quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Aniversário da Casa Fernando Pessoa


Amanhã, dia 30 de Novembro, a Casa Fernando Pessoa assinala o seu 13º aniversário. Há festa desde as 14h30. Depois do jantar, a partir das 21h30, vão estar na Casa, para lerem textos seus, Manuel António Pina, Pedro Mexia, José Luís Peixoto, Luís Quintais, José Eduardo Agualusa e José Tolentino Mendonça. Depois, ainda, haverá uma ceia. Pelo meio, estarão abertas todas as salas da Casa Fernando Pessoa (poderá ver o original do retrato de Pessoa por Almada Negreiros, na Biblioteca, por exemplo, bem como visitar a biblioteca pessoal do poeta), além do jardim – tudo para visitar. Distribuídas pelos quatro pisos estarão as fotografias da Kameraphoto bem como objectos pessoais & manuscritos dos poetas convidados neste dia. Haverá música, a Rua Coelho da Rocha vai estar iluminada de maneira especial, e todos os visitantes terão direito a um presente de aniversário da Casa. Entrada livre, naturalmente.



De Origem das espécies

IV ENCONTRO DE TEATRO IBÉRICO


O IV Encontro de Teatro Ibérico, iniciativa organizada pelo Cendrev e pelo Fórum de Teatro Ibérico, numa parceria com o Instituto Internacional de Teatro Mediterrâneo, de Madrid ( IITM), realiza-se entre os dias 1 a 9 de Dezembro no Teatro Garcia de Resende.
Os Encontros de Évora têm dedicado uma especial atenção à criação dramatúrgica recente, de Espanha e Portugal, e pretende antes de mais reunir agentes de criação teatral de ambos os países, promovendo intercâmbios, parcerias de criação teatrais, bem como aprofundar o conhecimento mútuo relativamente às realidades teatrais da península.
O programa de espectáculos do Encontro reúne textos de escritores portugueses recentemente levados à cena nos palcos portugueses e espanhóis, Armando Nascimento Rosa, Gonçalo M. Tavares, Jacinto Lucas Pires e Abel Neves. De Espanha chegam-nos as palavras de Juan Pablo Heras e Inmaculada Alvear.
Numa co-produção entre Portugal Espanha e França, cruzam-se as palavras da portuguesa Isabel Medina, do espanhol Pedro Álvarez Ossório e do francês Jean-Luc Paliès, com a apresentação do espectáculo "Fuera, Fora, Dehors".
A abertura deste IV Encontro de Teatro Ibérico faz-se com a nova produção do Cendrev "O Eunuco de Inês de Castro", do escritor eborense Armando Nascimento Rosa, no dia 1 de Dezembro, às 21h30, no Teatro Garcia de Resende.

CENDREV

Teatro Garcia de Resende

Praça Joaquim António de Aguiar

7000-510 Évora

Tel: 266703112

Fax: 266741181

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Maleta viajera

Con motivo de la presentación de la "Maleta literaria viajera" (A mala literária viageira), la biblioteca del Instituto de Educación Secundaria (IES) Maestro Domingo Cáceres de Badajoz acogió el pasado jueves, 16 de noviembre, la conferencia "Viagem pela literatura portuguesa", que corrió a cargo de la profesora de la localidad portuguesa de Vilaviçosa, Ana Rita Ramos.


Según ha informado el centro educativo pacense a través de un comunicado, la "maleta viajera", que es una iniciativa de la Asociación Cultural Extremeño Alentejana y está patrocinada por el Gabinete de Iniciativas Transfronterizas de la Junta de Extremadura, contiene una colección de libros representativos de la literatura portuguesa y permanecerá en la biblioteca del instituto hasta Navidad para uso de los alumnos.

Cabe destacar que a la conferencia en portugués asistieron los alumnos de Lengua Portuguesa de ESO y Bachillerato acompañados de su profesora Fátima Merino.


No hay que olvidar que esta asignatura optativa se imparte en el centro desde 1999, "teniendo gran aceptación entre el alumnado", concluye el centro.
Para los centros españoles, hay una biblioteca ambulante en portugués. Para los centros portugueses, una biblioteca en español. Los centros interesados en disfrutar de esta "Maleta viajera" pueden dirigirse a la Asociación Extremeño-alentejana.

domingo, 26 de novembro de 2006

Surrealismo e Cesariny


Aqui podem ler a Crónica da primeira edição de Ágora, o debate peninsular . Houve um seminário sobre o surrealismo português com a presença do próprio Mário Cesariny

Audio do programa homenagem da RTP a Mário Cesariny en formato Windows Media e em formato Real Player.

Morreu poeta e pintor Mário Cesariny de Vasconcelos


"Pintor e poeta português, natural de Lisboa. A sua formação artística inclui o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudos na área de música, com Fernando Lopes Graça. Mais tarde, viria a frequentar a Academia de La Grande Chaumière, em Paris, cidade onde conheceu André Breton, em 1947. Rapidamente atraído pelas propostas do movimento surrealista francês, tornou-se um dos mais importantes defensores do movimento em Portugal. Ainda nesse ano, integrou o Grupo Surrealista de Lisboa. Cesariny, figura sempre inquieta e questionadora, afastava-se assim, de maneira definitiva, do movimento neo-realista. Passou a adoptar uma atitude estética de constante experimentação, logo visível nas suas primeiras colagens e pinturas informalistas realizadas com tintas de água, e distribuídas no suporte de forma aleatória. Seria este princípio anárquico que conduziria a obra de Cesariny ao longo da sua vida (incluindo a sua produção poética, que o autor considerava construir a partir deste desregramento inicial das suas experiências na pintura). A continuidade da sua prática plástica levá-lo-ia, portanto, a seguir uma corrente gestualista, por vezes pontuada de um corrosivo humor. Dinamizador da prática surrealista em Lisboa, Cesariny iria criar «antigrupos», com a mesma orientação mas questionando e procurando um grau extremo de espontaneidade, tentativa também visível na sua obra poética. Participou, em 1949 e 1950, nas I e II Exposições dos Surrealistas, pólos de atenção de novos pintores, mas ignoradas pela imprensa. Crescentemente dedicado à escrita, Cesariny viria a publicar as obras poéticas Corpo Visível (1950), Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952), Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos (1953), Manual de Prestidigitação (1956), Pena Capital (1957), Nobilíssima Visão (1959), Poesia, 1944-1955 (1961), Planisfério e Outros Poemas (1961), Um Auto para Jerusalém (1964), As Mãos na Água a Cabeça no Mar (1972), Burlescas, Teóricas e Sentimentais (1972), Titânia e a Cidade Queimada (1977), O Virgem Negra. Fernando Pessoa Explicado às Criancinhas Naturais & Estrangeiras (1989), e a obra de ficção Titânia (1994). A edição da sua obra não segue linearmente a cronologia da sua produção. Corpo Visível é o volume em que as características surrealistas são já dominantes — em textos anteriores, a denúncia social aproximava-se, por vezes, do neo-realismo, embora já em Nobilíssima Visão esta escola fosse objecto de um olhar crítico. O humor, o recurso ao non-sense e ao absurdo, são marcas da escrita de Cesariny, de uma ironia por vezes violenta, que incide sobre figuras e mitos consagrados da cultura portuguesa e ocidental. Da sua obra escrita sobre a temática do surrealismo, que analisou e teorizou em vários textos, fazem parte A Intervenção Surrealista (1958), a organização e autoria parcial da Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961), a antologia Surreal-Abjection(ismo) (1963), Do Surrealismo e da Pintura (1967), Primavera Autónoma das Estradas (1980) e Vieira da Silva – Arpad Szènes, ou O Castelo Surrealista (1984)".
Mário Cesariny morreu hoje de madrugada, em sua casa, na cidade de Lisboa, cerca das 05:30, aos 83 anos, e foi sem dúvida uma perda para a cultura lusófona. Fica para a posteridade a sua obra incontornável.
"Eu, Sempre..."
Eu sempre a Platão assisto.
Pessoalmente, porém, e creia que não
Tenho qualquer insuficiência nisto,
Sou um romano da decadência total,
Aquela do século IV depois de Cristo,
Com os bárbaros à porta e Júpiter no quintal.
Mário Cesariny

sábado, 25 de novembro de 2006

XXII Cimeira Ibérica



O primeiro-ministro, José Sócrates, e o presidente do Governo espanhol, José Luís Zapatero, reuniram-se esta sexta-feira, em Badajoz, no início da XXII Cimeira Luso Espanhola, marcada pelos temas da União Europeia, imigração, ciência e energia.Os governos de Sócrates e Zapatero encontraram-se no Museu Arqueológico de Badajoz, onde tem lugar a reunião plenária. Pela parte do Governo português, além de José Sócrates, viajaram para a capital da Extremadura espanhola mais oito ministros responsáveis pelas áreas da Administração Interna, dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Economia, do Ambiente, do Trabalho, da Saúde e da Ciência. Paralelamente ao encontro entre Sócrates a Zapatero, esta sexta-feira, os ministros tiveram reuniões sectoriais com os homólogos espanhóis. "Os temas que marcarão a presidência portuguesa da União Europeia [segundo semestre de 2007] estarão presentes em todas as reuniões desta cimeira Luso-Espanhola", sublinhou um colaborador do Governo de Lisboa, adiantando que as prioridades do Estado Português, no âmbito da política externa, "passam pelo aprofundamento das relações União Europeia com África e América Latina". Definir posições em questões de interesse comumNa sequência da cimeira de Évora, no ano passado, em que Portugal e Espanha acordaram em instalar em Braga o Laboratório Internacional de Nanotecnologia, os dois governos querem agora em Badajoz fazer um ponto da situação da decisão então tomada e preparam-se para aprovar o processo de instalação desta valência científica. Na cimeira de Badajoz vão merecer ainda destaque os temas do combate à imigração clandestina e controlo dos fluxos migratórios - ponto em que os governos de Lisboa e de Madrid se têm batido junto de Bruxelas a favor de uma política europeia de imigração. Mercado Ibérico de EnergiaO tema mais delicado entre Portugal e Espanha, a debater ao longo dos dois dias de cimeira, é o do aprofundamento do Mercado Ibérico da Energia. O secretário de Estado da Indústria e da Inovação, Castro Guerra, afirmou esperar que a cimeia Luso-Espanhola se traduzisse "num consenso sobre as interligações eléctricas" em torno da necessidade de "introduzir mais energia no mercado" dos dois países". Com Lusa

Centenário do nascimento de Rómulo de Carvalho, ou melhor, António Gedeão


Afirmando-se como um dos mais brilhantes e talentosos criadores lusófonos do século XX, Rómulo de Carvalho/António Gedeão, respectivamente, o professor, pedagogo e historiador da ciência, e o seu alter-ego literário, atravessou todas as convulsões e acontecimentos marcantes do nosso século, que se reflectiram no formar-se de um espírito extremamente marcado pelo cepticismo e pela ironia, sempre presentes nos seus poemas.
Licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade do Porto em 1931, traduziu como ninguém, a ciência para os leigos, desvendando segredos científicos com a mesma simplicidade com que os exemplificava.
Lisboeta toda uma vida, uniu de forma exemplar, através da sua obra, a ciência e a poesia, a vida e o sonho. Apesar de só aos 50 anos ter decidido publicar o seu primeiro livro de poesia, inaugurando assim uma carreira que se afirmou por si própria na cultura portuguesa, tornou-se uma figura de referência incontornável no imaginário colectivo do povo português, principalmente para toda a geração da "Pedra Filosofal".


Impressão Digital

Os meus olhos são uns olhos,
e é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos,
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos, diz flores!
De tudo o mesmo se diz!
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Pelas ruas e estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandecente!!

Inutil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos!
Onde Sancho vê moinhos,
D.Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos!
Vê gigantes? São gigantes!


in "Movimento Perpétuo", 1956

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Zapatero recibe en Badajoz a Sócrates para la cumbre hispano-portuguesa

Hoy:
La Cumbre hispano-lusa arranca hoy en Badajoz sin 'temas estrella', aunque afianzará acuerdos anteriores.
Galicia reclamará en este encuentro que el Secretariado de Ayudas Transfronterizas de la Unión Europea se instale en Vigo; también lo piden Castilla León y Extremadura. El TSJ falla a favor de la Plataforma 'Refinería No' y se podrá manifestar delante de la Delegación del Gobierno.

SIC:
A presidência portuguesa da União Europeia (UE) a partir do segundo semestre de 2007 e a cooperação científica e tecnológica são os temas centrais da XXII Cimeira Luso Espanhola, sexta-feira e sábado em Badajoz.

ABC:
El jefe del Ejecutivo, José Luis Rodríguez Zapatero, ha recibido hoy al primer ministro portugués, José Sócrates, en la sede de la Delegación del Gobierno de Badajoz para presidir las reuniones de la XXII Cumbre hispano-portuguesa, que se prolongará hasta mañana.
Frente al edificio de la delegación del Gobierno se concentraron varios centenares de personas que profirieron gritos contra la construcción de una refinería en la comarca extremeña de Tierra de Barros y abuchearon a Zapatero y Sócrates.
El presidente del Gobierno fue el primero en llegar al lugar en el que se celebró el primer encuentro de la cumbre bilateral, y lo hizo acompañado del presidente de la Junta de Extremadura, Juan Carlos Rodríguez Ibarra.
Ibarra y el presidente de la Xunta, Emilio Pérez Touriño, son los dos únicos presidentes autonómicos presentes en la cumbre, ya que los otros dos máximos representantes de las Comunidades que tienen frontera con Portugal (el andaluz, Manuel Chaves, y el castellano-leonés, Juan Vicente Herrera) han excusado su presencia.
Zapatero y Sócrates mantuvieron una primera reunión, mientras que en la sede de la Delegación del Gobierno comenzaron igualmente otros encuentros sectoriales de los ministros de Exteriores, Defensa e Interior de los dos países. Los ministros de Fomento, Trabajo, Educación y Medio Ambiente se reunieron también de forma paralela en la sede del Conservatorio de Música de Badajoz.
A los manifestantes que se concentraron a la llegada de los dos jefes de Gobierno y que profirieron gritos como "Refinería, corrupción" y " Zapatero embustero", se unieron también grupos de agricultores extremeños productores de tomate que protestaron por la situación en que se encuentran.

O Bigode Português em crise

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

domingo, 19 de novembro de 2006

Silves - Xelb (1)

A Silves

Saúda, por mim, Abû Bakr,
Os queridos lugares de Silves
E diz-me se deles a saudade
É tão grande quanto a minha.
Saúda o Palácio dos Balcões,
Da parte de quem nunca o esqueceu,
Morada de leões e de gazelas.
Salas e sombras onde eu
Doce refúgio encontrava
Entre ancas opulentas
E tão estreitas cinturas.
Moças níveas e morenas
Atravessavam-me a alma
Como brancas espadas,
Como lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
Lá no remanso do rio,
Preso nos jogos do amor
Com a da pulseira curva,
Igual aos meandros da água,
Enquanto o tempo passava...
Ela me servia vinho:
O vinho do seu olhar,
Ás vezes o do seu copo,
E outras vezes o da boca.
Tangia-me o alaúde
E eis que eu estremecia
Como se estivesse ouvindo
Tendões de colos cortados,
Mas se retirava as vestes
Grácil detalhe mostrando,
Era ramo de salgueiro
Que me abria o seu botão
Para ostentar a flor.

Al'Mutamid Ibn Abbad,
nascido em Beja, conquistador de Silves,
rei de Sevilha, talvez o maior poeta do
seu tempo no Al Andaluz
Trad. do árabe: Adalverto Alves

sábado, 18 de novembro de 2006

Parabéns a Saramago (atrasados!)


José Saramago mira atrás en su última novela para seguir recordando quien fue. A modo de biografía 'Las pequeñas memorias' nos acerca a la infancia de este genio de la escritura. El premio nobel ha presentado su último libro el día de su cumpleaños y en su tierra natal.
Día 16 en Azinhaga, un pequeño pueblo portugués. Los vecinos, familiares y amigos de Saramago reciben al Premio Nóbel de Literatura con un cálido aplauso. Todos le acompañan en su paseo a pie desde el Ayuntamiento a la antigua fábrica de tomate donde se realizó la presentación del libro.
El escritor portugués presentó 'Las pequeñas memorias', un libro sobre su infancia. Comentó que llevaba 11 años queriendo escribirlo y afirmó durante la presentación que seguramente no sería la persona que es sin lo que vivió en su pueblo natal. Evocando esa infancia indicó que quiere recordar lo que fue, "nieto de dos analfabetos e hijo de una madre campesina y analfabeta y un padre que sabía leer, escribir y contar".
Le entregaron varios regalos de cumpleaños. El primero vino de manos de su mujer, Pilar del Rio, en complicidad con su editorial en España, Alfagüara. Le dieron el primer e inédito ejemplar del libro en español, todavía sin corregir. Su editorial portuguesa, Caminho, le regaló el primer libro que leyó el escritor en su vida 'A toti negra do Moinho' y un disco con poemas suyos interpretados por los Luís Pastor, Lourdes Guerra y Joao Afonso. El disco se editará este mes de noviembre en España.
Un emotivo Saramago aseguró ante un auditorio lleno, que si le preguntaban "cómo llegué donde llegué", contestaría que "no sé, hice mi trabajo, nada más, y sobre todo en los últimos 25 años". Eso quiere decir "que hay que confiar en los viejos ya que tenía 60 años cuando ocurrió el éxito de 'Memorial del Convento'", dijo.
Para terminar, el Premio Nóbel hizo un llamamiento: "cuiden de la infancia" porque "los niños tendrán una vida difícil de adultos ya que el futuro no es tranquilizador". "Enseñarles a ser educados y respetuosos, enseñarles a ser conscientes". Al final, Saramago se despidió diciendo: "no os digo adiós, os digo hasta la vista". MLS

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

A Verdadeira História de Portugal


Esta sim é a verdadeira história do povo luso! Perdoem a qualidade da imagem, mas é a obra (da Nona Arte) que melhor retrata o humor e a condição hilariante do que é ser português! Afonso Henriques é importante na génese de Portugal, mas determinantes para essa condição são personagens como Zé do Pipo, Gomes de Sá e Lagareiro (que só, por acaso, deram nome a formas de cozinhar o "fiel amigo" bacalhau!). Divirtam-se e descubram o que pouca gente sabe!

Hoy en Mérida...

XVI Jornadas Pedagógicas del Programa de Lengua y Cultura Portuguesa


XVI Jornadas Pedagógicas del Programa de Lengua y Cultura Portuguesa Clic na imagem para mais informação

Os melhores blogues portugueses?

Em

Geração Rasca


VOTAÇÃO

Melhor blogue individual feminino:


Melhor blogue individual masculino:


Melhor blogue colectivo:


... e assim por diante.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

História de Portugal em Banda Desenhada


Encontrei este livro que retrata os grandes acontecimentos da história e identidade de Portugal no quadro da civilização europeia. A narrativa visual, com desenhos de refinado rigor histórico, evoca o passado, os ditos feitos heróicos, a guerra, a paz, a cultura, o sentir português.
Uma proposta, com o pincel de José Garcês, da história de Portugal desde a sua fundação até à Revolução dos Cravos, que certamente poderá ser uma mais-valia em contexto educativo.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

“Meu deus como amo a espanha este país toda esta gente”



Quien esto escribió se llamaba Ruy Belo y tuvo un paso demasiado fugaz sobre la tierra: 48 años.

El mar de la fotografía es el de la playa de la Consolação, en Peniche, que tanto significó para él.

En 1972, en la segunda edición de su primer libro, Aquele Grande Rio Eufrates (1961), Ruy Belo añadió una “Explicação indispensável”, que concluía aludiendo a una reseña de esta obra hecha por Gastão Cruz en “Crítica”, jornal que, não sei bem como me veio ter às mãos aqui a Madrid, uma das cidades do mundo mais distantes de Lisboa. Tremendas palabras y, sin embargo, suyo es el verso que encabeza esta entrada.

En efecto, Ruy Belo fue lector de portugués en la capital de España entre 1971 y 1977, y en esta ciudad escribió una buena parte de su obra. En un número apreciable de poemas encontramos la presencia de España o referencias a la literatura española; así, entre otros: “Primeiro poema de madrid”, “Madrid revisited”, “No aeroporto de Barajas”; su libro Toda a Terra se divide en dos partes: Areias de Portugal y Terras de Espanha”, y en esta última se hallan “Encontro de Garcilaso de la Vega com Dona Isabel Freire, em Granada, no ano de 1526” y “Ao regressar episodicamente a Espanha em Agosto de 1534 Garcilaso de la Vega tem conhecimento da morte de Dona Isabel Freire”.

En su inteligente posfacio a la edición de la Obra Poética de Ruy Belo (Editorial Presença), Joaquim Manuel Magalhães escribe:

"Tendo partido para Madrid em 1973 (sic), essa cidade castelhana irá tornar-se um dos centros dominantes da sua vivência, porventura só ultrapassado pela força exercida pela Praia da Consolação. Em Castela, a sua compreensão de Portugal amplia-se, ao mesmo tempo que se aprofunda a sua ligação a Espanha."

Y hay más palabras interesantes de Magalhães. Y los versos de Ruy Belo.

(Si alguien se extraña por el uso de alguna minúscula, así quedo escrito)


A MEDIDA DE ESPANHA

Tenho mudado de cidade algumas vezes
e o meu pasado é todo esquecimento
A noite chega precedida pela sombra
e é sempre em vão que repudio a noite
Eu morro qualquer dia e pouco sei da vida
É perigosa a vida a simples vida
a vida a simples vida é violenta
Mas quando a primavera em cabelo chega
sinto-me invulnerável e começo
É formidável março quando se aproxima
a prometer no passo um integral verão
Sou todo deste tempo e são meus estes dias
Eu nada sou mas o verão existe
Canta meu coração
Esta é a medida de espanha
ó vida minha vida estranha

domingo, 12 de novembro de 2006

Mário Cesariny


En EL PAIS de hoy domingo hay una noticia-reportaje sobre Mário Cesariny

La vida es bella. Comencemos". Eso escribió una vez Mário Cesariny con su amigo surrealista Antonio María Lisboa. Para demostrarlo, Cesariny fue pintor, poeta, dramaturgo, ensayista, novelista, agitador, estudiante de música con Fernando Lopes Graça. Naturalmente, ha llegado cansado y quebrantado a los 83 años, pero ahí está, fumando un pitillo tras otro, pálido y flaco mas con su inquebrantable voluntad de disidencia intacta. "Tengo la pata izquierda mala y ya apenas salgo. Sólo puedo subir las escaleras de casa en brazos de los bomberos", cuenta riéndose en el casi perfecto español que aprendió de su madre, una salmantina de origen italiano. "Si lo hiciera sólo una vez, sería una acción surrealista. Pero todos los días... ¡Es una lata!".

Aquí podéis leer el reportaje completo

Quando era criança


Aos 45 anos, dois anos antes de morrer, Fernando Pessoa escreveu:

Quando era criança
Vivi, sem saber,
Só para hoje ter
Aquela lembrança.

É hoje que sinto
Aquilo que fui.
Minha vida flui,
Feita do que minto.

Mas nesta prisão,
Livro unico, leio
O sorriso alheio
De quem fui então.

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Gato Fedorento - Novo Dicionário



Dedicado a los inventores-dueños de las palabras

(no renunciamos a ninguna, y adoptamos ahora multitud de nombres, todos los que sirvan para expresar nuestra pasión por la lengua portuguesa y la cultura de los países lusófonos )

domingo, 5 de novembro de 2006

Nuno Júdice


Ya sé que estamos todavía en noviembre, y hasta febrero queda mucho, pero ya sabéis lo que pasa con el tiempo.
El 8 de febrero estará en Badajoz el poeta portugués Nuno Júdice en el Aula Díez Canedo. Podemos aprovechar para releer sus poemas o, si no lo hemos leído, buscar algo de su obra e imaginar cómo sonarán esos versos en la voz de su autor.
Como botón de muestra, esta Elegia.







ELEGIA

Nem os dias longos me separam da tua imagem.
Abro-a no espelho de um céu monótono, ou
deixo que a tarde a prolongue no tédio dos
horizontes. O perfil cinzento da montanha,
para norte, e a linha azul do mar, a sul,
dão-lhe a moldura cujo centro se esvazia
quando, ao dizer o teu nome, a realidade do
som apaga a ilusão de um rosto. Então, desejo
o silêncio para que dele possas renascer,
sombra, e dessa presença possa abstrair a
tua memória.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Espanha versus Portugal com Rititi na Prova Oral

Espanha versus Portugal com Rititi na Prova Oral

Rota dos orelhões





Hablar portugués es más interesante desde cabinas como estas que vemos, una pequeña muestra de todas las que podemos encontrar en muchas ciudades de cada uno de los estados brasileños, que aluden a sus peculiaridades naturales y culturales y que son una muestra más de la originalidad del arte popular de Brasil. Agradecemos a Maite Caramés, la intrépida viajera gallega, el habernos proporcionado las fotos.