terça-feira, 2 de novembro de 2010

Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"



Hemos recebido la siguiente información por correo electrónico:


Con ocasión del Bicentenario de la Capitalidad de Extremadura por parte de Valencia de Alcántara, como sede de la Junta Suprema de Extremadura, durante el asedio y toma de Badajoz en la Guerra de la Independencia, el Ayuntamiento de Valencia de Alcántara en colaboración con el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas ha organizado una serie de actividades bajo la denominación de Coloquios Históricos Transfronterizos "Atalayas en la Frontera"

Los actos tendrán su inicio el próximo viernes, 5 de noviembre, a las 18 horas, en el Centro Cultural Conventual Santa Clara, con un coloquio homenaje a dicho Bicentenario con la participación de:

Miguel Ángel Melón Jiménez, profesor de la Universidad de Extremadura, con la ponencia La Guerra de la Independencia en Extremadura.

María Ana Bernardo, profesora de la Universidad de Évora, con la ponencia El Alentejo en la Guerra de la Independencia Española.

Manuel Moreno y Cándido Flores, historiadores e investigadores locales con la ponencia Valencia de Alcántara en la Guerra de la Independencia, estado de la cuestión y propuesta de investigación.

El evento tendrá su continuación el sábado 6 con un desfile y recreación histórica a cargo de la Asociación de Recreacionistas Voluntarios de la Batalla de la Albuera.
Inicio: 17.30 horas
Lugar de salida del desfile: Plaza de Toros, y recorrido por la carretera nacional hasta Restaurante Tabú
Recreación Histórica: Aparcamiento Restaurante Tabú, con motivo de las Jornadas Gastronómicas Parque Tajo Internacional.

Envío adjunto cartel de las jornadas

Para cualquier información pueden contactar a través del correo cultura@valenciadealcantara.es

Esperando contar con su presencia, reciba un cordial saludo

Juan Carlos Corchero
Gestor Cultural
Ayto. Valencia de Alcántara


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IV Jornadas da APPEX no dia 30 de Outubro em Cáceres



A APPEX  celebra as IV Jornadas de Língua Portuguesa e Cultura Lusófona no dia 30 de Outubro de 2010, no Paraninfo da Faculdade de Filosofia e Letras de Cáceres.

A organização conta com os apoios da Universidad de Extremadura, do Instituto Camões, da APP (Associação de Professores de Português de Portugal), do Gabinete de Iniciativas Transfronterizas, de Cooperación Transfronteriza/Cooperação Transfronteiriça España-Portugal e da União Europeia - Feder.



PROGRAMA

9:30h – Recepção dos participantes e entrega da documentação.

10:00h – Inauguração das Jornadas.

10:30h – Da web 2.0 à web 2.0 móvel: Implicações e potencialidades na educação. Profª. Adelina Moura, Escola Secundária Carlos Amarante, Braga.

11:30h – Intervalo para café.

11:30h – Recepção de alunos finalistas do concurso Conheces Portugal? Falas Português? e percurso pelas instalações da Faculdade.

12:00h – O acordo ortográfico: Principais modificações. Profª. Drª. Otília Costa e Sousa, Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Lisboa.

13:00h – El Grado en Lenguas y Literaturas Modernas (portugués). Profª. Drª. Mª Jesús Fernández / Profª. Drª. Iolanda Ogando, Universidad de Extremadura.

14:00h – Almoço.

16:00h – Final do concurso Conheces Portugal? Falas Português?

16:30h – Assembleia da APPEX.

18:30h – Entrega de prémios do concurso e fechamento das Jornadas


FICHA DE INSCRIPCIÓN / FICHA DE INSCRIÇÃO


Nombre y apellidos / Nome e apelidos: ___________________________________

_________________________________________________________________

Dirección / Endereço: _____________________________________________________________

__________________________________________________________________________________

Teléfono / Telefone: _____________ E-mail: ______________________________

Profesión / Profissão: ________________________________________________





□ Asistiré a la comida* / Assistirei ao almoço*

* El precio de la comida se pagará en el momento de la entrega de la documentación. / O preço do almoço será pago no momento da entrega da documentação. (12€)



Cumplimentar y enviar a / Preencher e enviar a appex.dir@gmail.com


domingo, 3 de outubro de 2010

XI edição de 'Ágora, O debate peninsular', em Badajoz



Para saber tudo, tudo, sobre a  décimo-primeira edição de Ágora El debate peninsular / O debate peninsular, que se celebra pela quarta vez em Badajoz, de 18 a 24 deste mês, é só clicar aqui: Ágora. Vale a pena entrar, ver como é interessante o programa e fazer a inscrição.

Os nomes em cada uma das matérias, são de primeira fila como sempre. Podem ver no link. Eis estes assuntos para acirrar a curiosidade:

GEOMETRÍA VARIABLE. Los nacionalismos en la península ibérica


EN LA RED. Propiedad intelectual y nuevas tecnologías


¿GANA LA BANCA? Retos y oportunidades de la tormenta financiera


¿DE QUÉ SE RÍEN NUESTROS VECINOS? El humor en España y Portugal


As inscrições em todos os cursos de "Ágora, el debate peninsular" são GRATUITAS e podem ser feitas on-line na página http://www.agoraextremadura.es/pt/inscripcion/inscripcion.php


Para acabar, uma vista de olhos ao programa de Ágora Cena.


EXPOSIÇÕES:

ARTISTAS PLÁSTICOS DA RAIA IV
Exposição colectiva de artistas extremenhos e alentejanos
De 15 de Outubro a 14 de Novembro
Lugar: Sala de Exposiciones Temporales de las Casas Mudéjares
Plaza de San José, 18
Horário: Segunda-Sexta: 10 às 14h e 17 às 19h
Sábados: 10 às 14h

EXTREMADURA E PORTUGAL. A cooperação em imagens
De 18 a 24 de Outubro
Lugar: IFEBA (Institución Ferial de Badajoz)

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO

Cinema
CALL GIRL (Director: António-Pedro Vasconcelos).
Versão Original Legendada
20h15. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)
Colabora: Filmoteca de Extremadura

TERÇA-FEIRA, 19 DE OUTUBRO

Teatro
VASCO DAS FORÇAS
Actuação infantil para alunos das escolas
12h00 Teatro López de Ayala

QUARTA-FEIRA, 20 DE OUTUBRO

Concerto

JÚLIO PEREIRA

21h00 Teatro López de Ayala
Recolha de convites na bilheteira do teatro.
(Das 12 às 14h e das 18 às 21h)

QUINTA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO

Encontros Literários
Escritora: TERESA RITA LOPES
20h30. Salão de Actos do MEIAC
Colabora: Associação de Escritores Extremenhos

SÁBADO, 23 DE OUTUBRO

Actuação musical
OS AZEITONAS
22:30 h. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)

DOMINGO, 24 DE OUTUBRO

Cinema
A BELA E O PAPARAZZO
Versão Original Legendada
20h00. COC (Centro de Ocio Contemporáneo)
Apresentação a cargo do director António-Pedro Vasconcelos e a actriz Soraia Chaves.

OUTRAS ACTIVIDADES

18 – 24 de Outubro

Semana do Livro Português

Semana gastronómica. Sabores de Portugal


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

100 anos da República Portuguesa



Faltam poucas semanas para a comemoração dos 100 anos da República em Portugal.

Portal Centenário da República



terça-feira, 31 de agosto de 2010

"Aquele Querido Mês de Agosto" de Miguel Gomes

No final do mês de agosto (já de acordo com o "acordo") e com as pilhas carregadas das férias, porque não utilizarmos este mês nas aulas de setembro. Quem sabe este filme é útil?

terça-feira, 27 de julho de 2010

Admirável mundo novo



Hoje percorri o bairro dos meus pais como não fazia há muito. É um bairro que não é bem um bairro, entalado que fica entre a Madragoa e outro (o Alto). Nos últimos anos transformou-se quase beyond recognition e acho que só hoje percebi quão poucas lojas são as mesmas de quando lá chegámos. Em 1984, a menos de cinco minutos de casa tínhamos uma chapelaria (agora vazia), um correeiro (tornado loja de molduras de revigrés reluzente no chão), onde ia aplicar molas e ilhoses nos empreendimentos crafty da época, um grande armazém de louças e plásticos (agora loja de quinquilharias sazonais), várias lojas de pronto-a-vestir (agora lojas chinesas e dos 300), ourivesarias, padarias, inúmeras mercearias (umas mais especializadas que outras), sapatarias, duas drogarias (a que não fechou é a única loja da zona cujo interior ainda não foi destruído), farmácias, o fotógrafo do bairro (grande resistente), carpintarias, retrosarias, um alfarrabista (outro que sobrevive), barbearias, papelarias, confeitarias, etc. Na altura só a Chapelaria Royal parecia condenada. Tento recordar cada uma das novas lojas por onde passei hoje (produtos naturais, decoração, bijuterias, agência de viagens, loja dos trezentos, loja chinesa, loja chinesa, loja dos trezentos) e das velhas também (loja de roupa de homem em liquidação total, loja de roupa a fechar, loja fechada, loja fechada, electricista empoeirado, tasca, papelaria fechada, loja de velharias feita agência imobiliária, quinquilharia, loja chinesa) e perceber como pode ser que a maior parte daquele novo comércio tradicional seja agora o do absolutamente inútil (brindes, quinquilharia, decoração, fonte a pilhas, flor de plástico, peluche piroso, pastilha elástica).


Lido no blogue a ervilha cor de rosa




domingo, 11 de julho de 2010

Ferreira Gullar, Prémio Camões 2010

Caricatura do poeta brasileiro, obra de Gilmar Fraga, publicada no domingo, 06 de junho de 2010,
para a editoria de Opinião do jornal Zero Hora de Porto Alegre


O poeta brasileiro Ferreira Gullar recebeu o prémio Camões 2010 no passado dia 31 de Maio. Este prémio foi instituído pelos governos do Brasil e de Portugal em 1988, e é atribuído aos autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa. Gullar foi distinguido pela "nota pessoal de lirismo" e "valores universais" no seu trabalho.


Site oficial do poeta brasilero.


Cantiga para não morrer

Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.

Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.

Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.

E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento.


Do seu livro Dentro da Noite Veloz (1962-1975)


sábado, 19 de junho de 2010

Os avós de Saramago

Fotografía de josesaramago.org

Não vamos recordar hoje José Saramago com algum excerto dos seus romances, mas com duas crónicas publicadas no jornal A Capital em finais dos anos 60 em que ele retratava com muito amor os seus avós

CARTA A JOSEFA, MINHA AVÓ

Tens noventa anos. És velha, dolorida. Dizes-me que foste a mais bela rapariga do teu tempo — e eu acredito. Não sabes ler. Tens as mãos grossas e deformadas, os pés encortiçados. Carregaste à cabeça toneladas de restolho e lenha, albufeiras de água. Viste nascer o sol todos os dias. De todo o pão que amassaste se faria um ban¬quete universal. Criaste pessoas e gado, meteste os bácoros na tua própria cama quando o frio ameaçava gelá-los. Contaste-me histórias de aparições e lobisomens, velhas questões de família, um crime de morte. Trave da tua casa, lume da tua lareira — sete vezes engravidaste, sete vezes deste à luz.

Não sabes nada do mundo. Não entendes de política, nem de economia, nem de literatura, nem de filosofia, nem de religião. Herdaste umas centenas de palavras práticas, um vocabulário elementar. Com isto viveste e vais vivendo. És sensível às catástrofes e também aos casos de rua, aos casamentos de princesas e ao roubo dos coelhos da vizinha. Tens grandes ódios por motivos de que já perdeste lembrança, grandes dedicações que assentam em coisa nenhuma. Vives. Para ti, a palavra Vietname é apenas um som bárbaro que não condiz com o teu círculo de légua e meia de raio. Da fome sabes alguma coisa: já viste uma bandeira negra içada na torre da igreja. (Contaste-mo tu, ou terei sonhado que o contavas?) Transportas contigo o teu pequeno casulo de interesses. E, no entanto, tens os olhos claros e és alegre. O teu riso é como um foguete de cores. Como tu, não vi rir ninguém.

Estou diante de ti, e não entendo. Sou da tua carne e do teu sangue, mas não entendo. Vieste a este mundo e não curaste de saber o que é o mundo. Chegas ao fim da vida, e o mundo ainda é, para ti, o que era quando nasceste: uma interrogação, um mistério inacessível, uma coisa que não faz parte da tua herança: quinhentas palavras, um quintal a que em cinco minutos se dá a volta, uma casa de telha-vã e chão de barro. Aperto a tua mão calosa, passo a minha mão pela tua face enrugada e pelos teus cabelos brancos, partidos pelo peso dos carregos — e continuo a não entender. Foste bela, dizes, e bem vejo que és inteligente. Por que foi então que te roubaram o mundo? Quem to roubou? Mas disto talvez entenda eu, e dir-te-ia como, o porquê e o quando se soubesse escolher das minhas inumeráveis palavras as que tu pudesses compreender. Já não vale a pena. O mundo continuará sem ti — e sem mim. Não teremos dito um ao outro o que mais importava.

Não teremos, realmente? Eu não te terei dado, porque as minhas palavras não são as tuas, o mundo que te era devido. Fico com esta culpa de que me não acusas - e isso ainda é pior. Mas porquê, avó, por que te sentas tu na soleira da tua porta, aberta para a noite estrelada e imensa, para o céu de que nada sabes e por onde nunca viajarás, para o silêncio dos campos e das árvores assombradas, e dizes, com a tranquila serenidade dos teus noventa anos e o fogo da tua adolescência nunca perdida: «O mundo é tão bonito, e eu tenho tanta pena de morrer!»

É isto que eu não entendo — mas a culpa não é tua.



E O MEU AVÔ, TAMBÉM

Talvez o dia chuvoso seja o responsável desta melancolia. Somos uma máquina complicada, em que os fios do presente activo se enredam na teia do passado morto, e tudo isto se cruza e entrecruza de tal maneira, em laçadas e apertos, que há momentos em que a vida cai toda sobre nós e nos deixa perplexos, confusos, e subitamente amputados do futuro. Cai a chuva, o vento desmancha a compostura árida das árvores desfolhadas — e dos tempos passados vem uma imagem perdida, um homem alto e magro, velho, agora que se aproxima, por um carreiro alagado. Traz um cajado na mão, um capote enlameado e antigo, e por ele escorrem todas as águas do céu. À frente, caminham animais fatigados, de cabeça baixa, rasando o chão com o focinho. Homem e bichos avançam sob a chuva. É uma imagem comum, sem beleza, terrivelmente anónima.

Mas o homem que assim se aproxima, vago, entre cordas de chuva que parecem diluir o que na memória não se perdeu, é meu avô. Vem cansado, o velho. Arrasta consigo setenta anos de vida difícil, de desconforto, de ignorância. E, contudo, é um homem sábio, calado e metido consigo, que só abre a boca para dizer as palavras importantes, aquelas que importam. Fala tão pouco (são poucas as palavras realmente importantes) que todos nos calamos para o ouvir quando no rosto se lhe acende qualquer coisa como uma luz de aviso. Fora isso, tem um modo de estar sentado, olhando para longe, mesmo que esse longe seja apenas a parede mais próxima, que chega a ser intimidade. Não sei que diálogo mudo o mantém alheado de nós. O seu rosto é talhado a enxó, fixo mas expressivo, e os olhos, pequenos e agudos, têm de vez em quando um brilho claro como se nesse momento alguma coisa tivesse sido definitivamente compreendida. Parece uma esfinge, direi eu mais tarde, quando as leituras eruditas me ajudarem nestas comparações tão abonatórias de uma fácil cultura. Hoje digo que parecia um homem.

E era um homem. Um homem igual a muitos desta terra, deste mundo, um homem sem oportunidades, talvez um Einstein perdido sob uma camada espessa de impossíveis, um filósofo (quem sabe?), um grande escritor analfabeto. Alguma coisa seria, que não pôde ser nunca. Recordo agora aquela noite morna de verão, que dormimos, nós dois, debaixo da figueira — ouço-o ainda falar da vida que tivera, da Estrada de Santiago que sobre as nossas cabeças resplandecia (as coisas que ele sabia do céu e das estrelas), do gado que o conhecia, das histórias e lendas que eram o seu cabedal da infância remota. Adormecemos tarde, enrolados na manta lobeira, que a madrugada refrescaria com certeza e o orvalho não caía só sobre as plantas.

Mas a imagem que me não larga é a do velho que caminha sob a chuva, obstinado e silencioso, como quem cumpre um destino que nada pode modificar. A não ser a morte. Mas, nesta altura, este velho, que é meu avô, ainda não sabe como vai morrer. Ainda não sabe que poucos dias antes do seu último dia vai ter a premonição (perdoa a palavra, Jerónimo) de que o fim chegou, e irá, de árvore em árvore do seu quintal, abraçar os troncos, despedir-se deles, dos frutos que não voltará a comer, das sombras amigas. Porque terá chegado a grande sombra, enquanto a memória o não fizer ressurgir no caminho alagado ou sob o côncavo do céu e a interrogacão das estrelas. Só isto — e também o gesto que de repente me põe de pé e a urgência da ordem que enche o quarto aquecido onde escrevo.


Deste Mundo e do Outro. Crónicas, Caminho, Lisboa, 1998, 5ª edição.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Se esta rua fosse minha (OqueStrada)


Alegria para o mês de Junho que começa...

Os O'queStrada são uma banda portuguesa de som popular, delirante e atlético, formada em Almada em 2002.

SE ESTA RUA FOSSE MINHA

Se esta rua, se esta rua
Se esta rua fosse minha
Eu mandava-a, Eu mandava-a
Eu mandava-a ladrilhar

Com pedrinha de Rubi
Só para o meu amor passar

Lá porque és feia tem calma
Não te faltam seduções
Mais vale ser linda de alma
Do que linda de feições

Ai o amor, o amor
O amor é como a lua
Ora cresce
Ora mingua

Que bom ser pequenino
Ter pai ter mãe ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós

Ai é tão bom ser pequenino

(Letra: fragmentos de coplas populares musicados por O’QueStrada)

Pagina da banda.

sábado, 15 de maio de 2010

16 Festival Ibérico de Cine(ma) - Cortometrajes. Badajoz


La decimosexta edición del Festival Ibérico de Cine de Badajoz se celebrará del 12 al 16 de mayo y contará en su sección oficial a concurso con 22 cortometrajes de España y Portugal, trabajos que han resultado seleccionados entre los 165 recibidos, lo que supone una cifra ligeramente superior a la de certámenes anteriores.

El Festival homenajeará la trayectoria de la actriz, directora y cantante lusa Maria de Medeiros, y ofrecerá al cortometraje ganador la posibilidad de optar a los premios Goya de la Academia Española.

Página del Festival.

Página de Tragaluz, Producción audiovisual.



Maria de Medeiros cantando Anos Dourados de Chico Buarque en 2007

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Consolo na praia por Carlos Drummond de Andrade



Na voz do próprio autor, Carlos Drummond de Andrade, ouvimos o poema "Consolo na praia":

Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Bela e o Paparazzo


Mais um filme do José-Pedro Vasconcelos, desta vez uma comédia ligeira e com o Jorge Palma a pautar a banda sonora. Vale a pena e é mais uma boa oportunidade de entendermos o peculiar humor português... e não estivesse no elenco o genial Nuno Markl!
Fica a sugestão!
Abraço!

terça-feira, 9 de março de 2010

SUROESTE. Exposición en el MEIAC (Badajoz)

Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, MEIAC
(Fotografía de PLCA)


SUROESTE

Relaciones literarias y artísticas entre Portugal y España (1890-1936)

Inauguración: jueves, 11 de marzo a las 20:00 horas

(11/03/2010 - 16/05/2010)

MEIAC

Virgen de Guadalupe, 7. 06003 Badajoz


La exposición ofrece una panorámica general multidisciplinar (literatura, artes plásticas, fotografía, cine...) del curso de la modernidad en Portugal y España en el período comprendido entre 1890 y 1936, privilegiando especialmente los elementos de contacto directo entre autores de los dos países, por un lado, y la presencia de escritores y artistas olvidados por las historias canónicas, por otro. El proyecto, en su conjunto, aborda la reconstrucción crítica de un periodo artístico que marca, indudablemente, el curso cultural del siglo XX en la Península.


(De la página del MEIAC)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Homenagem à Ouro Negro - Muxima


50 anos após o início do grupo musical, é lançado "Muxima", o álbum que reúne os grandes êxitos dos Duo Ouro Negro.
"Muxima" é o nome que dá vida ao álbum de homenagem aos Duo Ouro Negro e que assinala os 50 anos do seu início. Este duo foi um dos projectos musicais mais carismáticos das décadas de 60 em Portugal, tendo marcado diferentes gerações com grandes sucessos como "Amanhã", "Maria Rita", "Vou Levar-te Comigo", entre outras.
Este novo projecto é formado por quatro músicos lusófonos: os portugueses Janita Salomé e Filipa Pais, bem como a cabo-verdiana Ritinha Lobo e o angolano Yami (co-director musical e baixista), os quais emprestam as suas vozes aos mais emblemáticos temas dos Duo Ouro Negro, despertando a saudade dos seus tempos áureos.
O projecto foi idealizado por Manuel D"Oliveira, que assumiu a produção e a direcção musical do álbum, juntando-se Hélder Moutinho como produtor executivo do álbum.



Amanhã - Duo Ouro Negro

Amanhã, vou acender uma vela da Muxima
Amanhã, levo para os meus santos flores de acácias
Amanhã, peço para toda gente que me estima
Amanhã, peço para o novo dia que virá (amanhã)

Amanhã,
Peço ao meu lema que faça com que eu volte
A morar na terra amada que me viu nascer

Quero chegar de madrugada
Para ver o sol raiar

Quero chegar de madrugada....... hoo
P'ra ninguém ver se eu chorar

Vou andar por aí com o meu violão
Vou à Mutamba, tomo um machimbombo qualquer
Por "ma curia a naqui" sou igual a toda a gente
Na linha da terra nova, só paro lá no Musseque.

Com a minha gente entre mufete e conversa
E de madrugada, com Catembe vou p'rá Puita.

Zag, zag, zag, zag ... Zanga-zuzi até cair ...

domingo, 17 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

Poema de sete faces (Carlos Drummond de Andrade)



Agora, que por estas bandas está mesmo frio e chove, que tal uns versos do brasileiro Carlos Drummond de Andrade recitados por Paulo Autran, o "Poema de sete faces"? Um minutinho e trinta e oito segundos de delícia contra o frio. Com ele, Lusofolia deseja-vos Feliz Ano 2010!


POEMA DE SETE FACES

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do -bigode,

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.





quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um 'Ai' de Dalton Trevisan


Fotografia de Guacyr Aranha


A Velhinha:

-Se um de nós faltar... ai, João..., o que vai ser de mim?


Dalton Trevisan



domingo, 6 de dezembro de 2009

"La Península será (...) el país europeo..."



En la edición nacional en papel del periódico El País de hoy aparece una información titulada "España perderá un 20% de lluvia por el cambio climático", en la que puede leerse:

"La Península está en la primera línea del frente del calentamiento y será el país europeo en el que más se reducirá la precipitación si no se limitan las emisiones de gases de efecto invernadero."

En la edición digital corrigieron: "España está en la primera línea del frente del calentamiento y será el país europeo en el que más se reducirá la precipitación si no se limitan las emisiones de gases de efecto invernadero".

¿Un lapsus? ¿Dónde aprendió Geografía el periodista? Es lo que tiene la ignorancia. Que no nos vengan con la excusa de las prisas. ¿Ocupa España la totalidad de la Península Ibérica? En todo caso, el autor de la noticia sí que vive de costas voltadas. Y los andorranos también le dirían alguna cosa, ¿no?

O, pensando más positivamente, tal vez el cambio climático nos afecte a nosotros y no a Portugal, y estoy aquí despotricando sin razón. ¿Quién sabe? (pero no, en los mapas publicados en el interior se ve a Portugal afectado igualmente).



quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Hoje, Eduardo Pitta em Badajoz


 "4 days", Fotografía de Fernando Ocaña Fernández

Recordamos que hoje o poeta Eduardo Pitta abrirá uma nova edição da Aula de Poesía Diez Canedo.  Às 20:00h. lerá os seus versos no Salão de Atos do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC).


Nenhum de nós passeia impune
pelos retratos: fazem-nos doer
os recessos da memória.

Deles saltam, por vezes, sustos,
primeiras noites, secreta
loucura, lábios que foram.

Interditam-nos sempre.
Trepam-nos pelo torpor
mais desprevenido, subsistem.

A sua perenidade é volátil
e cheia de venenosos ardis.
Um sopro no acetato.

Distintos, os seus contornos
não são nunca
os que supomos.

Eduardo Pitta

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dia de S. Martinho (in http://www.junior.te.pt/)

O Dia de S. Martinho comemora-se a 11 de Novembro.
Neste dia, no nosso país, assam-se as castanhas e prova-se o vinho novo.

A tradição manda que o dia de S. Martinho se festeje com castanhas, água-pé (para os mais crescidos), uma fogueira para saltar (quem quiser) e bom convívio.

Lenda de S. Martinho:
O Dia de S. Martinho faz-nos lembrar a sua lenda. Não a conheces? Ora lê.

O "Verão" de S. Martinho também é conhecido por "Verão dos Marmelos".


# Magusto:
É a festa em que se assam as castanhas (que se recolhem nesta altura) e se convive. Tem a ver com o momento em que, depois da vindimas, nos meses de Setembro e Outubro, o vinho está pronto e se prova.

Dois provérbios:
- No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho. ou
- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho.
- No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

Assar castanhas:

Como se preparam as castanhas para assar?
- Molham-se (não tem que ser, mas ajuda a que o sal agarre).
- Dá-se um golpe em cada uma (retalhar).
- Põe-se sal.
- Põe-se um pouco de erva-doce (dá um sabor muito bom).
- Põem-se dentro do fogareiro (ou num tabuleiro no forno, ou no calor de uma fogueira).

Quanto tempo demoram as castanhas a assar?
Um quarto de hora, aproximadamente.

A castanha:
A castanha é um fruto que vem de uma árvore: o castanheiro. Um conjunto de castanheiros chama-se souto.

No norte de Portugal é que os castanheiros se dão melhor, e é de lá que vêm as castanhas para vender no País todo.

A castanha está na árvore protegida por uma bola cheia de picos que se chama "ouriço". Quando chega o Outono, o ouriço abre e deixa cair a castanha no chão.

Antes de a batata chegar à Europa e se espalhar por todo o lado (séc. XVII), a castanha era a base da alimentação, especialmente no campo.

Pode cozer-se, assar-se, fazer-se em puré, fazer-se sopa com ela, doce, etc.

Coisa Ruim

Felizmente o cinema português tem evoluído bastante. Já existem excelentes obras, para além do cinema da década de ouro dos anos 4o, como o filme "Alice", "Capitães de Abril"ou esta obra "Coisa Ruim".
Realizado por Tiago Guedes e Frederico Serra, escrito pelo conhecido pivô de televisão Rodrigo Guedes de Carvalho, este filme, baseado em superstições e "folclore", de algumas zonas do interior rural de Portugal, apresenta-se como um excelente filme do género de terror, ou, melhor dito, de fantástico.
Aqui temos um belíssimo título para a nossa "devedêteca" para o ensino do português!





segunda-feira, 9 de novembro de 2009

En la Raya / Na Raia

El programa de Canal Extremadura "En la Raya" emitió el domingo un reportaje sobre la enseñanza del portugués en Extremadura lleno de gente conocida. Está al final, el principio está lleno de forcados.


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

“Veredas de Marvão”, banda desenhada de Hermínio Felizardo


Aqui está um excelente documento, apesar de ser uma obra de ficção, sobre a realidade do contrabando raiano entre o Alentejo e a Extremadura espanhola.

Esta banda desenhada, da autoria de Hermínio Felizardo, ambientada na raia de Marvão e Valencia de Alcántara remete-nos para as veredas de uma história não muito distante e para a identidade de um povo que via no contrabando uma forma de subsistência e de relações humanas que iam mais além do actual conceito de relações transfronteiriças.

Para quem vive a raia, recomendo vivamente. E, já agora que há muito não partilhava as minhas experiências aqui no "Lusofolia", também o podemos utilizar nas nossas aulas.

P.S. O autor também tem outra BD intitulada "Histórias da Raia". Pessoalmente gosto mais desta.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eduardo Pitta em Badajoz



No próximo dia 26 de Novembro o poeta Eduardo Pitta abrirá uma nova edição da Aula de Poesía Diez Canedo com uma leitura dos seus poemas no Salão de Atos do Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo (MEIAC).

Eduardo Pitta nasceu em 1949 em Moçambique. É poeta, escritor e ensaísta, crítico do jornal Público e colunista da revista LER. Desde 1968 tem colaboração dispersa por jornais e revistas literárias, de Moçambique, Portugal, Espanha, França, Brasil e Estados Unidos. Colaborou na revista Colóquio-Letras, da Fundação Calouste Gulbenkian, entre 1980 e 2005. Entre 1974 e 2007 publicou oito livros de poesia, quatro volumes de ensaio, uma trilogia de contos, um romance e um diário. Os títulos mais recentes são Poesia Escolhida, 2004, Os Dias de Veneza, 2005, Intriga em Família, 2007, e Cidade Proibida, 2007. Em 2008 adaptou para crianças o clássico de Eça de Queirós O Crime do Padre Amaro. Poemas seus encontram-se traduzidos em inglês, francês, castelhano e italiano. O conto Kalahari está publicado na revista inglesa Chroma. A partir de 1976 participou em congressos, seminários e festivais de poesia, em Portugal e no estrangeiro (Espanha, França, Itália e Colômbia). Tem efectuado conferências sobre escritores e, em 1998, a convite da Unesco, participou em Atenas num colóquio sobre Fernando Pessoa e Konstandinos Kavafis. Organizou para a revista francesa Arsenal um dossiê sobre literatura portuguesa, "Du Portugal, Babel de Contraires", com lançamento, seguido de debate, no Salão do Livro de Paris, em 2002. Dirige actualmente a edição das obras completas de António Botto. Tem no prelo dois novos volumes de ensaio: Língua dos Eleitos e Classe de Poesia. É autor do blogue Da Literatura.

Tudo sobre o autor em www.eduardopitta.com.

(Dados extraídos de pnetliteratura)



Estradas muito claras, o desenho nítido
e longas o bastante para o tempo
que sobrava.

O incêndio ficava para depois
para mais tarde
nos dias de aborrecer
o tédio.

Entre o desencanto da escola,
a injúria de alguns, a praia de ao pé de casa,
um Rilke adolescente, as primeiras
exigências do corpo e o ritual

do mah jong, fomos cumprindo
o equivocado itinerário
de uma sobressaltada adolescência colonial.