quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Calendário Indígena

Os índios brasileiros não tinham mais que rudimentos mínimos de um calendário, sem qualquer teorização ou padronização. Conheciam apenas as quatro fases da lua e sua repetição cíclica, e notavam algumas mudanças, como as épocas de calor, chuva, frio, cheias dos rios, piracema, amadurecimento dos frutos. Não dividiam o dia em horas.

Algumas tribos, como a dos guaranis, conheciam duas estações: do Sol (coaraci-ara) e das chuvas (almana-ara). Os caingangues, no Sul do Brasil, contavam até dez dias passados ou futuros, usando os dez dedos das mãos. "Ningké" significa "mão" e "ten" quer dizer "com". Reunidos esses ordinais com a palavra Sol, obtinham os dias da semana, e com a palavra Lua, as semanas.

Dias caingangues
1 pir
2 lenglé
3 tektong
4 vaitkanklá
5 petigare
6 - ningkéntenyrn
7 ningkéntenyrnlenglé
8 ningkéntengrutektong
9 ningkéntyrukenkta
10 ningkévaitklitp

Outros calendários

Fonte

Blogagem Coletiva - Elis Regina, 25 anos de saudades



Elis Regina Carvalho Costa nasceu em 17 de março de 1945 em Porto Alegre, RS.


Certamente a maior cantora brasileira de todos os tempos, além de ter sido a responsável pelo lançamento de alguns dos principais compositores brasileiros, como João Bosco e Aldir Blanc, Renato Teixeira, Fátima Guedes. Dizem que não lançou Chico Buarque porque Nara Leão foi mais rápida.

A "Pimentinha", tinha a perfeição como meta. Exigia muito de seus músicos e compositores, exigia de sua gravadora, exigia de sua voz.

Transferindo-se para São Paulo, deu a guinada que faltava em sua carreira. Foi aqui que Elis chegou a perfeição, e foi aqui que se transformou numa tradição, tal qual sua amiga Rita Lee. A Cidade a abrigou até quando se foi aos 36 anos, em 19 de janeiro de 1982.

Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. E era. A voz de Elis soava como instrumento afinado, não perdendo, nem por um minuto, o carisma e a emoção em cada canção.

Envolveu-se com tudo de forma radical - com a música, com a política, com a vida. Maldita para muitos, Elis tinha sempre a frase certeira, a mente afiada, propósitos firmes: "Cara feia pra mim é bode... Sou mais ardida que pimenta!".

Leia mais: Veja aqui a reportagem sobra a morte de Elis, na Veja

Nuno Júdice

Já falamos disto há alguns meses e já cá estamos, a poucas semanas de podermos ouvir, neste seco Inverno, os poemas de Nuno Júdice dos próprios lábios do poeta: será no dia 8 de Fevereiro, em Badajoz, organizado pela Aula Díez Canedo no MEIAC. Não vamos esquecer, pois não?

Por enquanto, eis alguns breves dados sobre este escritor, poeta e ensaísta português. Estudou Filologia Românica na Universidade de Lisboa, vindo depois a ser professor do ensino secundário. Actualmente, é professor da Universidade Nova de Lisboa. Tem livros traduzidos em Espanha, Itália, Venezuela, Inglaterra e em França. Tem escrito obras de ficção. Publicou o primeiro livro de poesia em 1972 e já recebeu os mais importantes prémios em Portugal, entre eles, o Prémio da Crítica 2001 pela obra Poesia Reunida 1967-2000.

Nuno Judice tem escrito muito sobre o amor, e de amor é que trata este poema:


Plano

Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Perigoso uso de estrangeirismos

Do blogue Imigrante sofre:

O juiz federal substituto da 1ª Vara de Guarulhos (Grande S. Paulo), Antônio André Muniz Mascarenhas de Souza, determinou que o governo federal fiscalize o uso de estrangeirismos em anúncios publicitários, sob pena de multa. Divulgada na quinta-feira (11) pela Justiça Federal, a decisão tem caráter liminar (provisório) e vale para todo o país.Expressões como "sale" ou "off", comuns em propagandas, deverão aparecer acompanhadas de tradução no mesmo destaque, em peças publicitárias em qualquer tipo de anúncios, vitrines, prateleiras ou balcões. A ação foi proposta pelo Ministério Público Federal.

O artigo na íntegra, aqui.

As sete maravilhas de Portugal

Cultura Portuguesa Contemporânea

Ciclo de conferências de "Cultura Portuguesa Contemporânea" organizado pelo Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres.

Lígia Borges (Leitora IC na UEX) *A cultura portuguesa desde o 25 de Abril*

11 de Janeiro – 19.00 – EOI Villanueva
17 de Janeiro – 19.00 – EOI Almendralejo
18 de Janeiro – 20.00 – EOI Navalmoral
19 de Janeiro – 19.00 – EOI Badajoz
24 de Janeiro – 20.00 – EOI Cáceres

Henrique Amaro (Locutor Antena 3) *Música eléctrica em Portugal*

21 de Fevereiro – 17.00 – EOI Badajoz
21 de Fevereiro – 20.00 – EOI Cáceres
22 de Fevereiro – 18.00 – EOI Villanueva

Sérgio Lima (Arquitecto) * Lisboa e a Expo 98*
6 de Março – 20.00 – EOI Cáceres
7 de Março – 19.00 – EOI Mérida
8 de Março – 18.30 – EOI Montijo
8 de Março – 20.00 – EOI Badajoz

Luís Correia Carmelo e Nuno Coelho (Contadores de Histórias) *Histórias de Liberdade*

11 de Abril – 17.00 – EOI Badajoz
11 de Abril – 20.00 – EOI Cáceres
12 de Abril – 18.00 – EOI Plasencia
12 de Abril – 20.30 – EOI Navalmoral
13 de Abril – 10.00 – IES Hernández Pacheco

Domingos de Andrade (Chefe de redacção – JN) *Os media e a sociedade portuguesa: 30 anos de percursos paralelos*

16 de Maio – 16.00 – EOI Cáceres
16 de Maio – 20.00 – EOI Plasencia
17 de Maio – 17.00 – EOI Badajoz
17 de Maio – 20.00 – EOI Mérida

sábado, 13 de janeiro de 2007

Versos de Jorge de Sena

Fotografia de Mário Cravo Neto



A vida é bela, sem dúvida:
sobretudo por não termos outra,
e sempre supormos que amanhã se entrega
o corpo que já ontem desejávamos.

(Estrofe VI do poema "O beco sem saída, ou em resumo...", in Exorcismos, 1972)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Consultório de Etiqueta. Um ou dois beijos?


Por Assunção Cabral - Sol

«Afinal, devem-se dar dois beijos ou um? Parece que nunca acerto: ou me deixam de cara no ar, ou sou eu que deixo os outros. Na vida profissional isto torna-se ainda mais embaraçoso». Cátia Costa

Primeiro conselho: acabe de vez com a beijaroquice na vida profissional. Está a internacionalizar-se o simples aperto de mão, mesmo entre mulheres. E assim resolve um dos principais embaraços. Avance de mão estendida a torto e a direito, sem dar oportunidade a mais nada.

De resto, foi a relativamente recente mania mediterrânica de beijarocar a torto e a direito que trouxe o problema.

Há uns anos, as coisas eram simples: como os beijos só se davam num círculo restrito de intimidades, com grande uniformidade de educação e comportamentos, não havia estes sobressaltos.

Nos mais raros cruzamentos de círculos, ou de classes, a mais alta esforçava-se por não deixar a cara à banda da mais baixa. A uniformização crescente, mais as telenovelas, vieram alvoroçar estes costumes.

Até porque, sem referências claras, há os que se limitam secamente a um beijo e os que exigem dois.

Reconheço que a tradição portuguesa, como a espanhola e a francesa, era de dois beijos. As classes altas que se refugiaram em Inglaterra, no tempo das lutas liberais, trouxeram de lá o comedimento saxónico, o beijo único – mais simples, mais elegante, mais rápido.

O que eu gostaria mesmo era que os beijos voltassem a ser um cumprimento muito íntimo, e o problema deixava de se pôr. Mas, como o tempo não volta para trás, ainda vamos ter de ver muita cara abandonada no ar.




quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Sampaio en Badajoz


Las relaciones hispano-portuguesas, el futuro de la Unión Europea, la inmigración, el proyecto del AVE y la cooperación entre las regiones fronterizas son algunos de los asuntos sobre los que se pronuncia el ex presidente portugués Jorge Sampaio en una entrevista concedida a HOY. Sampaio, una de las personalidades que ha marcado la política portuguesa de las últimas décadas, hablará en Aula HOY sobre 'Portugal-España. Contornos de un frente a frente'. La conferencia tendrá lugar el próximo miércoles, a la 20,15 horas, en el hotel Husa-Zurbarán de Badajoz.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

A polícia prende fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo




Paulista faz 115 anos como vitrine da maior cidade do país


Cerca de 800 mil pessoas passam pela avenida Paulista diariamente. Nesta sexta-feira passada, dia 8, foi o aniversário de 115 anos da via, inaugurada em 1891 como observatório de paisagens naturais da alta sociedade paulistana e conhecida como vitrine da maior cidade do país.

A Paulista pode ser percorrida em passos muito mais rápidos do que os ônibus lotados ou os cerca de 100 mil carros que cruzam a via todos os dias, principalmente de segunda a sexta, das 8h às 9h e das 18h às 19h. Mais veloz que a multidão, só o metrô.

De tempos em tempos, o tráfego cede espaço às multidões. São torcedores de futebol, eleitores, fiéis, sem-teto, servidores públicos desgostosos. Nos dias 31 de dezembro, como ocorre há 82 anos, é a vez da Corrida de São Silvestre. Depois, do Réveillon. Em maio último, a Paulista também parou. De medo.

Diante dos casarões da Paulista há uma passarela por onde desfilam camisas engomadas e calças sociais. Passam tênis e meias coloridas. Passam turistas. Poucos, mas passam.

No último dia 22 de agosto, no entanto, todos usavam gorros, lã, luvas. Os termômetros marcavam 8,5ºC. No último dia 31 de outubro, quem podia usava chinelos. Os termômetros marcavam 33ºC.

Atrações

Do "Thomas Alva Edson" de João Valente Filho, na Consolação; ao "Índio Pescador" de Francisco Leopoldo e Silva, na praça Osvaldo Cruz, há 11 esculturas ao longo da Paulista. Poucos são capazes de notá-las, em meio aos banners, cartazes, luminosos, outdoors.

Quem passa pela avenida pode sentar-se em um dos bares da "prainha" para tomar um chope com os colegas ou sentar-se na arquibancada formada pela escadaria do prédio da Rede Gazeta para assistir o vai-e-vem. Pode comprar chicletes a R$ 0,10 e hospedar-se em um hotel a R$ 363.

Na Paulista há cinco agências só do banco Itaú. Há também escritórios de outros 90 bancos --do Central do Brasil, da Espanha, da Argentina, da República do Uruguai, de Tóquio--, muitos fechados ao público. Os estrangeiros, além dos bancos, encontram também consulados --da África do Sul, da Coréia, do Japão, da França.

Os urbanistas são pessimistas quanto ao futuro da avenida, mas neste ano ela reafirmou seu rótulo de vanguardista ao entrar para o "Guinness", o livro dos recordes, como palco da maior Parada do Orgulho GLBT (gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais) do mundo, com 2,5 milhões de pessoas, de acordo com a PM (Polícia Militar).


Notícia relacionada: Camelôs da Paulista vendem de comida a artigos "importados"


Quem é o professor Pasquale?

Língua portuguesa

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

10 livros portugueses de 2006

De "Almocreve das petas"

1. Obra Breve (Fiama Hasse Pais Brandão, Assírio & Alvim)
2. Casa das Sementes (António Osório, Assírio & Alvim)
3. O Livro do Meio (Armando Silva Carvalho & Maria Velho da Costa, Caminho)
4. Entre Deuses e Césares - Secularização, Laicidade e Religião Civil (Fernando Catroga, Almedina)
5. Poesia e Alguma Prosa (Mário Saa, notas João R. Sousa, INCM))
6. A Moeda do Tempo (Gastão Cruz, Assírio & Alvim)
7. Camilo Broca (Mário Cláudio, Dom Quixote)
8. O Último Negreiro (Miguel Real, Quidnovi)
9. Analogia e Dedos (Pedro Tamen, Oceanos)
10. O Valor do Livro Antigo em Portugal/The Value of the Old Book in Portugal (João F. Pereira & José F. Vicente, Vol. I, Séc. XV e XVI)

sábado, 6 de janeiro de 2007

Natal dos Simples – José Afonso

Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro
Vamos às raparigas solteiras

Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra

Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro
Vamos às raparigas casadas

Quem tem a candeia acesa
Rabanadas, pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza

Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte

Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à 'ventura

Pam-pararan-ri-rí
Pam-pararan-ri-ri
Pam, pam, pam, pam.

Lisboa - Dakar 2007 (A mais conceituada prova de TT do Mundo!)


Mais uma edição do Lisboa - Dakar que promete muita emoção aos adeptos do desporto motorizado e do todo-o-terreno! Iniciou hoje a primeira etapa, com destino a Portimão. Amanhã, Málaga, e, depois, as areias dos desertos e das savanas do "continente negro".
A aventura promete...
(Bom ano 2007!!!)

De Zamora a Oporto en piragua (18 a 31 de julio de 1947)



En julio de 1947, seis jóvenes socios de la organización sindical “Educación y Descanso” recorrieron el Duero en piragua desde Zamora hasta su desembocadura en Oporto. Nunca encontré nada en Internet sobre ello, y aprovechando unas fotocopias de unos periódicos portugueses que guardaba mi padre —uno de aquellos seis “remadores espanhóis”—, hago aquí una transcripción resumida.

En el vehículo de apoyo que seguía a los piragüistas iba, entre otros, Luis Cortés Vázquez, zamorano “adoptivo” y de pura cepa, que en 1963 se convertiría en el primer catedrático de francés de la primera Facultad de Filología de Lenguas Modernas creada en España, en Salamanca. En el almoço regional ofrecido a todo el equipo al final del viaje, “Encantou toda a gente, pelo seu espírito e pela sua cultura, o estudante da Universidade de Salamanca, Luis Cortés y Vasquez, um humanista brilhante, que conhece a fundo a literatura portuguesa, recitando, completos, os cânticos dos «Lusiadas»”.

Habrá lectores, tanto portugueses como españoles, a los que le suene conocida una parte del lenguaje utilizado, pues también tenemos en común haber padecido una larga dictadura.

Los recortes son de los periódicos O Primeiro de Janeiro, O Comércio do Porto y Jornal de Notícias.

DE TERRAS DE ESPANHA A PRAIAS DE PORTUGAL…

Chegaram ontem seis remadores espanhóis, vindos da cidade de Zamora através da via fluvial do Douro

De terras de Espanha a praias de Portugal.

Cerca de 400 quilómetros percorridos em 18 dias – vencendo todos os obstáculos, encarando com firmeza os imponderáveis de uma viagem acidentada.

Da cidade espanhola de Zamora à Foz do Douro, conduzindo três frágeis «pirogas», seis jovens remadores – dois em cada – trouxeram-nos uma saudação de amizade da nação vizinha como símbolo da fraternidade que nos une, a nós, peninsulares!

Chegaram ao cair da tarde, com o sol a preparar-se já no horizonte, distante. Dorsos tisnados pelo sol – sorriso franco de quem lutou e soube vencer, os desportistas espanhóis tiveram entusiástica recepção.

Estava concluída a tarefa a que se haviam proposto. O mar, ali a duas braçadas, foi para eles, nesse instante, o desencanto da «bela adormecida»… Todas as dificuldades, todas as vicissitudes passadas, já não eram mais do que gratas recordações de uma luta gloriosa. Dezoito dias e dezoito noites, as águas do Douro – constantes no seu cantar, ora arrogantes, ora meigas – pareciam escarnecer do seu ánimo forte e do esplendor da sua juventude.

As três «pirogas» foram conduzidas a «duo» pelos seguintes remadores espanhóis: Pedro Ladoire – chefe da caravana –; Héctor de la Peña, António Felipe, Fidel Cuadrado, António Pascual e Luiz Angel Garcia, todos associados do organismo patriótico «Educación y Descanso».

Sairam da cidade de Zamora no dia 13, pelas onze horas da manhã, onde tiveram entusiástica despedida por parte dos desportistas locais, que em grande número se juntaram na «Ponte de Pedra», ponto de embarque.

A primeira etapa foi de 40 quilómetros – até junto da foz do Esla, afluente do Douro em Espanha. Percurso sem dificuldades de maior e vencido sem grandes sacrifícios. Depois, nova etapa de 40 quilómetros, mas esta violentíssima – e tanto, que ao passarem na povoação de Villalcampo uma das embarcações se voltou de maneira a oferecer sérios riscos aos seus ocupantes: António Felipe e Luiz Angel Garcia.

Mas os maiores obstáculos ainda estavam por vencer – e surgiram, temerários, nos 120 quilómetros do «Douro internacional» – até que no dia 28, com quinze dias de viagem alcançaram a fronteira portuguesa, junto à Barca d’Alva. Ontem, depois de paragem na Régua e em Entre-os-Rios, os remadores chegaram à Cantareira [às 18 horas e 40 minutos], concluindo com brilhante êxito a sua arrojada empresa.

Tras relatar la calurosa acogida por parte de numerosas autoridades, el periodista cuenta que los deportistas españoles se dirigieron al Gobierno Civil y al Consulado de España “onde foram apresentar cumprimentos. Hoje, na «Pousada do Galo», é-lhes oferecido um almoço regional pelo chefe de distrito".


terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Parabens



Hoy hace un año que Lusofolia echó a andar. Felicidades a tod@s l@s colaborador@s y participantes.


segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

carlos drumond

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade
(De Fala Bonito)


domingo, 31 de dezembro de 2006

Balanço do ano em Portugal

Ano 2006 - Portugal
Escolas, maternidades, canais de televisão, cursos unversitários, a Festa da Música, fábricas, SCUTs... Uma parte do mundo tal como o conhecíamos desapareceu em 2006. Como se reflectem as mudanças na vida dos portugueses?

Cronologia 2006 - Galeria de fotos

As personalidades e os acontecimentos que marcaram o 2006 en Portugal, reportagem da revista Visão.
_______________

Esquerda.net
_______________

Um ano de crónicas, no Diário de Notícias.

_______________

Dicionário 2006

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Lembrando a matança

Uma das efemérides deste 2006 que passa é o aniversário de 70 anos da Guerra Civil espanhola, um conflito de três anos seguido de uma ditadura de décadas que ainda divide e angustia o povo.
Desde que caiu a ditadura de Franco, os políticos da Espanha aprenderam a não mexer no vespeiro. A Guerra Civil é um bicho complexo: morreu gente à esquerda e à direita, morreram brutalmente e de um lado, do outro, matou-se brutalmente.
Há diferenças: o exército franquista matou por ordem direta do comando, ordens do topo da hierarquia militar; na esquerda, o comando republicano não tinha controle sobre as milícias sindicais e marxistas que se espatifavam em denominações várias. Se os líderes tentavam conter as execuções sumárias clamando por legalidade, não conseguiam quase nunca.
Foi um banho de sangue no qual se destaca a eficiência do time de Franco.
O premiê espanhol José Luís Zapatero decidiu meter a mão no vespeiro. Ele quer o reconhecimento público e oficial não apenas das vítimas da guerra, mas também as da ditadura. Uma lei que apresentou perante o parlamento nomeia um comitê não para acusar assassinos mas para listar os nomes de quem morreu, foi torturado ou preso. Ainda há grandes covas colectivas sendo descobertas no país.

Pedro Dória em No Mínimo

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

domingo, 24 de dezembro de 2006

O céu de Suely



O Céu de Suely- isso é cinema. Cid Nader

Bastante prestigiado e aclamado por seu longa de estréia, “Madame Satã”, o diretor Karim Aïnouz abriu caminhos facilitadores para a apreciação de novas obras suas por parte dos críticos e de uma cinefilia mais “engajada”. Um perigo ser adorado e pré-avaliado por histórico tão curto; por currículo tão exíguo – bastante comum casos sucedidos de “diretor de uma obra só”. Mais ainda – para mim -, pelo fato de seu “mitológico” filme de estréia, não ser merecedor de tantos elogios e divagações com os quais foi agraciado e abençoado. “Madame Satã” tem alguns grandes méritos – evidentes, principalmente, por se tratar de filme inicial -, mas está longe de ser obra excepcional, por um certo medo em sua contextualização definitiva. Pode parecer insano de minha parte impingir a um filme tão “ousado” – ou a seu diretor - a palavra medo: mas é justamente isso o que mais me chamou na atenção ao final, quando constatei – ou imaginei constatar – que a virulência imagética adotada na construção impediu que o contexto da história e do personagem tomasse uma verdadeira posição de importância imprescindível, afastando as razões e “essências” a serem reveladas, e exploradas, de uma visita mais aprofundada, conseqüentemente reveladora, por parte do público, e deixando como marca um verniz um tanto ralo das atuações espalhafatosas e ousadas. O que quero dizer é que toda uma construção formalista muito bem sacada e concretizada se fez de importância superior às motivações, pensamentos e razões de atitudes do famoso bandido homossexual carioca.

Só que Karim jogou ao chão meus temores e confirmou credibilidade àqueles mais entusiasmados do que eu com essa sua nova obra, “O Céu de Suely”. Toda a sua potencialidade, presumível – mais desejada, seria o mais correto - pelo primeiro trabalho, comparece tinindo agora, com um diretor visivelmente mais amadurecido, menos “gratuitamente pirotécnico”, confirmando ser uma das grandes revelações no mundo das artes brasileiras – trabalha em outros setores das artes, também, o moço. O filme é um primor de realização, com suas soluções estéticas bem idealizadas e concluídas, num arremate das idéias emprestadas à trama digno da complexidade da história. Contando com a atuação surpreendente da novata Hermila Guedes e do já conhecido, contido e maravilhoso ator, João Miguel, o diretor já se “garantiu” de cara no importante quesito das atuações, com – também - ajustadíssimas composições dos coadjuvantes, corretos e bem delineados, desde a veterana Marcélia Cartaxo até o pequeno filho de Hermila, que tem suas reações devidamente transferidas e bem utilizadas para a proposta do filme.

Contar a volta do nordestino à sua terra, voltando da grande cidade (São Paulo, no caso), parece ser a grande novidade que um grupo de cineastas da região resolveu tornar mote condutor de suas histórias. Karim foi extremamente feliz quando construiu uma personagem que volta com sinceras esperanças de um recomeço, mas que percebe aos poucos que nada é tão fácil, nunca, que sofrer parece parte inerente da condição humana. Como lidar com isso? A resposta encontrada pelo diretor é de uma singularidade única: quando percebe que seu destino ainda está em fase de formação – longe da acomodação -, Hermila imagina um paraíso muito particular como a solução mais à mão para o período mais breve e próximo. No meio dessas mudanças surge e ganha corpo a figura de João Miguel, que acompanhará a busca de sua amada/pretendida – sim, ela é sua amada – de maneira calma, interrompida uma única vez por um belo momento de “explosão” apaixonada. Os espaços – algo vasto e agressivamente óbvio ao olhar do estrangeiro – grandes e devastados da região são filmados de maneira reverencial, com amplas tomadas de câmera e sutis mudanças na granulação. Já os corpos são filmados de perto, muito próximos, com extrema valorização dos detalhes; como um convite para que fossem tocados por nós.

Um momento em que câmera acompanha – de ré – o caminhar de Hermila e de João, que vem em sua “perseguição”, poderia servir de exemplo concreto para o exercício de “pirotecnia” sem gratuidade. A cena final, grandiosa e demorada em sua conclusão, é bela a não mais poder. E mais, durante o seu transcorrer, oferece à nossa imaginação diferentes possibilidades para seu desfecho, sendo que qualquer uma resultaria maravilhosa, tanto quanto foi maravilhosa a escolhida pelo próprio diretor. Karim Aïnouz já é uma realidade – devo admitir. Cinequanon

Outros sites de cinema no Brasil:
Balanço cinema brasileiro 2006


sábado, 23 de dezembro de 2006

Arte brasileira

Tarsila de Amaral, Autorretrato ou Le Manteau Rouge

Um passeio pela arte brasileira dos séculos XX e XXI


sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Como sentem os animais?


Animais excepcionais é uma interessante página onde aprendemos a conhecer mais profundamente a vida animal e como são tratados pelos seres humanos. Os professores poderão encontrar material para elaborar actividades originais e diversas, entre elas o debate, e introduzir a educação em valores através do ensino do português.

Outros links:
Associação animal
Liga portuguesa dos direitos dos animais