quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A língua portuguesa é de borracha (Isabela Figueiredo)



A língua portuguesa é de borracha

Os portugueses, e se calhar os povos de outros idiomas, usam a sua língua como certos provincianos: ao comprar um sofá de pele nunca lhe tiram o plástico protetor, para não se estragar. O resultado é que passam a sentar-se num sofá de plástico, e, quando finalmente removem a proteção, porque entretanto lhes cheirou a mofo, a pele que tanto protegeram, apodreceu.

Todos são donos da língua e a usam e modificam a cada dia das suas vidas. As línguas não se alteram quanto à grafia, léxico, semântica ou sintaxe por mero decreto. Quando chega o decreto já elas mudaram há muito, e somos nós os responsáveis. Sentámo-nos nela, gastámo-la, remendámo-la, arranjámos formas de tornar o assento da língua mais confortável. A lei de Lavoisier aplica-se a quase tudo, mas à língua, que nem ginjas. Nela, nada se perde, e mesmo o que se ganha, transforma-se. Ninguém se preocupa com a evolução sofrida pelos diversos falares do Latim em contato com as línguas dos territórios para onde foram levados pela expansão do Império Romano, mas se uma palavra do Português europeu perde uma consoante muda, o nosso país indigna-se como não se indignaria se tivéssemos um primeiro-ministro mentiroso ou um presidente lerdo das ideias. Que estamos a imitar os brasileiros. Que nós não falamos brasileiro. E, sobretudo, que a nossa língua é melhor que a deles. Não levo as mãos à cabeça porque não posso perder tempo com dramatizações, embora goste.

Os meus alunos, que ainda há um ano davam erros ortográficos que deixarão de o ser a partir do momento em que o acordo vigore nas escolas - no próximo ano letivo, embora nos exames nacionais já tenhamos sido avisados para aceitar as duas grafias - insurgem-se contra ele. Escrevo-lhes, no quadro, redacção, e peço que leiam. Leem redação. Segundo passo: escrevo redação, e leem redação. Qual a diferença, pergunto. Bem, a diferença, é que sem a consoante muda está errado. Porquê? Porque altera. Mas a alteração prejudica a mensagem? Na leitura, não, mas na escrita fica estranho. Explico: a aquisição das regras gráficas de uma língua leva anos a fazer-se, e confere um estatuto cultural. Quem escreve de acordo com as regras pertence automaticamente a uma élite bem escrevente, com os privilégios sociais que daí advêm.. Nunca se sabe tudo, mas convém estimar o que se aprendeu, porque não foi fácil adquiri-lo, e porque mudar hábitos custa; no caso dos meus alunos, também porque a aprendizagem é recente, e estão inchados com ela: vêm agora dizer-lhes que têm de desaprender?! E, para mais, a extraordinária arrogância dos 17 anos, diferente da dos 20, dos 30 e dos 40...

Recusam-se a ler livros em Português do Brasil. Não é Português, alegam. Dou o meu melhor explicando-lhes tudo o que aprendi sobre dialetologia, regionalismos, história da língua. Provam-me que é uma língua diferente porque os brasileiros dizem que usam terno e deixam crescer a grama nos jardins. Explico que os dois vocábulos têm origem latina, e que embora constituam, hoje, para nós, arcaísmos, foram os portugueses que os levaram para o Brasil, e que ainda se encontram em todos os dicionários. Reforço que ainda há poucos dias, em Páre, Escute e Olhe, documentário de Jorge Pelicano, ouvi um velhote de Trás-os-Montes dizer que não tinha grana. Ah, que isso é porque nas aldeias são muitos atrasados, não falam bem, argumentam! Tento fazer-lhes ver que nas zonas mais isoladas os vocábulos de uso antigo se mantiveram. Mas o Brasil não é isolado. Não é agora, mas foi. Enfim, uma luta diária.

Passam a palavra, e há alunos de turmas que não me pertencem a interpelarem-me sobre como é possível eu ser professora de Português e defender o acordo ortográfico e a alteração da língua. Olham-me como se fosse uma professora sacrílega.

Entretanto, os brasileiros riem-se. Os brasileiros e todos os africanos e timorenses que usam a nossa língua, que é deles, quotidianamente, como lhes serve melhor. A língua portuguesa, felizmente, é de borracha. Eu admiro sinceramente o que fazem com ela. Parece uma grande manta de crochet que vai crescendo com malhas e desenhos diferentes, partindo de uma mesma técnica.

As alterações no léxico e na grafia de uma língua são peixe miúdo. Como é que se diz refogado no norte de Portugal e batata na Madeira? O que pode realmente afastar o português europeu do que se fala no Brasil e em África é a fonética ou a sintaxe ou ambas. E contra isso, nada a fazer. Não é impossível que o Português, no futuro, venha a divergir conforme o continente onde é falado, formando novas línguas. Por questões políticas e económicas isso é assunto que não interessa aos falantes da variante europeia. Embora a evolução linguística tenha um profundo desprezo pela política e pela economia, por enquanto, não há que temer. O Português ainda se mantém uno - embora o documentário de Jorge Pelicano, gravado em Trás-os-Montes, estivesse legendado; e se ajudava!

Isabela Figueiredo 

Publicado originalmente no blogue Mundo Novo.




quarta-feira, 2 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

V JORNADAS DE LÍNGUA PORTUGUESA E CULTURA LUSÓFONA



V JORNADAS 

DE LÍNGUA PORTUGUESA E CULTURA LUSÓFONA



Mérida, Sábado 19 de novembro de 2011.
Salón de actos del Centro universitario de Mérida

9:30h – Recepção dos participantes e entrega da documentação.
10:00h – Inauguração das Jornadas.
10:30h – Conferencia de Catia Miriam Costa (Doutoranda da Universidade de Évora)
11:30h – Intervalo para café.
12:00h – Apresentação do escritor luso-caboverdiano Joaquim Arena.
13:15h – Apresentação do livro Historia de la Literatura Portuguesa, por Mª Jesús Fernández
13:30h - Apresentação do dossier de imprensa: O ensino de português na Extremadura.

14:00h – Almoço.

16:00h – Oficina de Marta Lança.

18:00h – Oficina de percussão con Iván Sanjuán.

19:00h – Encerramento e apresentação de conclusões. Assembleia da APPEX.


Inscrições /Inscripciones

Cumplimentar y enviar a / Preencher e enviar a  appex.dir@gmail.com



FICHA DE INSCRIPCIÓN / FICHA DE INSCRIÇÃO


Nombre y apellidos / Nome e apelidos: ___________________________________

 _________________________________________________________________

Dirección / Endereço: _____________________________________________________________

 __________________________________________________________________________________

Teléfono / Telefone: _____________ E-mail: ______________________________

Profesión / Profissão: ________________________________________________


 □ Asistiré a la comida*  /   Assistirei ao almoço*

 * El precio de la comida se pagará en el momento de la entrega de la documentación. / O preço do almoço será pago no momento da entrega da documentação. (10€)




quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa" (Clarice Lispector)



Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguagem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.

Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Às vezes se assusta com o imprevisível de uma frase. Eu gosto de manejá-la – como gostava de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às vezes a galope.

Eu queria que a língua portuguesa chegasse ao máximo nas minhas mãos. E este desejo todos os que escrevem têm. Um Camões e outros iguais não bastaram para nos dar para sempre uma herança da língua já feita. Todos nós que escrevemos estamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.

Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.

Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertencer, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queria não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.


Clarice Lispector





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

"O dia em que nasci meu pai cantava" (Fernando Assis Pacheco)


O primeiro verso deste belo soneto de Fernando Assis Pacheco faz-nos recordar o camoniano "O dia em que nasci morra e pereça", mas é bem diferente. Que grande melancolia!


O dia em que nasci meu pai cantava
versos que inventam os pastores do monte
com palavras de lã fiada fina
cordeiro lírio neve tojo fonte

esta é uma velha história de família
para dizer como ele e eu chegámos
à raiz mais profunda do afecto
da qual nunca jamais nos separámos

nem Deus feito menino teve um pai
que o abraçasse e lhe cantasse assim
desde a primeira hora até ao fim

fui vê-lo ao hospital quando morria
olhos parados num sorriso leve
tojo cordeiro lírio fonte neve

Lisboa, 28-XII-93

 Do seu livro Respiração Assistida, publicado pela Assírio & Alvim, 2003.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Beto








Desde Londrina, no estado do Paraná, chegam estes desenhos de Beto.



quinta-feira, 31 de março de 2011

Bethânia e as virgens ofendidas (Inês Pedrosa)


Escritora portuguesa defende a importância do incentivo do MinC ao projeto de poesia da cantora na internet

Inês Pedrosa (publicado n' O Estado de S. Paulo)


Durante os breves dias que passei agora no Brasil, pasmei com a ferocidade da campanha contra um projeto de poesia de Maria Bethânia. O meu pasmo foi subindo de degrau em degrau a cada hora de cada um dos cinco dias e terminou num miradouro de indignação. Parece-me útil dar a ver aos brasileiros o panorama feio que os meus portugueses olhos divisaram – amo demais o Brasil para poder ficar fora dele mesmo quando ele me deixa fora de mim, mas temo que assim não aconteça com corações mais turísticos do que o meu.

O coro de virgens ofendidas com a verba que o Ministério da Cultura autoriza a captar para o projeto de Bethânia (R$ 1,3 milhão) é patético por diversas razões, a primeira das quais é a suposição cândida de que, a não ser investido na divulgação de poesia de língua portuguesa a que Bethânia se propõe, esse dinheiro seria canalizado para escolas, hospitais e o escambau. Verdade seja que a lista dos projetos aprovados pelo MinC inclui muita coisa que, vista de fora, me parece o escambau. Em Portugal, a Lei do Mecenato não funciona, porque o conceito de desenvolvimento através das artes ainda não conseguiu furar a massa cinzenta dos empresários lusitanos. Por isso, os apoios à cultura saem diretamente do bolso dos contribuintes, o que os torna sempre polêmicos e sujeitos à conspiração das invejas organizadas – a mais eficiente organização do país.

Eu tinha a ilusão de que o Brasil não era assim – via o Brasil virado para o futuro, incompatível com o ressentimento. Ainda quero ver, porque o Brasil onde eu moro e quero cada vez mais morar é povoado por artistas que se inspiram mutuamente, estudiosos ousados, enfim, gente que não perde tempo a envenenar-se e a envenenar os outros. Pobres puritanos da moral alheia: a grana que patrocinará Bethânia nunca serviria para pagar outras coisas. Por quê? Porque Bethânia não é uma coisa qualquer. O que ela faz tem repercussão. Possui um talento e uma voz únicos. Aguentem-se.

Por que será que só o projeto de Bethânia é sujeito ao escrutínio da maledicência? Porque Bethânia é uma estrela – de fato. Enche quantas vezes quiser as maiores salas de espetáculos de Portugal, da Europa e de várias partes do mundo. Por que o Ministério da Cultura do Brasil a subsidia? Não: porque tem um percurso internacionalmente reconhecido. Como cidadã da gloriosa pátria da língua portuguesa – a única pátria em que, tal como Fernando Pessoa, me reconheço -, agradeço-lhe diariamente o seu trabalho de muitas décadas em prol da poesia e dos poetas desta língua, de Pessoa a Guimarães Rosa, de Vinicius de Moraes a José Régio, de Sophia de Mello Breyner Andresen a João Cabral de Melo Neto. Se me tornei, ainda adolescente, leitora de José Régio, a ela o devo. O meu fascínio por Pessoa começou com a voz dela. E foi dela que recebi o primeiro estímulo para a descoberta da sublime literatura brasileira. Não há muitos cantores populares por esse mundo que se dediquem, de um modo contínuo, a este trabalho pioneiro e pedagógico. Penso que a visível subida do nível cultural do Brasil nas últimas décadas deve muito a Maria Bethânia. E tenho a certeza que a literatura portuguesa tem uma dívida imensa para com ela – toda a minha geração foi tocada pelos seus poetas, mesmo ou sobretudo quando, aos 20 anos, ia ouvi-la apenas para encontrar consolo para a vertigem das paixões mal sucedidas.

A 8 de março de 2010 fui ao Rio para, em nome da Casa Fernando Pessoa e em parceria com o Instituto Moreira Salles, galardoar Maria Bethânia e Cleonice Berardinelli com a Ordem do Desassossego, então instituída. Quisemos que a primeira atribuição dessa Ordem fosse uma homenagem ao Brasil e a essas duas heroínas da divulgação da obra de Fernando Pessoa. Pouco depois, Bethânia foi a Portugal fazer um show e contatou-me, dizendo que queria oferecer um recital de poesia de língua portuguesa na Casa Fernando Pessoa. E ofereceu – sim, gratuitamente, escandalizem-se, oh virgens! – um espetáculo belíssimo, concebido, encenado e realizado por ela, aliando interpretação e canto, com uma inteligentíssima seleção dos maiores poetas de Portugal e do Brasil. As paredes da Casa iam estourando, tal a multidão e o deslumbramento.

Nessa ocasião, Bethânia falou-me da sua vontade de levar pelo interior do Brasil e de Portugal um conjunto de espetáculos desses, exclusivamente dedicados à poesia. Que Bethânia ou alguém próximo dela (porque Bethânia nem sequer é praticante da religião das redes virtuais) tenha acrescentado a esse projeto a circulação dos poemas ditos na internet, parece-me uma excelente e eficaz ideia. Sim, opulentos invejosos, já há muita poesia na net – mas não dita e encenada por Bethânia. A voz e o critério dela chegam mais longe, movem mais almas – é isso que não se lhe perdoa. Caetano já o disse, numa crônica coruscante, no Globo. Mas eu quero repeti-lo, porque não sou irmã dela – amo-a, sim, como comecei a amá-lo, desde a mais tenra juventude e sem os conhecer de parte alguma nem saber onde ficava Santo Amaro da Purificação, de onde ambos vieram, sem patrocínios nem padrinhos, para acrescentar luz e força às nossas vidas. Amo-os porque as suas vozes e os seus dons criativos me fizeram e fazem acreditar que o mundo pode ser um lugar mais belo e mais sábio. O Brasil está a dar certo porque eles – e muitos outros como eles, e uma multidão com eles – assim o quiseram. E isso só não vê quem não quer – ou não é capaz – de ver.


Para além de ser escritora e jornalista, Inês Pedrosa  é a diretora da Casa Fernando Pessoa desde fevereiro de 2008.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Homenagem a João Villaret

João Villaret foi um grande ator e um inigualável declamador, que enchia salas de espetáculos declamando poesia e falando de poetas, sem nunca olhar para um papel. Morreu no dia 21 de Janeiro, há 50 anos. Alguém se lembrou de criar um site dedicado a ele. Conta ainda com pouca coisa, mas que merece ser visitado e, claro, ouvido.

Para começar, eis alguns curtinhos. Mas, claro, ouvi-los todos é fantástico.
  • Adivinha
  • Balada da neve
  • Fado falado
  • Liberdade
  • O menino de sua mãe
E o incontornável...
  • Cântico negro
Consta que após a leitura deste poema, no Teatro de S. Luís, recebeu uma ovação ininterrupta de perto de 30 minutos, que constitui ainda hoje um recorde nacional em qualquer tipo de espectáculo.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Língua portuguesa e Fernando Pessoa


Nestes dias, bom, será melhor dizer meses, e muitos, de acordo (e desacordo) ortográfico, deparei com o texto em que Fernando Pessoa diz essa frase que tantas vezes temos lido: "A minha pátria é a língua portuguesa". Eis o contexto, e na versão original:


"Não chóro por nada que a vida traga ou leve. Há porém paginas de prosa que me teem feito chorar. Lembro-me, como do que estou vendo, da noute em que, ainda creança, li pela primeira vez numa selecta, o passo celebre de Vieira sobre o Rei Salomão, "Fabricou Salomão um palacio..." E fui lendo, até ao fim, tremulo, confuso; depois rompi em lagrimas felizes, como nenhuma felicidade real me fará chorar, como nenhuma tristeza da vida me fará imitar. Aquelle movimento hieratico da nossa clara lingua majestosa, aquelle exprimir das idéas nas palavras inevitaveis, correr de agua porque ha declive, aquelle assombro vocalico em que os sons são cores ideaes - tudo isso me toldou de instincto como uma grande emoção politica. E, disse, chorei; hoje, relembrando, ainda chóro. Não é - não - a saudade da infancia, de que não tenho saudades: é a saudade da emoção d'aquelle momento, a magua de não poder já ler pela primeira vez aquella grande certeza symphonica.

Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.

Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha."

Lido no blogue Quarto Crescente


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

"Um Tiro no Escuro"

Eis mais uma sugestão cinematográfica (acessível a bom preço) para as nossas "videotecas" em português. Trata-se de um filme de Leonel Vieira, cujo protagonista é interpretado pelo tão conhecido Joaquim de Almeida, que, longe de ser uma grande obra, sempre pode ser visto como uma das novas "visões" do cinema português. 
 
 
SINOPSE
No aeroporto do Rio de Janeiro uma menina de dois meses é raptada por uma hospedeira da TAP. Dois anos mais tarde, a mãe inconformada encontra-se em Lisboa.
Para sobreviver trabalha num bar de 'strip-tease', mas passa a maior parte do seu tempo no aeroporto na esperança de reencontrar a hospedeira que lhe levou a filha. Quando uma noite é despedida do trabalho, sem outros recursos, acaba por ter de se juntar ao 'gang' do ex-segurança do bar que lhe dá guarida.
Envolvida numa série de assaltos a bancos, cedo vai ter no seu encalço um inspector da Polícia Judiciária que parece também ter algo a esconder...
Poderá, entre polícias e ladrões, reencontrar ainda a sua filha?

REALIZADOR
Leonel Vieira

INTÉRPRETES
Joaquim de Almeida, Vanessa Mesquita, Filipe Duarte, Ivo Canelas, Miguel Borges, Margarida Marinho, Cristina Cunha, João Lagarto, Almeno Gonçalves, Inês Costa.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Porque se come bacalhau na consoada?

De acordo com a interpretação que alguns historiadores têm desta época festiva, a consoada era a refeição com que se interrompia o jejum natalício (algo análogo ao que acontece na tradição cristã na quaresma). Daí que, na tradição que ainda hoje é evidente em Portugal, na véspera de Natal come-se (de mil maneiras!) bacalhau, o que está relacionado com os vários períodos de jejum do calendário religioso, que interditavam (ou desaconselhavam) o consumo de carne. A carne estava apenas reservada para o almoço de dia de Natal, no dia 25 de Dezembro.
Pergunto eu: Haverá por detrás desta tradição alguma influência judaica? A carne que se consome tende a ser de aves, evitando-se as carnes suínas...
Bom Natal a todos vós!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

"Uma Onda no Ar" - "Rádio Favela"


O cinema brasileiro tem afirmado a sua qualidade com temas que, para mim, por vezes são demasiado recorrentes. É o caso da situação social de muitos habitantes das famigeradas favelas. No entanto, há casos de filmes que se afirmam para além dessa condição e são autênticas obras de referência. É o caso deste filme de 2002, baseado numa história real, que traz para o grande ecrã um caso excepcional de desenvolvimento comunitário, a criação, bem polémica e contestada, da "Rádio Favela".
No contexto do PLE, esta é uma excelente oportunidade para abordar temas que vão para além da violência real retratada e exportada por filmes como "Tropa de Elite I e II", "Carandiru", ou a tão famosa obra de Fernando Meireles, "Cidade de Deus".
Como fã confesso que sou da rádio, foi um prazer conhecer esta história que mostra o outro lado desta realidade, infelizmente tão bem conhecida no Brasil, tal como o dinamismo da gente do morro e a denúncia de uma sociedade que a muitos não convém mudar.
Sem dúvida, um excelente filme que nos poderá ser útil!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pois pois (Alexandre O'Neill)



POIS POIS

Sobre o tampo da mesa
Rabo de Cavalo cotovelo-groselha
defronta Patilhas Grisalhas cerveja-cotovelo

Falam de dominguins versus ordoñez
de hemingways na brecha na querela
do assassino mano a mano

Falam a ouro e a sangue no ruedo de mármore

Sob o tampo da mesa
três joelhos conversam roçagantes:
o dele (sarja) entre os dela (nylon).

Rabo de Cavalo está quadrada.
Patilhas Grisalhas então entra a matar.

O sobre e o sob logo se confundem.
Que prometia (olé) o cartaz dele?

Alexandre O'Neill

(Entre a Cortina e a Vidraça, 1972)



quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas, Cáceres, 29-30 noviembre y 1 diciembre



COLOQUIO INTERNACIONAL

Imagologías ibéricas: Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas


organización: Equipo del proyecto de Investigación Imágenes de la identidad y la alteridad en las relaciones luso-españolas: Portugal-Extremadura-España 
(financiado por la Junta de Extremadura - código: PRI08A057)

A lo largo de la historia, la coexistencia de España y Portugal como dos realidades políticas diferenciadas compartiendo un mismo espacio geográfico ha dado lugar a javascript:void(0)movimientos pendulares de aproximación y de alejamiento. Ya sea en épocas de conflicto político y bélico, de aparente calma o de mutua ignorancia, las relaciones luso-españolas han generado, y continúan generando, imágenes del otro reconocibles en todo tipo de discursos y manifestaciones culturales. Algunas acaban fijándose en forma de estereotipos, clichés y lugares comunes sobre el vecino peninsular; muchas de ellas forman parte del imaginario colectivo identificando lo propio y lo ajeno en el difícil ejercicio de configurar una identidad nacional.

Su estudio, a partir de propuestas metodológicas provenientes de los Estudios Culturales y de la Imagología, nos permite aproximarnos a determinadas secuencias ideológicas que han influido y siguen influyendo en campos tan diversos como la cultura, la política, la enseñanza, las campañas publicitarias o el turismo. La literatura, de cualquier época y género, la historiografía, el periodismo, la publicidad, la enseñanza de la lengua extranjera, etc. serán algunos de los dominios privilegiados en la búsqueda y estudio de la representación propia y del otro, dado que identidad y alteridad se definen en continua comparación. 

Extremadura, como espacio fronterizo, ha tenido, especialmente en las últimas décadas, un papel fundamental en propagar el intercambio peninsular. Por ello, reservamos un espacio para aquellas investigaciones que focalizan la relación particular entre Extremadura y Portugal.

Finalmente, siendo tanto Extremadura como Portugal los puntos de partida de una diáspora que llevó hasta territorios lejanos las imágenes de un espacio peninsular de origen, estamos interesados en averiguar si estas imágenes se asentaron en los imaginarios isleños (Canarias, Baleares, Azores y Madeira), o en otros espacios de colonización y emigración.

Vamos a reunir a un nutrido grupo de investigadores de diferentes ámbitos que presentarán sus reflexiones sobre aspectos como:

– Teoría y práctica del abordaje imagológico de los discursos culturales

– Construcción de imagotipos de la identidad y la alteridad portuguesas y españolas en literatura, historiografía, periodismo, publicidad, Internet, etc.

– Visiones cruzadas en el discurso literario: representaciones de lo portugués y español en la literatura.

– Conflictos luso-españoles y su representación literaria, historiográfica, artística, etc.

– Estereotipia: configuración y desmontaje de los estereotipos nacionales

– Representaciones y actitudes respecto a la lengua extranjera

– Géneros imagológicos: literatura de viajes, cronística, etc.

– Caracterologías étnicas y nacionales:literatura y antropología

– Literatura infanto-juvenil y difusión del imaginario nacional

– Revisiones históricas y recreaciones nacionales.

Puede consultar aquí el listado provisional de conferencias y comunicaciones propuestas para el congreso.


DATOS PARA LA INSCRIPCIÓN
DADOS PARA A INSCRIÇÃO
precio / preço - 20€
número de cuenta / número de conta
Caja Extremadura:
2099 0295 62 0070031782
IBAN (Código Internacional de Cuenta Bancaria):
ES92 2099 0295 6200 7003 1782
B.I.C.: CECAESMM099

Para formalizar una inscripción, es necesario que nos envíen el resguardo de la entidad bancaria junto a los datos pedidos en la ficha al correo electrónico lleal@unex.es o al número de fax: 927 257 401 (a la atención de Maria Luísa Leal)
Se ha solicitado el reconocimiento de 1,5 créditos de libre elección



BOLETÍN DE INSCRIPCIÓN
FICHA DE INSCRIÇÃO
Nombre / Nome
_________________________________________________
Apellidos / Apelidos
_________________________________________________
Universidad / Universidade
_________________________________________________
Dirección / Endereço
_________________________________________________
e-mail / e-mail
_________________________________________________






segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Lengua Portuguesa y EUROACE

Caros amigos,

Com a última Assembleia da nossa associação, a APPEX, tomámos a decisão de divulgar um pouco mais os problemas por nós sentidos e tentar, desta forma, obter por parte dos meios de comunicação da região Extremeña algum apoio na publicação de textos nossos que fizessem pública a nossa voz.
Infelizmente não conseguimos, até à data, que a carta que vos anexo em baixo fosse publicada, nem pelo jornal Hoy, nem pelo Periódico de Extremadura.
Talvez não tenha relevância a problemática do Português para os media locais ou simplesmente não tenhamos batido à porta certa e nos falte ajuda nesse sentido pelo que, toda e qualquer sugestão vossa será bem vinda para que alcancemos este objectivo da APPEX. Um bem-haja a todos!
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Lengua Portuguesa y EUROACE

Extremadura ha dado los primeros pasos junto a Alentejo y a la Região Centro de Portugal en una interesante idea de euro-región de la que todos saldremos ganando. En la estrategia diseñada para la EUROACE, con el horizonte puesto en el año 2020, se establece como uno de los pilares básicos el conocimiento del idioma del país vecino, aspirándose incluso a una situación de bilingüismo. Si en Extremadura aprendemos portugués y en nuestras regiones vecinas español, estaremos abriéndonos muchas puertas en un mundo que tendrá por esas fechas más de 800 millones de hablantes de ambas lenguas. La gran similitud de las mismas aconseja que el portugués se convierta en la segunda lengua extranjera de nuestro sistema educativo, pero la realidad no es así, pese a las manifestaciones políticas en este sentido. Este año sigue sin poderse estudiar portugués en institutos rayanos como los de Alcántara, Oliva de la Frontera o Villanueva del Fresno y en otros muchos se da de forma testimonial en horarios marginales, con profesorado de escasa preparación y ninguna titulación. Tampoco se introduce en los institutos de nueva creación como hemos podido ver en las últimas convocatorias de oposiciones y de interinidades. Muchos niños aprenden algo en primaria y no pueden continuar en secundaria y son centenares las personas que se han quedado sin matricularse en las escuelas de idiomas, en las que hay grupos con un número de alumnado que hace inviable un buen aprendizaje. La Junta de Extremadura hizo el año pasado una campaña animando a aprender portugués. “Te abrirá muchas puertas” era el lema. La Asociación de Profesorado de Portugués de Extremadura se pregunta hoy quién está cerrándolas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cá está Buala!

Ilustração do livro O diário de Dandara, de Pedro Lucena

A amiga Virgínia deu-nos esta dica: Buala é um portal dedicado à cultura africana contemporânea que vale a pena conhecer. E, por sua vez, Lusofolia, dá esta dica para quem não o conheça.Há muito para ver e aprender.


BUALA é o primeiro portal multidisciplinar de reflexão, crítica e documentação das culturas africanas contemporâneas em língua portuguesa, com produção de textos e traduções em francês e inglês BUALA significa casa, aldeia, a comunidade onde se dá o encontro. A geografia do projecto responde ao desenho da proveniência das contribuições, certamente mais nómada que estanque. A língua portuguesa, celebrada na diversidade de Portugal, Brasil e Áfricas, dialoga com o mundo. 
 BUALA pretende inscrever a complexidade do vasto campo cultural africano em acelerada mutação económica, política, social e cultural. Entendemos a cultura enquanto sistemas, comunidades, acontecimento, sensibilidades e fricções. Políticas e práticas culturais, e o que fica entre ambas. Problematizar questões ideológicas e históricas, entrelaçando tempos e legados. No fundo desejamos criar novos olhares, despretensiosos e descolonizados, a partir de vários pontos de enunciação da África contemporânea. 
 BUALA concentra e disponibiliza materiais, imagens, projectos, intenções, afectos e memórias. É uma plataforma construída para as pessoas. Uma rede de trabalho para profissionais da cultura e do pensamento: artistas, agentes culturais, investigadores, jornalistas, curiosos, viajantes e autores, todos se podem encontrar e habitar este BUALA.

(Retirado de aqui, onde se podem ler mais dados e os nomes das pessoas que fizeram possível este portal: Marta Lança, Marta Mestre, Francisca Bugalho e Guillerme Cartaxo)

E para entrar em Buala é só clicar aqui:  Buala - cultura contemporânea africana



domingo, 7 de novembro de 2010

Portugal: País Convidado, País Esquecido

Concluído o “I Congreso Internacional: Medios de Comunicación en el Aula” que teve lugar na Assembleia da Extremadura, em Mérida, durante os passados dias 5 e 6 de Novembro – ao qual compareceram alguns dos nossos colegas, professores de português – desde a APPEX gostaríamos de fazer um pequeno balanço, ressaltando alguns aspectos que nos pareceram importantes.

Por um lado a organização do evento, representada por Juan Hernández, conseguiu juntar, num mesmo espaço – amplo, imponente e agradável – não fossem as desconfortáveis cadeiras de plástico, por uns arranjos de tecido disfarçadas de cadeiras de luxo -, importantes nomes do jornalismo espanhol – Campo Vidal, Mara Torres, etc... – levando à tona temáticas bastante relevantes para o ensino em geral, tal como a representação da escola nos meios de comunicação ou os perigos e vantagens das redes sociais ou ainda, oferecendo-nos alguns espaços de intercâmbio de experiências como aulas virtuais e rádios escolares, entre outros.



Por outro lado e, com grande pena dos participantes lusófonos e “lusodefensores”, para um congresso internacional, no qual o país convidado era, supostamente Portugal, o suposto aspecto internacional e a presença do país convidado, reduziram-se à presença do Jornalista Eduardo Jorge Madureira do jornal “O Público” em duas intervenções – no primeiro dia, já pela tarde em um dos “Talleres” propostos durante aproximadamete 30 minutos e no segundo dia, numa mesa redonda com 3 minutos de palavra – o que já foi bastante agradável. Estranhou-se, de forma gritante, a presença de algum representante português na abertura oficial do evento – recordando que Portugal era o país oficialmente convidado – cujo espalhafato protocolar contou inclusive com a presença de S.A.R. a princesa de Astúrias, entre outras representações políticas da região que não podiam faltar, claro está, dadas as dimensões mediáticas das personalidades presentes.


Por isso ficámos, posta de parte a qualidade da organização do evento em geral – um bem-haja a Juan Hernández – com uma pergunta persistente e incómoda: Não devia haver, na cerimónia de abertura, um representante oficial daquele país convidado que lhe dava um certo gabarito “internacional”? Isso porque o tal país... E, já agora, que país era mesmo?

sábado, 6 de novembro de 2010

Balanço das IV Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona



No passado sábado, dia 30, encontrámo-nos em Cáceres para celebrar as IV Jornadas da APPEX, organizadas nesta ocasião pela Área de Filologia Portuguesa da UEX. Apesar da ponte, reuniram-se na Faculdade de Filosofía y Letras de Cáceres, perto de cinquenta sócios. De manhã tivemos duas interessantes conferências. Durante a primeira, a Professora Adelina Moura apresentou alguns aspectos práticos relacionados com o uso da web 2.0 no ensino, reflectindo sobre algumas das suas experiências com alunos da Escola Secundária Carlos Amarante de Braga, nomeadamente sobre o uso do telemóvel como instrumento de aprendizagem. Na segunda apresentação, revimos o Acordo Ortográfico com a professora Otília Martins, da Escola Superior de Educação de Lisboa. As professoras da UEX, Mª Jesús e Iolanda, apresentaram o novo plano de estudos do Grado de Lenguas y Literaturas Modernas (Português) e a página web da área que pretende ser um espaço de informação das actividades universitárias dirigidas a toda a comunidade de docentes e alunos de português.



Para além desta parte formativa, desfrutou-se de um dia de convívio em que encontrámos colegas, partilhámos experiências e vivências e pudemos obter notícias uns dos outros. Na assembleia da APPEX debruçámo-nos sobre os problemas da implantação do português como segunda língua no sistema educativo extremenho e desenhámos uma nova estratégia de actuação para a APPEX. A Junta Directiva foi renovada a pedido da presidente, Ana Marcelino. À frente da nova equipa estará Jacques Songy, como Presidente, Virginia Gibello, como Vice-presidente, Emilia Valares, como secretária e Mª Jesús Fernández, como Tesoureira. Entre as conclusões desta assembleia de sócios podemos destacar: a realização das V Jornadas da APPEX para o ano 2011, em Mérida, coordenadas por Virgina Gibello, com uma orientação mais cultural e e dedicada ao espaço da Lusofonia; o envio de uma carta à imprensa coincidente com a reunião em Mérida dos membros da EUROACE (região europeia Extremadura-Alentejo-Região Centro) e a realização de um relatório (mais um!) sobre os problemas dos centros educativos com o ensino de português em todos os níveis (EOI, ensino básico, secundário, actividades extraescolares, universidade, etc.), para o qual a Junta Directiva precisa da colaboração de todos os sócios. Enviem, por favor, através da Lista da APPEX ou do mail que já conhecem: appex.dir@gmail.com, toda a informação que tenham sobre casos concretos.

As jornadas acabaram com a proclamação dos alunos vencedores do concurso Conheces Portugal? Falas Português?, organizado pela Área de Filologia Portuguesa da UEX. Os campeões foram alunos e professores dos liceus Extremadura de Montijo e Domingo Cáceres de Badajoz. Estes alunos que tão lindamente exprimiram as suas ideias sobre Portugal e a sua língua animam-nos a continuar o nosso trabalho.


Concluíram-se assim mais umas Jornadas da APPEX que confirmam, pelo alto nível de participação alcançado, a necessidade de que a associação se mantenha firme e forte, pelo que, uma vez mais não deixem de colaborar com as vossas opiniões e, sempre pertinentes, informações.

Assinado: APPEX


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"



Hemos recebido la siguiente información por correo electrónico:


Con ocasión del Bicentenario de la Capitalidad de Extremadura por parte de Valencia de Alcántara, como sede de la Junta Suprema de Extremadura, durante el asedio y toma de Badajoz en la Guerra de la Independencia, el Ayuntamiento de Valencia de Alcántara en colaboración con el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas ha organizado una serie de actividades bajo la denominación de Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"

Los actos tendrán su inicio el próximo viernes, 5 de noviembre, a las 18 horas, en el Centro Cultural Conventual Santa Clara, con un coloquio homenaje a dicho Bicentenario con la participación de:

Miguel Ángel Melón Jiménez, profesor de la Universidad de Extremadura, con la ponencia La Guerra de la Independencia en Extremadura.

María Ana Bernardo, profesora de la Universidad de Évora, con la ponencia El Alentejo en la Guerra de la Independencia Española.

Manuel Moreno y Cándido Flores, historiadores e investigadores locales con la ponencia Valencia de Alcántara en la Guerra de la Independencia, estado de la cuestión y propuesta de investigación.

El evento tendrá su continuación el sábado 6 con un desfile y recreación histórica a cargo de la Asociación de Recreacionistas Voluntarios de la Batalla de la Albuera.
Inicio: 17.30 horas
Lugar de salida del desfile: Plaza de Toros, y recorrido por la carretera nacional hasta Restaurante Tabú
Recreación Histórica: Aparcamiento Restaurante Tabú, con motivo de las Jornadas Gastronómicas Parque Tajo Internacional.

Envío adjunto cartel de las jornadas

Para cualquier información pueden contactar a través del correo cultura@valenciadealcantara.es

Esperando contar con su presencia, reciba un cordial saludo

Juan Carlos Corchero
Gestor Cultural
Ayto. Valencia de Alcántara