| Desconheço quando, como ou porquê se usou o termo pela primeira vez, mas quando cheguei da Austrália (a Portugal) fui desafiado pelo meu saudoso mentor, José Augusto Seabra, a fazer os Colóquios da Lusofonia . Desde então, ao contrário do mundo ocidental que confunde multiculturalismo com islamismo e outros ismos, tenho definido a minha versão de Lusofonia. Mas o que entendo como Lusofonia é aquilo que foi expresso ao longo destes últimos anos, em cada um dos Colóquios, e que abaixo resumo. Esta minha visão é das mais abrangentes possíveis, e visa incluir todos na Lusofonia que não tem de ser Lusofilia nem Lusografia e muito menos a Lusofolia que por vezes parece emanar da CPLP, e outras entidades. Se ao menos alguém quiser aceitar esta minha versão, muitas pontes se poderão construir onde hoje só existe má vontade e falsos cognatos. Ver Noticia no Primeiro de Janeiro»» | |
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Manifesto para uma lusofonia universal
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Felgueiras - Minha cidade natal
Felgueiras é uma cidade que pertence ao Distrito do Porto. Está situada entre as cidades de Guimarães e de Amarante. Localizada na parte superior da região do Vale de Sousa, abrange 116Km2, repartidos pelas 32 freguesias. É conhecida pelos seu famoso vinho verde e pelo Pão-de-Ló de Margaride.
Nesta pequena cidade nortenha, podemos visitar o Mosteiro de Pombeiro, que é a expressão máxima das origens remotas e da riqueza cultural das terras felgueirenses.
Os bordados são uma das mais ricas tradições do concelho, que emprega cerca de 2/3 das bordadeiras nacionais. O filé ou ponto de nó, o ponto de cruz, o bordado a cheio, o richelieu e o crivo são exemplos genuínos do produto artesanal de verdadeiras mãos de fada.
É um concelho jovem, com cerca de 58 mil habitantes, marcada pela invulgar capacidade empreendedora do povo felguirense, é responsável por 50% da exportação nacional de calçado. Felgueiras é um dos municípios com maior desenvolvimento do Norte do País.segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Ocupações dos Sem Terra
| Clique para ver outras imagens | Lula Marques/Folha Imagem |
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A Memória das Palavras (José Gomes Ferreira)
José Gomes Ferreira (1900-1965) foi autor de uma vasta obra (poesia, ficção, contos, memórias, ensaios, traduções…, e houve também um Gomes Ferreira compositor!).
Os seguintes excertos foram tirados de A Memória das Palavras - ou o gosto de falar de mim (1965), e neles assistimos ao contraste entre uma história que Gomes Ferreira escrevera pelas alturas do liceu e um episódio decorrido na sala de aula: foi aí que um professor por ele admirado fez muito mais do que lhe ensinar geografia.
(…) duas histórias escritas na infância e bem esclarecedoras. A primeira redigi-a (é o termo escolar exacto) na Sala de Estudo do Colégio Francês que frequentei até os 13 anos. (…) Tratava-se de uma espécie de romancico intitulado O Miserável com um entrecho à primeira vista tolo. Senão leiam: «um ladrão salta as grades do jardim dum palácio onde se lhe deparam duas crianças a brincar na relva. Aponta-lhes a pistola e intima-as: ‘vão lá dentro ao cofre do pai e tragam-me todo o dinheiro que encontrarem’. As crianças amedrontadas obedecem e não tardam a reaparecer, aos saltinhos, com dois braçados de notas de que o ladrão se apodera, ávido. Mas quando se prepara para se retirar, eis que o salteador pára de súbito, surpreendido, a contemplar a pureza doce das crianças...
E então, num repente lívido, saca da pistola e mata-se».
Vá, riam! (Eu também rio com gosto). Riam às gargalhadas! Riam desta obra-prima que, para a minha mentalidade infantil, possuía tal significado de arrepio de beleza que ainda há instantes estremeci, ao recordar-me do pobrezinho do Miserável a autocastigar-se com um tiro absurdo na cabeça, sabe-se lá bem porquê, possivelmente com saudades da inocência... (...)
(…) e evocar outro mestre inolvidável: o Dr. João Soares.
Professor excepcional, o que ainda hoje sei de geografia ele mo ensinou — e com que fantasia estuante!, com que perpétuo inventar de mnemónicas que nos divertiam às gargalhadas espectaculares!
Mas para além de leccionador de continentes, países, serras, portos, capitais, povos e costumes, os meus olhos infantis, sequiosos de mitos, divisavam nele mais alguma coisa do que um educador vulgar. Um forjador de caracteres, ao mesmo tempo severo e alegre, enérgico e bom.
Estou a recordar-me do entusiasmo e do tacto com que nos falou da nova bandeira, verde e vermelha — em Dezembro de 1911 infiro eu —, hasteada em frente, na torre da Igreja dos Anjos. E da intervenção modelar com que puniu a burla de eu lhe ter apresentado como meu um mapa da Europa, desenhado e colorido pelo Alberto Miranda.
O Dr. João Soares descobriu logo a falcatrua ingénua (havia classificado o mesmo mapa pouco antes) e muito sereno, como se não desejasse humilhar-me diante dos meus companheiros, pronunciou apenas meia dúzia de palavras duras e magoadas, duma simplicidade aterradora: «És um dos meus melhores alunos. Tentaste intrujar-me. Não te merecia isso. Feriste-me muito. Vai sentar-te e medita no caso».
Mais nada.
Desfiz-me em lágrimas, eu, o pequenino José Ferreira, já autor de O Miserável que, ao ver a sua inocência perdida, dera um tiro na cabeça.
E por falar em República, não tarda muito e estamos a comemorar um século de República Portuguesa. Foi pena a nossa ter acabado como infelizmente acabou.
domingo, 21 de janeiro de 2007
De Profundis
sábado, 20 de janeiro de 2007
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
... Vida de uma professora... Macau porque não!!

Estes dias li no Expresso on-line “ precisam-se professores do 1ºCEB” para Macau. Porque não? Continua-se a falar Português!
Fui pesquisar um pouco sobre esta antiga colónia portuguesa. Fiquei realmente surpreendida pela facto de os macaenses lutarem pela Língua Portuguesa no seu dia-a dia e resolvi concorrer.
Já agora aqui fica um link para futuros colegas que queiram aventurar-se ao Oriente.
Fico à espera de ser seleccionada ihhhhhhhhhh.

