sexta-feira, 29 de maio de 2009

Acento ou assento?



ACENTO OU ASSENTO?

Era uma vez... Não! Eram duas vezes... Ou... Quantas vezes? Ora quantas vezes o leitor quiser! Um rapaz tímido de poucas palavras. Chamava-se Tritongo e que, por circunstancias várias, mudara para uma cidade interiorana.

- Táxi! Táxi!!

- Para onde? Perguntou o motorista!

- Para a Alameda Oxítona 111!

Não rodaram muito e já chegaram. Seu parente o recebeu com a mesma festa que proporcionara ao irmão, instantes antes, em férias escolares. Os dois primos eram diferentes dele, alegres espertos, falastrões, mas de um contraste notório e esquisito entre ambos.

Um dos primos chamava-se Ditongo. A sua estatura era interessante ora era crescente ora era decrescente variava conforme as circunstâncias. Este fato o tornava engraçado. O outro era grande, sua cintura era estranha parecia não existir, quando falava a parte superior descolava da inferior provocando um intervalo no meio. Chamava-se Hiato.

O dia seguinte foi cheio. Foram ao clube perto da praça das Paroxítonas . As arquibancadas do Ginásio Morfológico estavam lotadas, era a grande decisão do campeonato de Vôlei entre as seleções do Paraguai e Bolívia.

- Paraguai! Paraguai! Paraguai! – Gritava o Tritongo.

O Ditongo preferiu a Bolívia, a razão eram as pernas grossas e a simpatia das garotas da equipe. O Hiato sumiu! Levara consigo um assento, não gostava muito de sentar na arquibancada gelada e dura.

O jogo foi muito emocionante Parecia um jogo de um empate pela animação da torcida, a diferença foi somente na quadra. As meninas da Bolívia tinham mais técnica, porém estavam muito nervosas e sucumbira diante de uma equipe mais inferior, entretanto com uma regularidade de acertos acima da média. Final 3 x 0.

Fim do jogo. Apareceu o Hiato muito nervoso e já sem o assento, tinham-no roubado em uma briga que arrumara com um cara musculoso, bem acentuado, morador da Avenida Paroxítona, Terceira Silaba. Apto 03, como repetia a todo instante e nervosamente ao ouvido do Hiato, algumas vezes dava-lhe ainda reiteradas batidas com o acento na barriga do coitado.

Nervosos, tritongo e os primos pensaram em retirar-se. Hiato não se conformava em ter pedido o acento, achava que sem ele, perderia a identidade. Tritongo ficara nervoso pelo primo, entretanto não levara assento. Ditongo muito precavido ao sair de casa, também não levara um assento, porque somente usava o acento dependendo das circunstâncias. Porém agia de forma estranha, tenso o seu corpo encolhia como tartaruga que a voz nem conseguia sair da sua boca, e surpreendentemente, quando saía eram apenas poucas palavras que as vogais permaneciam na mesma sílaba.

Uma viatura da polícia, que fazia segurança no local, levou os quatro para a 26ª Delegacia. O delegado, Dr. Orto Gráfico, entrou na sala observou os quatro e perguntou:

- Afinal, é um problema de assento ou de acento?

Os quatros se olharam e ficaram sem entender a pergunta. Como não responderam o delegado deu o caso por encerrado, não antes de dar uma aula de encontro vocálico ao grupo e em seguida dispensou todos. Saíram os quatro mais uma vez sem entenderem nada!

Ademar Oliveira de Lima

(Do blogue Gramaticação)



quinta-feira, 21 de maio de 2009

Flor de Lis

Portugal presentó a Eurovisión un grupo, Flor de Lis, que interpretó un hermoso tema, resumen del folklore lusitano, repleto de instrumentos tradicionales y con una voz solista de increíble dulzura. La lástima es que las reglas del Festival impidieran que la banda participara con todos sus instrumentos. Os dejo el video de la canción (actuación en la final aquí):



Letra de la canción Todas as ruas do amor:

Se sou tinta tu és tela,
Se sou chuva és aguarela,
Se sou sal és branca areia,
Se sou mar és maré-cheia,
Se sou céu és nuvem nele,
Se sou estrela és de encantar,
Se sou noite és luz para ela,
Se sou dia és o luar.

Sou a voz do coração
Numa carta aberta ao mundo,
Sou o espelho d’emoção
Do teu olhar profundo,
Sou um todo
Num instante,
Corpo dado
Em jeito amante;
Sou o tempo que não passa
Quando a saudade me abraça.

Beija o mar o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas do amor
Serás meu e eu serei tua.
Se sou tinta tu és tela,
Se sou chuva És aguarela,
Se sou sal És branca areia,
Se sou mar és maré cheia,
Se sou céu és nuvem nele,
Se sou estrela és de encantar,
Se sou noite és luz para ela,
Se sou dia és o luar.
Beija o mar o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas do amor
Serás meu e eu serei tua.

J.M. González Serna