terça-feira, 29 de julho de 2008

Alentejo-Extremadura: Câmara de Évora lidera rede transfronteiriça 7x7


A Câmara Municipal de Évora está a liderar o processo de criação de uma nova rede de cooperação transfronteiriça, entre alguns municípios do Alentejo e da Extremadura espanhola, denominada 7x7, cujos objectivos passam pela dinamização de projectos de iniciativa local introduzindo uma dimensão transfronteiriça, promovendo a cooperação entre os promotores da Rede. A criação de redes de trabalho entre os municípios/ayuntamientos aderentes, facilitadoras da projecção do território e da competitividade das suas cidades é outras das grandes ambições desta Rede, cuja grande novidade é o seu carácter informal. Para a constituição da Rede 7x7, em que Cáceres lidera do lado de lá da fronteira, Évora convidou os municípios de Estremoz, Beja, Moura, Portalegre, Elvas e Montemor, enquanto que na Extremadura os Ayuntamientos de Plasencia, Mérida, Badajoz, Zafra, Almendralejo e Coria estão a analisar os objectivos da Rede para posteriormente procederem à sua integração formal. A Rede 7x7, que teve recentemente uma cerimónia de apresentação em Cáceres, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Évora, irá agora preparar o seu primeiro plano de acção, visando, entre outros aspectos, dinamizar a cooperação entre as entidades regionais de ambos os lados da fronteira e entre estas e os agentes económicos, sociais e culturais.
In http://noticiasdecastelodevide.blogspot.com

Apresentadas 328 candidaturas ao Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013


"Foram apresentadas 328 candidaturas (conforme quadro síntese junto) ao Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013 até ao final do prazo de apresentação de projectos da primeira convocatória que terminou no passado dia 30 de Junho de 2008.
17 projectos “estruturantes”
A primeira convocatória de projectos realizada no âmbito do Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013, anunciada a 7 de Fevereiro de 2008, no Seminário de Apresentação do Programa em Badajoz, desenrolou-se em duas etapas: a primeira fase, concluída a 15 de Abril de 2008, com a apresentação de 311 candidaturas; a segunda fase, até ao passado dia 30 de Junho, com a apresentação de 17 projectos “estruturantes”.
Dois eixos prioritários
O Secretariado Técnico Conjunto do Programa, sediado em Badajoz, recebeu então, nesta primeira convocatória um total de 328 candidaturas, verificando-se uma maior incidência nos eixos prioritários 1: “Fomento da Competitividade e Promoção do Emprego” e 2: “Ambiente, Património e Prevenção de Riscos”.
150 milhões de Euros até 2011
Esta convocatória tem como âmbito de aplicação as seis Áreas do Programa, cinco de carácter territorial e uma de carácter nacional/plurirregional. A ajuda FEDER disponível para esta convocatória atinge o montante máximo de 151.306.169,00 euros e o prazo de execução dos projectos aprovados nesta primeira convocatória terminará entre 31 de Dezembro de 2010 e, para os estruturantes, 31 de Dezembro de 2011.
Decisões em Outubro e Novembro
Nesta altura, o STC já procedeu à verificação das condições de admissibilidade das 328 candidaturas apresentadas, encontrando-se na fase de análise e avaliação dos projectos, juntamente com os Coordenadores Regionais/Nacionais. As reuniões dos Comités Territoriais e do Comité de Gestão do Programa estão previstas para Outubro e Novembro de 2008, com o objectivo de notificar as decisões do Comité aos Beneficiários Principais (Chefe de Fila) dos projectos, no final do ano".

in http://noticiasdecastelodevide.blogspot.com

sábado, 26 de julho de 2008

Lula, a língua espanhola...e a portuguesa


Lula recebeu prêmio pela sua contribuição à divulgação e presença da cultura espanhola com a sanção da lei que tornará obrigatório o ensino de espanhol em escolas públicas e particulares do Brasil e fará com que mais de nove milhões de alunos aprendam o idioma.


Quando é que um governante espanhol poderá receber um prêmio parecido por ter contribuído à divulgação da língua portuguesa?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

O Nosso Século é Fascista

"Salazaristas e franquistas julgaram que o século XX seria um século fascista. Uma Nova Ordem emergia tanto da repressão que Salazar fez abater sobre reviralhistas e operários, como das ruínas da Espanha devastada pela Guerra Civil, como sobretudo das grandes vitórias internacionais que nazis alemães e fascistas italianos conseguiram até meados da II Guerra Mundial.

Conjuntamente com estes, Salazar e Franco autodescreveram-se como novos e até revolucionários; diziam querer construir, ou reconstruir, ou manter, contra a vontade de britânicos e franceses, impérios e consciências imperiais e condenavam a América plutocrática e imperialista; mobilizaram-se acima de tudo contra a URSS, o bolchevismo e o que chamavam o comunismo asiático e reconheceram política e economicamente, até quase ao final da guerra, a ocupação nazi de quase toda a Europa continental, elogiando, por exemplo, os colaboracionistas de Vichy como ilustração do que seria o modelo da futura cooperação entre os Estados europeus e uma Alemanha vitoriosa.

Ao contrário do que diria depois da guerra a propaganda das duas ditaduras ibéricas, salazaristas e franquistas suspeitaram sempre do papel das minorias judaicas na Europa e chamaram terroristas aos que resistiam à ocupação nazi-fascista, primeiro em França, depois na Jugoslávia e na Grécia, depois na URSS.

Este livro, apresentando uma variedade de provas documentais muito rara, ajuda a perceber a natureza intrinsecamente fascista das duas ditaduras ibéricas, como elas se deixaram arrastar pela mais mortífera ilusão do século XX – e como no Portugal e na Espanha dos nossos dias se tornou essencial reagir à vaga branqueadora das ditaduras e das experiências autoritárias, cuja recuperação moral e política significa uma muito séria ameaça à democracia".

Um livro enorme (mais de 800 páginas), no entanto, apesar de não o ter terminado, já pude ver que vale bem a pena. Quanto ao seu autor, um dos autores mais interessantes que conheci nos últimos tempos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

"Português Língua Segunda e Língua Estrangeira"

Acabou de sair Português Língua Segunda e Língua Estrangeira, pela LIDEL, com coordenação de Paulo Osório e Rosa Marina de Brito Mayer. "Este volume é constituído por um conjunto de artigos de diversas áreas no âmbito do Ensino do Português Língua Segunda (PL2) e do Português Língua Estrangeira (PLE). Todos eles convergem para os domínios da Linguística Aplicada ao Ensino de Línguas e da Didáctica de Línguas. Contudo, ressalve-se que emerge, ao longo da obra, uma nova área, ou seja, a área do Ensino-Aprendizagem de PL2 e PLE, enquanto área inovadora e autónoma. Não negamos, todavia, que se trata de um campo subsidiário de outros domínios científicos.

Realçamos para além das várias formas de análise teórico-metodológica do fenómeno linguístico em apreço encontradas neste volume, as múltiplas referências bibliográficas aqui feitas, os diferentes corpora explorados, bem como as múltiplas estratégias de ensino de PL2 e PLE apontadas. Acresce, também, a importância dada a questões de aquisição de L2, nomeadamente no texto intitulado “Aquisição de L2”.

Este livro pretende colmatar alguma falta de estudos neste âmbito, nomeadamente num país com escolas cada vez menos monolingues e monoculturais, onde a diversidade linguística e cultural é cada vez maior (os coordenadores).

Para mais informações (nomeadamente a lista de contribuições e de autores):

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Era uma vez um rei... Centro Virtual Camões

O Centro Virtual Camões há algum tempo que renovou os conteúdos antigos e criou novas seções de grande interesse para os professores de português língua estrangeira. Desta vez ocupam-se dos mais pequenitos, e oferecem a versão digital da colecção do Expresso "Era uma vez um rei". São histórias dos reis de Portugal adaptadas ao público infantil como se fossem contos, acompanhados de belas ilustrações, áudio, e canções, o que converte este recurso em magníficos audolivros. Muitos parabens ao CVC pela iniciativa!



Pessoa y los heterónimos, conferencia de Gonzalo Torrente Ballester


La Fundación Juan March cuelga los archivos de audio de los ciclos de conferencias realizados en Madrid desde 1975. Podemos escuchar a los mejores especialistas españoles en literatura, filosofía, historia, arte, economía, música.

Pessoa y los heterónimos, conferencia de Gonzalo Torrente Ballester

domingo, 20 de julho de 2008

Palavras curiosas

Parafuso é uma das palavras portuguesas mais curiosas para os alunos espanhóis. Em Lisboa podem encontrar " a casa onde moram"

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Casi 800 alumnos participan en el programa de inmersión lingüística que oferta campamentos de inglés y portugués

Europa Press

Un total de 770 alumnos del tercer ciclo de Primaria y el primer ciclo de ESO participan en los campamentos de inglés y portugués del Programa de Inmersión Lingüística que la Consejería de Educación desarrolla durante los meses de julio y agosto, en periodos de 12 días, para que los escolares aprendan idiomas de forma "lúdica y divertida".

El Programa, que tiene un coste de 300.000 euros, tiene como objetivo consolidar el aprendizaje los idiomas ofertados, aprender a comunicar, participar y motivar a los alumnos participantes, a través tanto de clases formales como de diversas actividades deportivas y medioambientales, clases lúdicas, talleres de ocio y tiempo libre y juegos cooperativos.

Entre las novedades de esta tercera edición, en la que se han ofertado 80 plazas más que el pasado año, destaca la incorporación del campamento de portugués ofertado para los primeros 12 días de julio a alumnos del tercer ciclo de Educación Primaria matriculados en los centros públicos que desarrollan el Programa de Lengua y Cultura Portuguesa y en los que imparten portugués como segunda lengua.

Según informó hoy la Junta en nota de prensa, la Consejería de Educación, que "continuará aumentando" el número de plazas en años sucesivos, da respuesta al "creciente interés que entre la población extremeña tiene la lengua lusa", un idioma que está implantado en las escuelas oficiales de idiomas, como tercer idioma en Secundaria y como segundo en muchos colegios de Primaria.

Los distintos campamentos se desarrollan en las residencias 'Mario Rosso de Luna', 'Caminomorisco' y 'Universidad Laboral, de la provincia de Cáceres, y en la de 'Caja Badajoz', de la capital pacense, donde las actividades son organizadas e impartidas por la "innovadora" empresa extremeña LÉGOLA, que cuenta con una experiencia de diez años en el desarrollo de programas lingüísticos.

El Programa de Inmersión Lingüística es una de las actuaciones contempladas en el Plan 'Linguaex', un proyecto puesto en marcha por la Junta de Extremadura para conseguir que los ciudadanos extremeños mejoren sus habilidades lingüísticas en otros idiomas de la Unión Europea












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sábado, 12 de julho de 2008

Espelhos de Galeano


Crônica de Emir Sader, Brasil

Uma vez ao mês, mais ou menos, ele "o nosso melhor escritor" nos brinda com uma crônica que fala de tudo e de todos, em poucas palavras e linhas. Diz tudo, com a contundência, a erudição e o fervor moral de quem desvenda as leis ocultas do nosso tempo e as torna legíveis aos olhos de todos. Como se estivesse atendendo ao pedido desesperado de Brecht, quando falava da maior das dificuldades para dizer a verdade: não era a de descobri-la, a de separar as essenciais das inócuas, mas a de fazê-la chegar a quem mais precisa delas, as maiores vitimas das mentiras do nosso tempo.
Para isso, escolher uma linguagem compreensível, buscar exemplos do cotidiano, falar do que importa para uma vida melhor, denunciar o inaceitável e levantar esperanças donde só se pode ver miséria, desencanto e morte. Para que a verdade seja reconhecível para quem vive embrulhado por inverdades, principalmente pelas mentiras do silêncio sobre o que é fundamental, invisível aos olhos e corações, como tarefa cotidiana da imprensa mercantil.
Cada tanto tempo ele nos regala com livros. Alguma vez me perguntaram que livro eu recomendaria a alguém que fosse ler um único livro e eu respondi: O mundo de cabeça para baixo. Agora tenho que acrescentar: no século passado. Neste recém nascido, eu diria: Espelhos ? Uma historia quase universal.
Ele se chama Eduardo Galeano, vive em Montevidéu, mas habita o mundo e os nossos corações. É o mais subversivo dos seres humanos, por isso o Brasil é o único pais dos que eu conheço, que não publica suas crônicas regularmente na chamada grande imprensa. Não querem dar tiro nos seus próprios pés ? ou no próprio bols, permitir comparações com os ventríloquos dos poderosos que eles publicam diariamente. Fazem bem. Censuram por razões compreensíveis, tornam mais saborosos ainda os textos do Galeano.

Espelhos:
Os espelhos estão cheios de gente.
Os invisíveis nos vêem.
Os esquecidos nos recordam.
Quando nos vemos, nós os vemos.
Quando nos vamos, eles se vão?

Essa a abertura. Na última capa:
Este livro foi escrito para que não se vão.
Nestas páginas se unem o passado e o presente.
Renascem os mortos, os anônimos têm nome:
os homens que levantaram os palácios e os templos de seus senhores;
as mulheres, ignoradas pelos que ignoram o que temem;
o sul e o oriente do mundo, desprezados pelos que desprezam o que ignoram;
os muitos mundos que contêm e esconde;
os pensadores e os sentidores;
os curiosos, condenados por perguntar,
e os rebeldes e os perdedores e os loucos lindos que foram e são o sal da terra.

Não digo mais nada, não cito mais nada, me entristeci quando terminei a leitura dos quase 600 relatos, ai me alegrei quando recomecei. Só lhes digo: leiam, leiam todos os seus relatos. Mas sobretudo leiam a história de Rosa María, a primeira negra alfabetizada no Brasil, como nasceu, como viveu e como desapareceu. Nos enfeitiçamos com ela e com os espelhos em que reconhecemos o mundo que criamos e recriamos todas as horas, mas em que fingimos não nos reconhecermos. Espelhos de nós mesmos. Obrigado, Galeano.

domingo, 6 de julho de 2008

Arroz doce guloso de Portugal

Ingredientes
Arroz Carolino: 100 g
Limão: q.b.
Canela: 1 pau
Ovo: 2
Leite Condensado: 1 lata de 250 g
Nata Fresca: 1 pacote de 100 ml
Sal: q.b.

Preparação
Leva-se o arroz a cozer em meio litro de água, juntamente com a casca de limão, o pau de canela e o sal. Coze até a água evaporar.
Deixa-se repousar por breves instantes e retira-se o pau de canela e a casca de limão, enquanto se mistura muito bem numa taça o leite condensado, as natas e as gemas.
Por fim envolve-se este preparado muito bem com o arroz (verificar se ficou cozido) e deixa-se cozer cerca de 3 minutos até as gemas casarem com as natas e o leite condensado.
Sugestões
Polvilhe com canela (seja criativo/a) e sirva em taças individuais.

sábado, 28 de junho de 2008

Palavras de Ruy Belo




NA COLINA DO INSTANTE

Há um cheiro de absinto quando os capricórnios
da casca apodrecida dos carvalhos velhos
iniciam seu voo pelo mês de junho
Colhemos avelãs ao longo do jardim
onde as tílias ao vento espalham o aroma
A frescura da fruta vence o sol rasante
Somos quem fomos caminhamos tão de leve
temos tamanha dignidade de crianças
que nem a morte aqui de nós se lembraria
nem mesmo a monstruosa flor de outros destinos
nem qualquer outra das repúblicas do ódio
encresparia o calmo mar do fim da tarde
É à celebração sagrada do acaso
à festa da essência mineral do mundo
que o sol procede no segredo deste templo
A tarde é tudo e tudo são caminhos
Somos eleitos cúmplices da hora
Aqui não chega o desatino do verão
esqueço a aversão dos meus antepassados
e levanto-me sobre a derradeira luz
Por instantes sou eu ninguém morreu aqui
ó minha vida esse processo que perdi

domingo, 22 de junho de 2008

El portugués sí es un juego

Solamente el colegio Extremadura imparte el idioma luso en Cáceres, y lo hace con éxito. La clase se convierte en una ludoteca y los niños no paran de reír entre ´pescoço´ y ´pica-pau´.

Um, dois, trªs, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez... Los alumnos del colegio público Extremadura muestran entusiasmados su gran dominio de los números en portugués, pero lo que más divertido les resulta son las partes del cuerpo: " Barriga da perna significa gemelos. Pescoço es cuello, vamos, pescuezo. Y maça de Adao es la nuez, que en Portugal llaman manzana de Adán", explican satisfechos. Estos veinte niños son los únicos de toda la capital cacereña que estudian el idioma luso en su colegio, y lo hacen dentro de las actividades complementarias, en horario de tarde. "Los chicos suelen preferir otras alternativas como informática, juegos o baloncesto, por eso nos sentimos tan orgullosos de llevar ¡cinco años! con las clases", explica ilusionada la profesora, Sandra Hurta.

El éxito se debe tanto a la respuesta de los padres y del alumnado, muy positiva (hay 20 escolares inscritos), como al empeño de la docente, que convierte el aula en un juego de principio a fin. Los niños, de 1º a 5º de Primaria, disfrutan de lo lindo, incluso acaban de representar la obra de teatro A Gata Borralheira (La Cenicienta ) en el colegio Boa Fé de Elvas, con el apoyo del Gabinete de Iniciativas Transfronterizas. La experiencia tiene tan buena acogida que existe el proyecto de convertir el portugués en la tercera o segunda lengua leccionada del colegio Extremadura.

Mejores que los adultos

"Da lástima que en Cáceres seamos el único centro que ofrece este idioma, teniendo en cuenta la proximidad del país vecino y lo que ello significa en todos los ámbitos. En Badajoz son cerca de una decena los colegios que enseñan portugués", señala la profesora, que agradece esta iniciativa al empeño de la propia dirección. Los progresos se hacen muy evidentes: los niños logran una buena pronunciación en solo un año por su gran facilidad de aprendizaje, mucho mayor que la de los adultos. "La fonética les resulta más sencilla, la pillan rápido, porque siempre imitan, siempre repiten...", matiza la docente.

Pero sobre todo, Gonzalo, Nuria, Gristea, Marta, Raquel, Andrea, Ana y el resto de sus compañeros se divierten en la clase, completamente lúdica desde el inicio hasta el final. Juegan a El pañuelo , a Bomba o al Ahorcado , realizan dibujos y murales, cantan, hacen teatro, bailan piezas del folclore luso y hasta salen de excursión... "Funcionamos como una ludoteca, con la peculiaridad de que hablamos todo en portugués. Al principio los niños me miran extrañados, pero se acostumbran", precisa Sandra Hurta.

Y así, poco a poco, los alumnos ya se saben de memoria los colores, sobre todo los más llamativos: "Les encanta pronunciar el cor-de-laranja o naranja, y el cor-de-rosa , o rosa". También se divierten mucho con los animales, especialmente con el macaco o mono, la borboleta o mariposa, y el pica-pau o pájaro carpintero. "Y tampoco faltan las recetas de cocina, como los pasteles de bolacha (galleta) y Belem (típico de Lisboa)", detalla la profesora. Los niños ya hacen incluso de intérpretes de sus familias cuando viajan a Portugal, y eso sí que les anima a sentirse importantes: "¿Hoy queréis comer frango o presunto...?".


El Periódico de Extremadura

terça-feira, 17 de junho de 2008

O site do Paulo Leminski


Vale bem a pena conhecer a obra do curitibano Paulo Leminski (1944-1989) neste óptimo sítio: kamiquase p. leminski.


lembrem de mim
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça

* * * * * * *

um dia
a gente ia ser homero
a obra nada menos que uma ilíada

depois
a barra pesando
dava pra ser aí um rimbaud
um ungaretti um fernando pessoa qualquer
um lórca um éluard um ginsberg

por fim
acabamos o pequeno poeta de província
que sempre fomos
por trás de tantas máscaras
que o tempo tratou como a flores

* * * * * * *

Amor, então
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Festival Sete Sóis Sete Luas



O Festival Sete Sóis Sete Luas, em 2008 na sua XVI edição, é promovido por uma Rede Cultural de 30 cidades de 9 diferentes Países: Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal.

Realiza projectos de música popular, de teatro de rua, de artes plásticas, com a participação de grandes figuras da cultura europeia e mediterrânea.

Recebeu o apoio da União Europeia com os Programas Caleidoscópio, Cultura2000 e Interreg IIIB Medocc, pela dimensão europeia e qualidade cultural do projecto.

Os Presidentes Honorários do Festival são os Prémio Nobel José Saramago e Dario Fo.

sábado, 31 de maio de 2008

Parlamento Português aprova acordo ortográfico




De Lisboa para a BBC Brasil


Acordo é primeiro passo para internacionalização da língua
Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou nesta sexta-feira o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos.

Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos – desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda – com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.

As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.

Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: “Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores”.


Vitória brasileira?
Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo. O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais.


“A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo”, afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS. Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição – Zita Seabra e Vasco Graça Moura – não estavam no plenário na hora da votação. Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Alterações
Os estudos lingüísticos que basearam o acordo indicam que os portugueses terão mais modificações do que os brasileiros. O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto no Brasil apenas 0,43% sofrerão mudanças. Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o “c” em acto, direcção e selecção, e o “p” em excepto.

A nova norma acaba com o acento no “a” que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).

Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo – o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.

Os portugueses manterão o “c” em facto – fato em Portugal é roupa – e vão tirar o “p” que no país não é pronunciado na palavra recepção.
Atraso
Aprovar as mudanças foi um longo processo. O conteúdo do acordo já tinha sido aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que os Parlamentos ratificassem o protocolo modificativo.

O protocolo previa que o acordo entrasse em vigor quando três países aprovassem o acordo – e não todos os que falam o português, como estava no texto original. No ano passado, São Tomé e Príncipe foi o terceiro a aprovar o acordo, dando validade ao documento.

Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.
“É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso”, afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.

domingo, 25 de maio de 2008

Entrevista en HOY. El futuro de la Filología Portuguesa

En la edición de HOY aparece una entrevista con Juan Carrasco.

«Este es el momento, desde luego», asegura Juan Carrasco, profesor de Filología Portuguesa y director del Departamento de Lenguas Modernas de la Universidad de Extremadura (UEx). Se refiere a la adaptación de los estudios universitarios al Espacio Europeo de Educación Superior, que le ha llegado al conjunto de las filologías en un momento de declive.«Estamos todas las universidades igual», asegura. Esta semana, una jornadas han abordado la enseñanza del portugués en Extremadura y su futuro.
-¿Cuál es el futuro de la Filología Portuguesa?
-Dependerá de qué tipo de titulación podamos ofrecer, una titulación orientada a las salidas profesionales. Creo que debemos hacer un título más moderno, en la línea de lo que se hace en otros países europeos. Va a ser un grado (de cuatro años) muy básico, compartido los dos primeros cursos con Hispánica, Clásica y Francés, aunque todavía está por confirmar. Pero lo que queremos es darle luego distintas especialidades con los másters, los estudios de posgrado.
-¿Qué especialidades?-Principalmente tres: un máster de docencia, que será obligatorio para todos lo que quieran dedicarse a dar clases; un máster seguramente en traducciones, que todavía hay que concretar; y un tercero en lenguas aplicadas, por ejemplo, a empresariales, a actividades de turismo, judicial... Todos los alumnos salen de la facultad con dos idiomas, y lo que queremos es que nuestros alumnos dependan menos en su futuro laboral de cuántas plazas salen en los institutos para dar clases. Las salidas son muchas y el conocimiento de idiomas es algo que cada vez se pide más, en realidad, lo que se pide es un segundo idioma porque sólo con el inglés igualas a mucha gente.
-¿Los másters harán más atractiva la Filología Portuguesa?-Con esos perfiles es fácil que se consigan otras salidas profesionales, algunas en Extremadura y otras no. Hay que ser conscientes del tejido económico que hay en la región.
-¿Entonces hay futuro para las filologías en el nuevo marco universitario?-Por mucho que nos gusten, los estudios de Filología tal y como se conocen hoy pertenecen al pasado, no tienen entronque con la sociedad actual, las nuevas tecnologías... esto es un problema pero también lo podemos ver como una oportunidad para adaptarse, tenemos que dar una respuesta. Los estudios de Filología sólo tendrán futuro si saben adaptarse a las necesidades de la sociedad moderna.-La Filología Portuguesa abrió muchas expectativas cuando se implantó y, de hecho, la enseñanza del portugués en las Escuelas de Idiomas es un éxito.
¿Por qué en la Universidad no tiene alumnos?-Es algo que afecta a todas universidades donde se imparte: Santiago, Salamanca... El primer año que se impartió aquí, en 1999, tuvimos 38 alumnos, muchos, y en los otros centros donde se oferta el portugués, en Empresariales, Turismo, Económicas, Ciencias... tenemos que poner numerus clausus, pero es verdad que la gente lo que no quiere es convertirse en un filólogo, no quiere tener ese perfil profesional, lo que desea es tener un conocimiento de la lengua portuguesa, por gusto o porque eventualmente va a tener relación con Portugal o porque son empresas que quieren abrir mercado. Todo eso es una cosa y otra es convertirse en un profesional especializado en Filología.
-¿Han visitado institutos para captar más alumnos?-El problema añadido es que los alumnos de enseñanzas medias no saben que existe la Filología Portuguesa, son necesarias campañas para que no haya ese desconocimiento.

sábado, 24 de maio de 2008

As profissões

 Vendedor Comercio Sociedade Humor

Quando se fala em vendedores toda a gente imagina logo estereótipo do vendedor de enciclopédias que entala o pé na porta para não lha fecharem na cara. Mas há mais tipos ou sub-tipos dentro desta categoria: os assalariados, os comissionistas, os fixos, os ambulantes, etc. Todos eles têm características muito fortes e alguns tiques profissionais interessantes. Fascina-me particularmente o do armazém de peças.

A situação de partida é banal: um electrodoméstico ou quiçá o nosso carro sofreu uma pequena avaria - coisa simples até - que se resolve trocando uma peça, coisa que nós próprios podemos fazer. Basta ir a um armazém de peças levando a velha e comprar uma nova. Lá, porém, somos atendidos ao balcão por um indivíduo que é rigorosamente igual em qualquer parte do mundo; podem verificar à vontade! Passo a descrevê-lo.

Esse indivíduo tem em geral um nome invulgar tal como Eusébio ou Euclides mas também pode chamar-se Silva. Sofre obrigatoriamente de alguma doença crónica (rinite alérgica, tosse, caspa, estômago ou fígado e, nesse caso, terá uma cor esverdeada). Na altura que nos atende está a meio de uma crise. De mãos nos bolsos, casaco apertado e gola subida comunica em frases curtas e monocórdicas entrecortadas por fungadelas do nariz. O seu humor é como o tempo mas - muito importante! - nunca lhe falem do tempo que faz, de doenças ou de futebol!

Quando lhe mostramos a peça a sua reacção é invariavelmente a seguinte: olha-a demoradamente dando-lhe várias voltas segurando-a com uma mão enquanto a outra permanece no bolso. De seguida pede a opinião a um colega: - Olha lá, temos aí ainda alguma 375/B-78 em armazém? O colega por sua vez também examina a peça e afirma: - Esta não é a B-78, é a B-81, que é quase igual, mas não sei se temos... Pega num dossier com folhas plastificadas e confirma a referência da peça.

Entretanto entra no armazém um indivíduo que é imediatamente atendido e que cumprimenta toda a gente de modo familiar. Ficamos a saber que nenhum dos presentes está bom mas que, enfim, vai andando... O colega do primeiro vendedor é quem nos atende agora (o outro ficou a falar de futebol com o recém-chegado). Telefona para um terceiro colega de outra secção para saber da B-81. Pede-nos para aguardar. Nós aguardamos, que remédio. Enquanto espera ao telefone, vai entrando na conversa sobre futebol. Finalmente ficamos a saber que aquela peça já não se fabrica mas que existe um outro armazém que é capaz de a ter.

Teremos, assim, a felicidade de conhecer mais um vendedor deste ramo e de verificar que se comporta exactamente da mesma forma que o(s) anterior(es), com a diferença que veste uma bata castanha ou azul escura.



 Vendedor Comercio Sociedade Humor Automoveis

Outro sub-tipo particular desta profissão é o vendedor de automóveis. Se bem que, por um lado, apresente algumas semelhanças com o vendedor de apartamentos, por outro lado possui características únicas. É fácil reconhecermos um deles mesmo se não estiver no seu local de trabalho. O típico vendedor de automóveis veste sempre fato com casaco de fazenda em xadrez; os sapatos são clássicos, sola de cabedal, pretos ou castanhos; uma camisola de malha de gola em V exibe uma gravata com alfinete que destoa do resto da indumentária onde não falta um relógio de pulso.

O vendedor de automóveis traz sempre a cara impecavelmente escanhoada - é ponto de honra; a sua pele é clara (raramente apanha sol, mesmo nas férias); em contrapartida as maçãs do rosto são rosadas ou vermelhas porque é hipertenso. Esta sua patologia advém dos inúmeros almoços com clientes e colegas, onde consome invariavelmente uma dose de bife com ovo a cavalo acompanhado de arroz e batatas fritas; as comidas tradicionais ou regionais como o frango de churrasco, barriga de porco grelhada e tripas à moda do Porto são alternativas válidas; fruta ou vegetais não são do seu agrado; acompanha tudo com meia garrafa de vinho tinto. Com tudo isto e uma vida sedentária criou uma pequena barriga que o casaco disfarça.

Na verdade o vendedor de automóveis pode ser encontrado quase sempre em restaurantes a almoçar e a discutir futebol ou em cafés, a tomar a sua bica; nos intervalos permanece no stand, a ler o jornal (secção desportiva). De tempos a tempos surge um cliente. Pousa o jornal dobrado na página que estava a ler e pode então dedicar-se a exibir todo o seu conhecimento sobre os veículos de quatro rodas através de um discurso amigável e fluente adquirido durante muitos anos de experiência no ramo.

Ficamos então a saber que aquela marca nunca fez um modelo como aquele (excepto um que fez há muitos anos, que o nosso amigo já teve e que, se pudesse, teria conservado, não obstante já ter mudado de carro muitas vezes depois disso). Segue-se uma dissertação algo técnica sobre algumas características do modelo, sobre a sua motorização e equipamento de série enriquecida por narrações detalhadas de histórias pessoais e familiares. Este monólogo é acompanhado por uma demonstração exaustiva das diversas funcionalidades do veículo e da manipulação de todos os seus equipamentos, alavancas, botões, etc. e só é interrompido por uma ida à casa de banho para urinar (ouve-se claramente o barulho na sanita e a descarga do autoclismo).

Por fim, depois de nos convencer da excelência da máquina que temos à nossa frente, revela-nos em tom de confidência que afinal actualmente os automóveis são todos iguais pois são feitos nas mesmas fábricas. Portanto, não vale a pena escolher muito. Os vendedores de automóveis são todos iguais...

Mais profissões no blogue Obvious

Cantiga para não morrer



Cantiga para não morrer


Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.


Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.


Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.


E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.



Ferreira Gullar

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Gatos

Do blogue Amorizade

Hoje apetece-me dedicar este post linguístico à gataria…

Courtney Platt

Aqui ficam algumas expressões giras com os nossos amigos felinos!

  • aqui há gato (engano ou erro)
  • este rapaz é um gato (é muito giro)
  • gato escaldado de água fria tem medo (prov)
  • dar-se como cão e gato (dar-se mal)
  • de noite todos os gatos são pardos (na escuridão tudo se confunde)
  • passar gato por lebre (enganar)
  • gaticida - pessoa que mata gatos
  • gataria - ajuntamento de gatos
  • gatarrão - gato grande
  • gatar um ano - chumbar
  • gato-craveiro - lince
  • gato-de-madagáscar - lémure
  • parece um gato-pingado (estar molhado)
  • fazer de gato-sapato - maltratar alguém
  • gatázio - garra de gato
  • gatanhada - arranhadura de gato
  • miar - dar mios (som dos gatos)
  • miadela - acto de miar
  • ronronar - fazer ronrom
  • ronrom - ruído produzido pela traqueia do gato quando está feliz
  • o gato comeu-te a língua - pessoa calada
  • línguas de gato - biscoitos
  • tomar banho à gato - banho superficial
  • não poder com uma gata pelo rabo - estar fraco
  • a curiosidade matou o gato

Se conheces mais alguma expressão, partilha-a connosco!

Consultar ainda

  1. superstições com gatos
  2. informações gerais sobre gatos
  3. expressões idiomáticas muito interessantes

terça-feira, 20 de maio de 2008

“O que é isso do Mirandês?”

Eu estudei-o como um dialecto mas, segundo as últimas informações, já é considerado uma língua (ou será mais uma teoria linguística de uma vertente diferente à que tive acesso). E perguntam vocês, “o que é isso do Mirandês?”

"A língua mirandesa é um dialecto do asturiano. Língua românica falada no Norte da Península Ibérica. É falada em Terra de Miranda (Portugal), por quinze mil pessoas nas aldeias do concelho de Miranda do Douro e de três aldeias do concelho de Vimioso, num espaço de 484 km², estendendo-se a sua influência por outras aldeias dos concelhos de Vimioso, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros e Bragança.

O mirandês tem três dialectos (mirandês central ou normal, mirandês setentrional ou raiano, mirandês meridional ou sendinês) e a maioria dos seus falantes são bilingues ou trilingues, pois falam o mirandês, o português e o castelhano".

Eis uma excelente sugestão para um passeio! E já agora, uma vez que se fala de elevar a raia a património da humanidade, porque não fazer o mesmo com o Mirandês e o Barranquenho?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

De terras do Mondego a terras raianas do Sever, um intercâmbio transfronteiriço luso-espanhol

O prometido é devido, e não é de estranhar que, nos passados dias 16 e 17 de Maio, logo após do dia de S. Isidro, o lavrador, a Escola Secundária Infanta D. Maria em Coimbra retribuiu a visita ao instituto “extremeño” Loustau-Valverde de Valencia de Alcántara.O intercâmbio, derivado de um projecto de aproximação entre as duas instituições, serviu para acercar os estudantes dos dois países e, acima de tudo, promover e divulgar o idioma português que cada vez apresenta mais estudantes nesta região espanhola fronteiriça com o Alentejo e, também, mostrar como funciona o sistema educativo “extremeño” nas suas vertentes de ensino secundário obrigatório, não obrigatório e, também muito importante, a formação profissional.
Após uma visita guiada ao instituto de Valencia de Alcántara, os alunos conimbricenses contactaram com a realidade da escola primária da localidade, a qual também foi alvo de visita, e conheceram, com a ajuda do Prof. José Manuel Corchero, docente oriundo desta região, um pouco da história desta cidade fronteiriça da qual D. Dinis abdicou em 1297 no tratado de Alcanises.
Após o regresso a terras lusas, em Castelo de Vide, onde o grupo pernoitou, no dia seguinte, sábado, o grupo de alunos da Escola Secundária Infanta D. Maria deslocou-se um pouco mais para o interior da região espanhola vizinha, mais precisamente para a cidade património mundial de Cáceres. Aí puderam contactar com a realidade desta cidade emblemática e histórica, como também desfrutar um pouco do ambiente que a mesma proporciona.
O departamento de língua portuguesa do Instituto Loustau-Valverde deseja expressar o seu bem-haja por esta actividade e espera poder voltar a participar em actividades com o seu congénere luso, quem sabe já em actividades de outro âmbito, mas com o idioma português sempre em destaque!

Reivindicação pelo português na França



domingo, 18 de maio de 2008

Dot.com


Águas Altas. Este é o nome de uma pequena e bela aldeia portuguesa do interior. Composta por gente humilde, Águas Altas está prestes a ser o centro do mundo. Tudo porque uma multinacional sediada em Madrid quer reclamar o nome do seu site para lançar uma água com o mesmo nome. Mas no interior da aldeia há quem queira vender o site à multinacional e quem, por outro lado, se mostre irredutível. Um diferendo que cai nas bocas do mundo e que arrasta uma enorme tempestade mediática e uma intervenção directa do Primeiro Ministro português. Está nas mãos dos aldeões gerir uma questão de identidade nacional perante a «invasão» espanhola.
Eis um filme que permite uma excelente oportunidade pedagógica e um bom momento de humor no contexto de uma aula de português para extrangeiros. Note-se também a presença de amores transfronteiriços...

Noticia en HOY. El portugués en la ciudad de Badajoz



Hoy domingo, 18 de mayo, se puede leer en HOY una noticia sobre el estado del portugués en la ciudad de Badajoz. En la foto nuestra querida compañera Fátima, profesora de portugués en el IES Domingo Cáceres.





Falamos português?
Sólo cuatro centros de Educación Secundaria en Badajoz tienen el idioma del país vecino como segunda lengua

O teu filho fala Português? (¿tu hijo habla Portugués?). Si es de Badajoz, lo tiene difícil. Sólo cuatro de los institutos de Badajoz imparten el idioma como segunda lengua. A pesar de estar a cuatro kilómetros de la frontera con Portugal, sólo 146 alumnos de secundaria han optado por esta asignatura. Y es que el portugués se abre camino muy lentamente en los institutos pacenses.La plataforma logística, un centro comercial en la frontera, negocios portugueses, y aún parece poco para que queramos aprender a hablar Portugués, o al menos entenderlo.

Cursos rápidos para trabajadores, cursos del Sexpe, cursos en academias, o la Escuela Oficial de Idiomas, son las opciones que existen en la ciudad para poder instruirse. Pero si la intención es que se enseñe a un niño, como se hace con el inglés en el colegio, la idea está aun lejana. En los institutos portugueses el Castellano ha pasado de ser segunda lengua a convertirse en primera en algunos centros. Y en Badajoz, situados en la Raya, aún cuesta adentrarse en el mundo luso, y los pacenses esperan que ellos sean los que hablen y se comuniquen en español.

Cuatro institutosLos institutos Maestro Domingo Cáceres, Reino Aftasí, San Fernando y San Roque son los cuatro centros que se atreven con Portugués, y no con Francés, como segunda lengua, que es el más habitual en el resto de centros.Impartir Portugués en los centros durante la educación Infantil o Primaria es absurdo desde el punto de vista de muchos profesores que imparten el idioma, quienes opinan que si la continuidad no existe, no tiene sentido que un niño se inicie en el idioma.

El colegio San Fernando es el único de los centros de la ciudad que comienza en la etapa de Infantil con Portugués, y los alumnos tienen la posibilidad también de cursarlo en Secundaria. En total, 414 son los alumnos de San Fernando que este año tiene esa asignatura. Pero el problema está en que no hay plazas para todos los alumnos en el instituto y tienen que irse a otros centros que posiblemente no la tengan. Joaquina, la directora del colegio, apoya la teoría de que, al menos, en los centros próximos al San Fernando continúen con la formación del idioma. «Si no, es una pena. Y lo que habíamos adelantado no sirve para nada».
Hijos de portugueses
Cada vez son más los portugueses que viven en Badajoz. Sus hijos van a centros españoles, por eso además de Portugués como segunda lengua, hay centros que tienen la asignatura de Lengua y Cultura Portuguesa, una disciplina que el colegio San Fernando también imparte. Según la directora, hace unos años se solicitó porque en el centro había niños descendientes de Portugal. Una vez solicitado, es la embajada portuguesa la que manda al centro a un docente para que enseñe esta asignatura.

Pero en el fondo, ¿será problema de los padres o de los alumnos? El instituto Reino Aftasí oferta a los matriculados esta asignatura. Este curso no se ha podido impartir porque no había suficientes alumnos.La directora del centro, Carmen Torrado, opina que esto es un problema de los padres. Se ofrecen otras disciplinas, taller de lengua o taller de matemáticas por ejemplo y, si su hijo lleva mal los números o las letras, lo va a matricular en estas materias de apoyo. «Son niños pequeños. Al final los que deciden son los padres, que prefieren que reciban ayuda en las materias en las que van más flojos». Carmen espera que en el próximo curso haya suficientes alumnos matriculados como para poder impartir este idioma.

La acogidaFátima Merino es licenciada en Filología Portuguesa y profesora en el instituto Maestro Domingo Cáceres. Según explica, la acogida de la lengua entre los chavales es muy positiva. Ellos aprenden, y además lo practican fuera de las aulas.«Hay días que llegan contándome historias de que encuentran a lusos por la ciudad y hasta intentan entablar conversación con ellos». No saben mucho más que preguntar la edad, el nombre o su procedencia. Pero la intención de los pequeños es lo importante.

Cada día, miles de portugueses cruzan la frontera y llegan hasta Badajoz por negocios, de compras o por ocio, una posibilidad para poder practicar y que, como cuenta Fátima, hay algunos que sí lo aprovechan. «Me doy cuenta de que mis alumnos están concienciados de la importancia que tiene el Portugués en la ciudad».Seguir la formaciónEsta profesora anima a sus alumnos para que sigan formandose y no abandonen los conocimientos adquiridos en el idioma. Existen muchas opciones, como la Escuela de Idioma, asignaturas de libre elección en la Universidad... «Hay que abrir los ojos y darse cuenta de que Portugal está ahí al lado» concluye Fátima.

ALUMNOS DE PORTUGUÉS

CP Ntra. Sra. del Rosario: 44
CP San Fernando (infantil): 146
CP San Fernando (primaria): 242
IES San Fernando: 26 IES
M. Domingo Cáceres: 104
IES Reino Aftasí: 0
IES San Roque: 15

sexta-feira, 16 de maio de 2008

JORNADAS DE LÍNGUA PORTUGUESA EM EXTREMADURA

CÁCERES, 20-21 DE MAIO DE 2008
Salón de actos de la Biblioteca Central de la UEX – Facultad de Filosofía y Letras (Cáceres)
Martes, 20 mayo 2008

Mañana
10.00 hs.

Inauguración de las Jornadas con la Conferencia de la Presidenta del Instituto Camões, D. Simonetta Luz Afonso, y Mesa Inaugural bajo la presidencia de la Directora de Acción Exterior de la Junta de Extremadura, D. Lucía Martín.

Otros miembros de la mesa:
el Vicerrector de Planificación Académica de la Uex, D. Francisco Javier Grande Quejigo;
el Decano de la Facultad de Filosofía y Letras, D. Luis Merino Jérez;
la Directora del Gabinete de Iniciativas Transfronterizas, D. Montaña Hernández;
la coordinadora del Centro de Lengua Portuguesa, D. Lígia Borges,

y el representate de la organización y catedrático de Filología Portuguesa, D. Juan M. Carrasco González.

- Presentación del primer número de la Revista de Estudios Portugueses, Limite.

Tarde

17.00 hs.

Mesa Redonda sobre la situación del portugués en España y en Extremadura.

Intervienen:

- Samuel Rego, director del Instituto Camões en Galicia, Lector de la Universidad de Santiago de Compostela.

- José Ignacio Martín, Escuela Oficial de Idiomas de Mérida.

- Juan Fernández, Escuela Oficial de Idiomas de Cáceres.

- César Gónzález, I.E.S. Profesor Hernández Pacheco de Cáceres

- Sandra C. Hurtado, Colegio Público Extremadura y “Clube de Leitura” de Cáceres.


Miércoles, 21 mayo 2008

Mañana
10.00 hs.

Comunicaciones de profesores/-as del Área de Filología Portuguesa.

Intervienen:

Filología Portuguesa: la gran desconocida en Extremadura. Campaña de difusión por los institutos de Educación Secundaria.

Participantes: Lola Amado y Carmen María Comino.

- "Portugués para fins específicos: um caminho a explorar no ensino de PLE na Extremadura".

Participantes: Iolanda Ogando, Ana B. García y Luísa Leal.

- Pasado, presente y futuro de la Filología Portuguesa en la Universidad de Extremadura.

Participante: Juan M. Carrasco.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Avaliação dos professores em Portugal







O Governo aprovou esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o novo decreto sobre avaliação de professores, que consagra o entendimento assinado quinta-feira passada entre o Ministério da Educação e sindicatos de professores. O novo sistema entrará em vigor, ainda este ano lectivo, para cerca de 7 mil professores.


A avaliação docente, simplificada e aplicada de forma universal, terá em conta quatro factores: ficha de auto-avaliação, assiduidade, cumprimento do serviço distribuído e participação em acções de formação. Quanto às classificações, “regular” e “insuficiente” terão de ser confirmadas em nova avaliação no ano lectivo seguinte.