domingo, 19 de março de 2006

Um nosso amigo alentejano: Janita

João Eduardo Salomé Vieira, mais conhecido como Janita, é de Redondo, e um dos mais novos dos cinco irmãos Salomé, todos eles herdeiros de uma forte tradição musical familiar que o pai incentivou; a tal ponto que todos eles passarão, amadora ou profissionalmente, por carreiras musicais ao longo das décadas que se seguirão. Encontra o seu rumo musical na sequência do 25 de Abril de 1974 e do seu encontro com a música de José Afonso, que o inspira a investigar e trabalhar a tradição musical popular. Depois de participar em discos do seu irmão Vitorino, que abraçara a tempo inteiro uma carreira musical, funda com ele e os restantes irmãos, um grupo que se dedica a perpetuar a tradição do cante alentejano, os Cantadores do Redondo. Em 1980, Janita é recrutado por Zeca Afonso para o acompanhar em palco, profissionalizando-se como músico e abandonando o seu emprego de funcionário judicial. No mesmo ano em que se junta ao grupo de Afonso, Janita grava igualmente o seu primeiro disco em nome próprio: «Melro» (1980), onde explora já a tradição musical alentejana mas, numa inesperada opção, regista igualmente fados de Coimbra, cujo gosto lhe fora incutido pelo pai que os cantara na sua juventude. Continuem a ver a sua trajetória em A cantar ao sol e à lua, o blogue dedicado a este cantor amigo de Extremadura.

2 comentários:

Emi disse...

Estoy contenta al ver a Janita en el blog. Llevo quince años escuchando su dulce música. Janita tiene una voz que te emociona al escucharla. Llevo hablando con todos mis amigos que trabajan para la Junta en esto del espectáculo, y no consigo que actúe en Badajoz. No sabe lo que se pierden; para mi es de esas cosas que aspiras compartir con la gente que quieres. Algún día llegará. Sería una buena idea que fuera nuestra asociación la que lo llevara. Si podéis compraros algún disco de él y disfrutaréis

Anónimo disse...

Emi tem razão. Escutar Janita é uma experiência arrebatadora porque nos enche o corpo e a alma de emoções indescritíveis. Ouçam-no e verão que é como digo.