quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Alice - Filme Português enviado para os "Oscares"
Em Cannes já foi distinguido, vamos ver se a Academia de Hollywood lhe reconhece mérito cinematográfico. A salientar uma brilhante banda sonora da autoria do pianista Bernardo Sasseti, tal como a realização de Marco Martins e a interpretação de Nuno Lopes.
Estreia "20,13" de Joaquim Leitão

"Norte de Moçambique, 24 de Dezembro de 1969. Uma patrulha percorre a picada, de regresso ao aquartelamento, trazendo um prisioneiro. Percebe-se que estão fatigados, que avançam sob um calor sufocante, mas apesar disso, estudam o passo. E não é só por causa do perigo que estão ansiosos por voltar ao quartel, é também porque não é um dia qualquer: estamos nas vésperas de Natal e há festividades em perspectiva. Para que não se sintam tanto as saudades. Uma farra, para iludir a tristeza de estar longe e, por umas horas, tentar esquecer a guerra, "contando" com a trégua tácita, normalmente respeitada no dia de Natal. Mas, desta vez, não será um dia tranquilo. E os primeiros sinais de tensão têm pouco a ver com a guerra. São conflitos privados, que começam com a chegada de um helicóptero, onde, além do capelão que vem celebrar a missa de Natal, vem também uma mulher, a esposa do Capitão.
Uma mulher atraente, com uma personalidade forte, e com uma relação muito complicada com o marido. E a quem o Alferes não consegue ficar indiferente, Mas todos fazem um esforço para manter as aparências. Para não estragar a noite de Natal. Que se transforma num pesadelo, pouco depois de começarem as festividades. O prisioneiro é encontrado morto na sua cela. Assassinado. Não se sabe porquê, nem por quem. Depois, subitamente, a escuridão é rompida por uma sucessão de explosões. Em vez da esperada trégua, o quartel é alvo de um ataque violento e prolongado. Durante essa noite, a violência da guerra cruzar-se-á com a violência das paixões, e a coragem para desafiar a morte, com o medo para enfrentar a vida.E alguns segredos não resistirão ao nascer do dia".
in IOL cinema
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Olhar brasileiro II
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Quanto nome tem a Rainha do Mar?
Dandalunda, Janaína,
Marabô, Princesa de Aiocá,
Inaê, Sereia, Mucunã,
Maria, Dona Iemanjá.
Pedro Amorim e Paulo César Pinheiro
Pular 7 ondas no ano-novo
De onde vem a tradição de pular sete ondas no Reveillon?
Djavan
Djavan - Letras de Músicas
Ouvir "Alegre menina"
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Quando um Homem Quiser
A literatura portuguesa tem um poema que há anos me molda o pensamento em relação à época natalícia. Da autoria de Ary dos Santos, celebrizado musicalmente por Paulo de Carvalho e Fernando Tordo, ecoa no meu íntimo como um repto à transformação interior, à consciencialização que não estamos sós e que a solidariedade é uma palavra que se deve pautar por actos. Natal é simplesmente quando um homem quiser... Obrigado Ary dos Santos. Feliz Natal, onde quer que estejas...
"Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e comboios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão
Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher"
Entrevista a Gageiro
Remeto-vos para a entrevista de vida a Gageiro publicada esta semana na "Única", revista suplemento do jornal "Expresso".
Eduardo Gageiro, fotógrafo da Revolução

domingo, 17 de dezembro de 2006
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Paco Bandeira- UMA VIDA DE CANÇÕES
Ao longo de mais de trinta anos de carreira, Paco Bandeira tem afirmado o seu nome enquanto um dos mais sólidos representantes da música popular portuguesa, destacando na sua obra um profundo orgulho alentejano e raiano.
Somando sucessos atrás de sucessos, desde um já distante (mas ainda tão presente!) "A Minha Cidade" - onde surgia o tão famoso refrão "Ó Elvas, Ó Elvas ?" - até "Pepe Garcia Moreno", "Fala da Mulher Sozinha", "É Por Isso Que Eu Vivo", "Ceifeira Bonita", "O Sol Do Mendigo", "Minha Quinta Sinfonia" ou "A Ternura dos quarenta", entre muitas outras canções, são uma marca no imaginário musical português.
"Uma Vida De Canções" reúne o melhor da sua carreira e já está disponível para o grande público.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
El poeta y traductor portugués José Bento ha sido galardonado con el Premio Luso-Español de Arte y Cultura
Junto a José Saramago, formaron parte del jurado Álvaro Siza y José Adriano de Carvalho por parte portuguesa y José Luis Borau, Carlos Hernández Pezzi y Clara Janés (que fue quien propuso la candidatura de Bento) por parte española.
LARGA TRAYECTORIA
Según explicó Saramago, José Bento es un nombre casi desconocido para la ciudadanía si bien es sumamente conocido en los círculos poéticos tanto de Portugal como de España. Su destacadísima labor como traductor, desde 1958, de más de 60 obras españolas tanto clásicas como contemporáneas, además de su propia obra como poeta, han sido los principales avales de este escritor. Saramago hizo hincapié en su carácter "tímido y discreto" y resaltó su interés "por toda la poesía en castellano" que le ha llevado así a trabajar "por vocación y amor hacia las letras españolas e hispanoamericanas". Entre los nombres de autores españoles traducidos por Bento figuran, entre otros, San Juan de la Cruz, Santa Teresa de Jesús, Quevedo, Jorge Manrique, Juan Ramón Jiménez, Luis Cernuda, Antonio Machado, Vicente Aleixandre, Miguel Hernández, Francisco Brines, Miguel de Unamuno, Javier Tomeo, Jaime Gil de Biedma, María Zambrano, Gustavo Adolfo Bécquer, Federico García Lorca o Antonio Gamoneda (reciente Premio Cervantes 2006). Pero también Jorge Luis Borges, César Vallejo, Pablo Neruda y Octavio Paz. Saramago, que mostró su interés por denominar este Premio "Hispano-portugués en vez de Luso-Español, para que lo entiendan en Birmania", destacó igualmente la necesidad de dar a conocer a través del galardón, "la obra y el trabajo de aquellos que lo merecen". En este sentido, Carmen Calvo señaló que éste es un momento adecuado para publicar en España la obra completa de José Bento y que "su trabajo y esfuerzo sea mucho más conocido y divulgado". Asimismo, la ministra de Cultura, quien señaló que en esta primera edición se presentaron 21 candidaturas, recordó también que en el departamento que dirige no existe ningún premio de estas características con ningún otro país, "ni siquiera con Francia o Marruecos".
APUNTES BIOGRÁFICOS
José Bento nació en Pardilho (provincia de Aveiro) en 1932. Además de poeta es un destacado traductor de obras españolas de todas las épocas. Sus traducciones suman un total de 62 libros. Uno de los más recientes es una traducción del Quijote al portugués realizada en 2005. Entre sus libros de poemas cabe citar ´Sequencia de Bilbao´ (1978), ´In Memoriam´ (1978), ´O enterro do Señor de Orgaz´ (1986), ´Adagietto´ (1990), ´Silabárico´ (1992), ´Um sossegado Silencio´ (2002), y ´Alguns Motetos´ (2003).
Noticia relacionada:
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Minha adorada língua portuguesa

Desde o bárbaro latim, que vou seguindo
Sigo-te, sim, mesmo através da História,
Tu que abriste em flor nos cancioneiros
Língua de blasfémias, de ameaças,
Tu que atravessaste os desertos
Domingos Monteiro
La III Feria Transfronteriza de Artesanía repite escenario por segundo año consecutivo en la Plaza Alta de Badajoz
domingo, 10 de dezembro de 2006
sábado, 9 de dezembro de 2006
COISAS DA SÁBADO: UM SIM NO REFERENDO (O Ponto de vista de Pacheco Pereira a propósito do referendo acerca da interrupção voluntária da gravidez)
A propósito da celeuma levantada aqui no blog acerca do post com o cartoon, achei interessante citar o ponto de vista de um dos "opinion makers" mais importante de Portugal. Independentemente do "lado da barricada" é interessante ler.sexta-feira, 8 de dezembro de 2006
Uma voz na pedra
se respondo ou se pergunto.
Sou uma voz que nasceu na penumbra do vazio.
Estou um pouco ébria e estou crescendo numa pedra.
Não tenho a sabedoria do mel ou a do vinho.
De súbito ergo-me como uma torre de sombra fulgurante.
A minha ebriedade é a da sede e a da chama.
Com esta pequena centelha quero incendiar o silêncio.
O que eu amo não sei. Amo em total abandono.
Sinto a minha boca dentro das árvores e
de uma oculta nascente.
Indecisa e ardente, algo ainda não é flor em mim.
Não estou perdida, estou entre o vento e o olvido.
Quero conhecer a minha nudez e ser o azul da presença.
Não sou a destruição cega nem a esperança impossível.
Sou alguém que espera ser aberto por uma palavra.
António Ramos Rosa
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
XVI Jornadas Pedagógicas del Programa de Lengua y Cultura Portuguesa
quarta-feira, 6 de dezembro de 2006
Concorrência de árvores natalinas


A origem da árvore de Natal é data-se entre o segundo e o terceiro milênio A.C. Naquela época, uma grande variedade de povos indo-europeus que estavam se expandindo pela Europa e Ásia consideravam as árvores uma expressão da energia de fertilidade da Mãe Natureza, por isso lhes rendiam culto.
O carvalho foi, em muitos casos, considerado a rainha das árvores. No inverno, quando suas folhas caíam, os povos antigos costumavam colocar diferentes enfeites nele para atrair o espírito da natureza, que se pensava que havia fugido.
A árvore de Natal moderna surgiu na Alemanha e suas primeiras referências datam do século XVI. Foi a partir do século XIX que a tradição chegou à Inglaterra, França, Estados Unidos, Porto Rico e depois, já no século XX, virou tradição na Espanha e na maioria da América Latina.
segunda-feira, 4 de dezembro de 2006
António Ramos Rosa premiado

O poeta António Ramos Rosa venceu a edição de 2005 do Grande Prémio de Poesia APE/CTT com "Génese", uma obra de poesia já anteriormente distinguida, em Portugal, com dois outros importantes galardões literários.
Esta terceira distinção, hoje anunciada pela Associação Portuguesa de Escritores(APE), que a instituiu, foi atribuída a "Génese" por unanimidade, por um júri constituído por Ana Gabriela Macedo, Ana Paula Arnaut e Manuel Gusmão.
O prémio, no valor de 5.000 euros, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores, é integralmente patrocinado pelos CTT- Correios de Portugal.
Com o mesmo livro, Ramos Rosa Lisboa foi recentemente distinguido com o Prémio de Poesia Luís Miguel Nava e o Prémio PEN Clube de Poesia, ambos referentes à poesia publicada em 2005.
Curiosamente, os três prémios foram atribuídos por unanimidade e têm a mesma dotação pecuniária: 5.000 euros.
O Prémio Luís Miguel Nava, instituído pela Fundação homónima, foi atribuído ao livro de Ramos Rosa por um júri constituído por quatro elementos da direcção da Fundação - Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Paulo Teixeira - e um elemento convidado, o poeta Manuel António Pina, vencedor do galardão em 2003.
O prémio do PEN Clube, por seu lado, foi atribuído por um júri constituído por Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral e Maria João Reynaud.
António Ramos Rosa, de 82 anos, um dos nomes maiores da poesia portuguesa contemporânea, é natural de Faro e autor de obras como "O Incêndio dos Aspectos", "Volante Verde", "O Ciclo do Cavalo", "Acordes" e "As Armas Imprecisas".
Da sua obra ensaística, constam "Poesia, Liberdade Livre" , "A Poesia Moderna e a Interrogação do Real" , "Incisões Oblíquas" , "A Parede Azul" e "As Palavras".
Foi já distinguido com vários prémios nacionais e estrangeiros, entre os quais o Prémio Pessoa, em 1988.
Agência Lusa
Pizarras digitales en los centros públicos de Primaria de Extremadura

domingo, 3 de dezembro de 2006
Outra de abraços
Visto em Caipirinha, samba e publicidade para caramba, da campanha de Hugo Veiga, publicista português que mora em São Paulo.
sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Restauração da Independência

Na origem está a morte de D. Sebastião (1557-1578), na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), originando uma crise dinástica. Nas Cortes de Tomar de 1581, Felipe II de Espanha é aclamado rei de Portugal. Durante sessenta anos Portugal sofreu o domínio filipino. No dia 1 de Dezembro de 1640, os Portugueses restauraram a sua independência, terminando, desta forma, sessenta anos de dinastia filipina. Muito mais há a dizer sobre estes anos sod a égide de Castela, daí que recomenda-se a consulta de obras de historiadores credíveis, como, por exemplo, José Mattoso.








