sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Um poema de Sophia



Praia

Os pinheiros gemem quando passa o vento
O sol bate no chão e as pedras ardem.

Longe caminham os deuses fantásticos do mar
Brancos de sal e brilhantes como peixes.

Pássaros selvagens de repente,
Atirados contra a luz como pedradas,
Sobem e morrem no céu verticalmente
E o seu corpo é tomado nos espaços.

As ondas marram quebrando contra a luz
A sua fronte ornada de colunas.

E uma antiquíssima nostalgia de ser mastro
Baloiça nos pinheiros.

1 comentário:

Luís Leal Pinto disse...

Esta poetisa foi uma perda irreparável para a poesia lusófona há dois anos. Ainda me lembro a promeira obra que li escrita por ela. O conto infantil, outrora obrigatório no 2ºciclo, que me deu a conhecer tanto sobre tanto, "O Cavaleiro da Dinamarca". Ela está para mim, como Saint Exupéry está para muitos francofonos...