanha), Francisco Javier Lasarte (Universidade Simón Bolívar, Venezuela), Guilhermo Maraica (Universidade Mayor de San Andrés, Bolívia) e Jaime Concha (Universidade de San Diego, EUA).
Nas edições anteriores, o Prémio José Donoso foi entregue a José Emilio Pacheco (mexicano, 2001), Beatriz Sarlo (argentina, 2002), Isabel Allende (chilena, 2003), António Cisneros (peruano, 2004), Ricardo Piglia (argentino, 2005) e Miguel Barnet (cubano, 2007).
António Lobo Antunes congratulou-se com o facto de ser o primeiro escritor europeu a receber o Prémio José Donoso, um dos mais prestigiados do panorama literário Ibero-Americano, atribuído pela Universidade de Talca, no Chile.
«Para mim, um prémio com o nome de um escritor latino-americano - que tão importantes foram para os escritores da minha geração e tão importantes continuam a ser para todos os escritores - é uma honra», disse o romancista, na cerimónia de entrega do galardão que o distinguiu em 2006, realizada no Instituto Cervantes, em Lisboa".
Composto por uma medalha, um diploma e um cheque de 20 mil dólares, o prémio José Donoso foi entregue ao fim da tarde a Lobo Antunes pelo reitor da Universidade de Talca, Juan Antonio Rock, numa sessão que contou igualmente com a participação do presidente do júri, Javier Pinedo, da mesma universidade, e de António Vieira Monteiro, do Banco Santander.
Às vezes - observou o escritor - «digo a mim mesmo que um prémio nada tem que ver com a literatura, no sentido em que não a torna nem melhor, nem pior do que era, o que não é literalmente verdade».
«Recebi muitos prémios - por vezes, penso que sou um cavalo, que ganha prémios - mas poucos me deram tanto prazer como este (...) porque me é dado por irmãos meus, por gente que sente da mesma maneira, que fala da mesma maneira e que é muito mais parecida connosco do que pensamos«, explicou.
Apesar de se considerar honrado por ser o primeiro escritor europeu a receber este galardão, António Lobo Antunes afirmou, no entanto, que não gosta muito da palavra »europeu«: »Porque não me sinto tão europeu assim«, comentou.
«Por exemplo: a Suécia, a Noruega e outros - o que é que tenho em comum com essas pessoas? Tenho muito mais em comum com a gente da Argentina, ou da Colômbia, ou do México», defendeu.
Segundo o romancista, os portugueses têm uma «vocação atlântica» e «um espírito universalista».
«Escreveu uma frase muito simples que continua ainda a surpreender-me: 'Porque loucos não os há senão em língua portuguesa' e isto tocou-me sempre muito e fez-me pensar muitas vezes, porque o que eu tento fazer e o que nós, portugueses, tentamos fazer é continuar nas caravelas, continuar a navegar«, disse.
Lobo Antunes referiu que os mapas portugueses antigos, dos navegadores, »desenhavam a linha da costa e como não conheciam nada para o interior, escreviam 'aqui há leões' e, à medida que iam avançando terra adentro, o 'aqui há leões' ia-se afastando da linha da costa«.
É isso que o autor acha que «tentamos com a escrita: mostrar os outros tal como são e mostrar-nos a nós mesmos como somos».
«As páginas de um bom livro são espelhos: cada um se olha a si mesmo e à sua pobre convicção«, observou.
Para terminar, António Lobo Antunes declarou que escreve para cumprir o que dizia Filipe II: »Façamos qualquer coisa que faça o mundo dizer de nós que fomos loucos«.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Janelas de Lisboa

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Rádio da UFPR na internet
domingo, 17 de fevereiro de 2008
"Tropa de Elite" ganha Urso de Ouro na Berlinale


sábado, 9 de fevereiro de 2008
"Brasileiro naturalizado? Ah, não é português"

Um dos poemas que surgiu numa viagem que fez por vários países europeus foi este "O ecumenismo lusitano ou a dupla nacionalidade", em que ele, português naturalizado brasileiro, fala de uma dupla experiência a esse respeito acontecida na Alemanha.
Pela porta lateral da catedral em Colónia
(construída –é vero– para os ossos dos Reis Magos)
eu saía para o branco sol da manha de inverno,
quando um rumor de português subia
em negros hábitos a escada. Freiras
a quem falei sim brasileiras peregrinas
de pouso em pouso a Roma. Quando eu disse
que eu era brasileiro a madre cujo véu
rodeava um rosto emaciado e luso
disse: –Ah, naturalizado, não é brasileiro–.
O outro caso foi em Hamburgo na
Hauptbahnof. O quiosque dos jornais
de todas as línguas. Chega uma mulher
morena –um traço dentro de opulentas peles– e pergunta
por jornais lusitanos em alemão razoável.
Era evidente que só um português dos tais desejaria
em Hamburgo informar–se assim do estado do universo.
É portuguesa? Sou. Palavra puxa palavra,
eu também era. Mas ela exclamou:
–Brasileiro naturalizado? Ah, não é português–
E voltou–me as costas com o periódico na mão,
equilibrando as pernas ainda de varina
dificilmente nos tacões finíssimos.
Exorcismos (1972)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Bela Silva en Zafra

Su conocimiento del azulejo, como pieza esencial de la estética arquitectócnica portuguesa, será ocasión de una ponencia en el mencionado curso que culminará con esta exposición, que tendrá lugar del 1 al 15 de Febrero, en el Centro Cultural Santa Marina de Zafra, en horario de 19:00 a 21:00 horas.
Actividad didáctica para trabajar con la obra de Bela Silva
domingo, 27 de janeiro de 2008
Programa de Aprendizaje de Lenguas Extranjeras - PALE en portugués
Para conocer mejor el PALE:
- Red social del curso: Português em Rede.
- Convenio de colaboración entre el MEC y la Comunidad de Extremadura
- Orden de 27 de agosto de 2007 por la que se convocan plazas para la realización, durante el curso 2007/2008, del itinerario formativo relativo al programa de apoyo a la enseñanza y el aprendizaje de lenguas extranjeras (PALE).
- Extremadura invierte 780.000 euros en el PALE.
- La Gaceta.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Hoje em EL PAÍS
Hoje podemos ler em EL PAÍS esta carta com opiniões muito discutíveis
Las cumbres españolas con los países vecinos nunca distan más de dos semanas en el tiempo y nos permiten hacer esas cosas tan odiosas que llaman comparaciones. A pesar de que compartimos más kilómetros de frontera y más siglos de historia con nuestros vecinos del oeste, desde el centro de la Península se presta más atención al vecino del norte. Y no es cuestión de que gobierne Napoleón o Sarkozy, es que siempre es lo mismo. La noticia sobre la cumbre de Braga en EL PAÍS se titula diciendo que "España pone a Portugal al nivel de Francia", pero el interior de la noticia habla sólo de colaboración militar.
En lo demás, tal vez porque Portugal es la herida en el mapa que disgregó la unidad de las Españas y que le duele al nacionalismo de por aquí, seguimos -con excepciones- ninguneando a todo lo que viene de Portugal: no nos interesa su lengua ni su cultura y cuando vamos allí llevamos -casi todos- una altanería y prepotencia que ha dado lugar a un género de chistes sobre españoles.
Descendemos de la cumbre y podríamos mirar, de vez en cuando, hacia Portugal. Merece la pena.